Pronunciamento de Marcio Bittar em 25/05/2026
Discurso durante a 62ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Comentários acerca da visita realizada pelo Deputado Federal Nikolas Ferreira ao estado do Acre e breve análise sobre a suposta intolerância de lideranças indígenas à visita do Deputado a uma reserva extrativista. Críticas à gestão do Governo PT no estado do Acre. Alerta para a necessidade de reconstrução da BR-364, rodovia que liga o Acre e Rondônia ao Centro-Oeste.
- Autor
- Marcio Bittar (PL - Partido Liberal/AC)
- Nome completo: Marcio Miguel Bittar
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Atuação da Câmara dos Deputados,
Governo Estadual,
Governo Federal,
Infraestrutura,
População Indígena:
- Comentários acerca da visita realizada pelo Deputado Federal Nikolas Ferreira ao estado do Acre e breve análise sobre a suposta intolerância de lideranças indígenas à visita do Deputado a uma reserva extrativista. Críticas à gestão do Governo PT no estado do Acre. Alerta para a necessidade de reconstrução da BR-364, rodovia que liga o Acre e Rondônia ao Centro-Oeste.
- Publicação
- Publicação no DSF de 26/05/2026 - Página 15
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Atuação da Câmara dos Deputados
- Outros > Atuação do Estado > Governo Estadual
- Outros > Atuação do Estado > Governo Federal
- Infraestrutura
- Política Social > Proteção Social > População Indígena
- Indexação
-
- COMENTARIO, VISITA, ESTADO DO ACRE (AC), DEPUTADO FEDERAL, NIKOLAS FERREIRA, ANALISE, LIDERANÇA, RESERVA, RESERVA EXTRATIVISTA, EXTRAÇÃO, CRITICA, GESTÃO, GOVERNO FEDERAL, RECONSTRUÇÃO, RODOVIA, INFRAESTRUTURA.
O SR. MARCIO BITTAR (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - AC. Para discursar.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, colegas, meu querido amigo, nosso pré-candidato ao Governo do Ceará, com toda a minha torcida, hoje eu venho aqui mencionar a gratidão para o Deputado Nikolas, que emprestou o seu imenso prestígio, o seu gigantesco prestígio, ao mostrar da nossa Amazônia, querido Presidente, coisas que muitos escondem.
É muito comum discurso sobre a Amazônia, seminários, simpósios. A métrica sempre é a quantidade de floresta em pé nos nossos estados, mas é muito raro você ver uma nota, uma matéria falando dos 28 milhões de brasileiros que moram na Amazônia. É muito raro. E há um domínio das ONGs na mídia brasileira, que esconde a realidade dura, cruel, de uma região que hoje virou a região mais pobre do Brasil, cuja exceção é o seu estado, o único que tem mais carteira assinada do que Bolsa Família. E não é por coincidência, é porque o agronegócio, no Estado de Rondônia, é forte, pujante, graças àqueles que governaram o estado e tiveram a coragem de enfrentar leis draconianas, e, mesmo assim, conseguiram fazer o estado ser o mais produtivo. Todos os demais estados da região sofrem com a dependência extrema de auxílio do Governo Federal.
Por falar nisso, vou abrir umas aspas aqui.
Luciano Huck, será que ele virou direita? Será que o Luciano Huck teve um surto e virou direita? Não, mas ele agora está vendo o que é o patrulhamento ideológico. Será que ele vai pedir perdão, como muitos fazem, e se esconder para não ficar contra a malta? Ou ele vai sustentar o argumento dele? Ele apenas disse o quê? Que não é possível um país que se acostume a ver aumentar ano após ano a dependência da nação brasileira de auxílio emergencial, de Bolsa Família. São mais de cem milhões de brasileiros. Essa conta uma hora não fecha, porque a quantidade de brasileiros que sustentam a máquina pública está diminuindo ano a ano. Então ele disse o quê? Que ele gostaria de ver aquilo como uma passagem, um auxílio que tivesse uma saída – uma passagem –, o que nós já dissemos. E aí veio a turma lacradora, e ele agora está tentando se explicar.
Então ele percebeu, talvez, o que nós sabemos. Por exemplo, você quer saber se o movimento negro militante é tolerante? Basta ver um preto se colocar contra a cota racial, e aí você vai ver a intolerância daqueles que se dizem contra o racismo e defendem a causa dos pretos; você vai ver a intolerância deles com o preto que diz que é contra a cota.
Você quer ver a intolerância, de que lado ela está? Já citei o caso do Luciano Huck agora – do Luciano Huck, não misturar com o meu querido amigo de Santa Catarina, Luciano Hang, por quem eu tenho uma profunda admiração. Tolerância, sabe quem tem, Girão? Minha mãe, com 93 anos de idade, com Alzheimer. Católica praticante, viu as filhas virarem todas comunistas; nunca se meteu nisso, mas eu entrei no carro dela, depois de não sei quantos anos, e estava lá um crucifixo com as medalhinhas da fé dela. Isso é tolerância.
Quer ver quem é intolerante? Se, no meio da esquerda, aparecer alguém – que ela julga que é do time que não acredita em Deus – e se diz um evangélico, se diz um católico, aí você vai ver intolerância religiosa.
Você quer ver o que é intolerância? Se, no meio da esquerda, tiver alguém que defenda que a população civil deve ter o direito, em querendo, de possuir uma arma, aí você vai ver quem é intolerante. O jornalista, o apresentador da Globo viu agora quem é e de que lado está a intolerância.
A mesma coisa aconteceu no Acre. O senhor não faz ideia, Presidente, da quantidade da turma da esquerda a esculhambar o Nikolas, e sempre tergiversando, sempre tergiversando, sem entrar no foco. O Nikolas... Quem ganhou o Nikolas para passar três dias no Acre, Presidente, não fui eu; quem ganhou o Nikolas para passar três dias na Amazônia acriana foi a causa. O Nikolas foi ver o que é a população indígena e como ela vive. Dói na Marina, Presidente, quando alguém diz – e que tem a mídia social que o Nikolas tem –: "Como é que pode o Brasil ter 14% de território indígena, e os indígenas passarem extrema necessidade?". Ele viu, na beira do Rio Juruá, uma família, uma mulher com seis filhos. Sabe onde é que eles moram? Moram na beira do rio. É isso o resultado da segregação que eles fizeram.
O que nós queremos? Nós queremos dar autonomia ao indígena. Nós queremos que a terra dele seja de fato dele, e há mais de 30 anos tramita projeto nessas Casas, na Câmara Federal – eu sei de um caso apresentado em 1996, portanto tem 30 anos –, propondo a atividade econômica em terra indígena caso eles queiram. E quem é que trabalha, há 30 anos seguidos, para não permitir que a liderança indígena seja de fato e de direito dona da sua terra? O PV, o Psol, o PT e aqueles que ganham dinheiro em cima da causa deles, mas, na hora que eles estão lá revirando... O que é triste! Você vê pessoas revirando o camburão de lixo atrás de resto de comida para comer. E isso incomodou! Eu conheço a esquerda, ela é totalmente disciplinada.
Então, a Ministra Marina nunca quis debater comigo no plano nacional. Claro, ela sabe! Ela tem uma luz que eu não tenho, ela tem uma audiência que eu não tenho; se ela me chamar para o debate, ela vai dividir luz comigo.
Só que, agora, o Nikolas foi mostrar o que é a vida dos indígenas de uma parte da Amazônia. E aí, sabe o que aconteceu? Eu estava dizendo aqui de que lado está a intolerância. Aí agora, "lideranças indígenas", entre aspas, que vivem em ONGs – recebendo R$34 milhões, como a Marina foi entregar para uma ONG, recebendo outros milhões, como a SOS Amazônia, que atua lá no meu estado –, se viraram violentamente contra a aldeia indígena que nos recebeu, a do Cacique Assis, a do meu querido amigo Manuel.
Mas você precisa ver a violência que eles ficaram contra a aldeia que nos recebeu. Porque essa aldeia... Essas lideranças indígenas pensam diferente e têm a coragem de dizer. E aí você vê como eles querem que a pessoa não tenha o direito de falar nada. Pode falar tudo, desde que esteja na cartilha da esquerda, mas se falar contra, eles...
Você precisa ver, Presidente, a quantidade de vídeo que gravaram... Lideranças do PT, "lideranças indígenas" ligadas a ONGs, a raiva, o ódio, a intolerância com os irmãos indígenas que nos receberam para falar, para dar opinião da sua própria vida. E uma das coisas que nós escutamos lá, o que foi? Do Cacique Assis: "Nós não somos donos da nossa terra, nós somos vigias dela".
Ficaram com raiva, Sr. Presidente, porque o Nikolas visitou um projeto de assentamento e foi ver por que homens de mão calejada, que trabalham de sol a sol, morrem de medo do Ibama e do ICMBio, que os expulsam, que multam. Foram o Estado brasileiro e o Governo brasileiro que transformaram milhares de amazônidas em invasores. Meu colega que está assumindo agora, como titular, na vaga do Jorge Seif, veja que milhares de amazônidas ficaram com a sua atuação irregular porque o Estado criou reserva onde eles já viviam, e essas pessoas agora estão sendo expulsas da sua terra. Vão morar onde? Na Reserva Chico Mendes. Ninguém quer viver mais de extrativismo!
Sr. Presidente, numa família que tem um político com a sua trajetória, nunca envolvido em escândalo, é natural que parentes, sobrinhos, pessoas da família, do redor, se inspirem em V. Exa. e sigam o mesmo caminho. A mesma coisa quando numa família você tem um grande jurista: é natural que membros da família também se inspirem. É natural que, na família do agronegócio, vários filhos, sobrinhos, parentes, amigos se inspirem nisso. Por que ninguém do PT, da Marina, do Jorge Viana, da tal da florestania, foi cortar a seringa? Não tem ninguém nem morando no Acre. Eu estava dizendo aqui ao nobre colega: de todos que governaram o Acre, do PT, o único que ainda frequenta cotidianamente é o Jorge Viana, porque ainda pensa em ser Senador da República de novo pelo estado. O resto mora aqui. Estão todos empregados aqui. Marina Silva foi embora, não tem mais domicílio eleitoral no Acre, o domicílio eleitoral dela agora é em São Paulo.
A raiva da visita do Nikolas foi porque ele foi visitar uma reserva extrativista. Meu querido amigo Girão, quando eu tentava evitar que o PT chegasse ao poder no Acre com a Marina, Jorge Viana, Tião Viana e tantos outros, eu dei várias palestras explicando ou tentando explicar por que o seringal extrativista, notadamente o vegetal, da borracha, não tinha volta. Porque assim, como aconteceu com todos os produtos que nós temos hoje, um dia foi um ser humano. Ele pegou uma sementinha, e essa sementinha ele foi transformando, transformando, transformando e virou tudo que a gente tem hoje na vida, ou não é? A origem da riqueza vem de onde? Da terra, da natureza, dos meios, dos recursos naturais que Deus nos deu.
Pois bem, fizeram a mesma coisa com a seringa: pegaram a semente e levaram embora, primeiro, para fora do país, o inglês; e aqui agora, no Brasil, seringal de cultivo.
Mas Presidente, quando eu terminava de falar as razões pelas quais eu entendo que não volta mais, eu disse: "Agora, eu vou fazer três perguntas. Quem de vocês na sala de aula imagina se formar e ser seringueiro levante a mão?". Ninguém nunca levantou. "Quem tem filho [muitos levantavam a mão] – mas quem não tem vai querer ter, provavelmente – e que imagina assim: eu vou ter meu filho, vou acompanhar o meu filho a vida inteira e, se Deus quiser, meu filho vai se formar e, quando virar homem ou mulher adulta, vai ser seringueiro? Quem deseja para o seu filho morar no seringal levante a mão." Ninguém nunca levantou a mão.
A terceira e última pergunta: "Quem de vocês..." Eu estava falando de há mais de 30 anos. Naquela época, tinha muita gente que tinha o pai, a mãe, os avós, então, quem tinha avós, que vieram do seringal. Então, eu perguntava: "Quem de vocês tem parente que veio do seringal – mãe, pai, avô, avó?". Quase todo mundo na sala de aula levantava a mão, eram pessoas, naquela época – eu estou falando de há 30 anos, então de quem tinha uma certa idade –, cujos pai e mãe tinham vindo do seringal. Pois bem.
"Quem é que aqui na sala de aula sonha o seguinte: eu vou vencer na vida e, quando eu tiver condição econômica, eu vou pegar um batelão [que é o barco que a gente tem lá, pelo menos, lá no Acre, esse é o nome, rodoã também, é um barco grande e tal; ele vai devagarzinho, mas leva muita carga], eu vou comprar um monte de mercadoria, vou pegar meu paizinho e minha mãezinha e vou levá-los de volta para o lugar onde eles cortavam seringa. Quem quer isso para o seu pai e para a sua mãe, levante a mão." Ninguém nunca levantou; ninguém, Presidente.
E aí eu concluía: ora, uma atividade econômica que você não quer para si, não quer para os seus filhos, não quer para os seus pais, para quem que é?
Agora, Sr. Presidente, a raiva da Ministra Marina é porque ela não tem problema com nada. Ela hoje tem acesso a tudo. Ela não precisa mais pegar balsa para atravessar um rio. Lá em Thaumaturgo, ela não precisa, para ir à escola, andar três horas a pé, como ela fez e se esqueceu; ela fez, na infância dela, mas se esqueceu, mas os irmãos dela, os conterrâneos dela que não podem morar nos Jardins, em São Paulo, continuam amargando, fruto daquilo que ela, muito mais do que ninguém, ajudou a fazer com a Amazônia.
Quero aqui agradecer ao Nikolas. E não tenho a menor cerimônia de dizer: eu não consegui furar a bolha, ele conseguiu. E a raiva dos políticos do meu estado com o Nikolas é exatamente por isso, até de conselheiros, de três do Tribunal de Contas do estado porque a militância do STF fez escola. Então, você vai para os estados, e conselheiro dá palpite em política, assina documento político apoiando a Marina.
Sr. Presidente, eu nunca ataquei o fato de a Marina ser mulher, eu nunca neguei o fato de a Marina ter uma história de vida forte, bonita. Agora, Presidente, o fato de a Marina ter uma vida exitosa me proíbe de fazer críticas a ela? Eu não posso? E o que é mais interessante, meu querido amigo Girão, é que não foram em nenhum dos argumentos, foram dizer que o Nikolas brincou com a Marina, que tem uma carreira, que nasceu no seringal. Essa não é a questão, a questão é que a Marina, que é uma acreana que agora mora em São Paulo, deixou o estado natal dela pobre e mais violento. E quer ver um exemplo? Seu Jorge Viana agora lá no estado... Cuidado, Lula! Eu já vi os petistas do Acre, muitas vezes, esconderem você, Lula. O senhor sabia disso, Sr. Presidente?
Os petistas do Acre, historicamente, escondem o Lula. Gostam de pegar cargo no Governo do Lula, mas o escondem, como esconderam em 2024 – esconderam. Eu até disse, quando gravei um vídeo, dizendo assim: o que foi que o candidato da esquerda fez com o PT – porque era do MDB, era petista e foi para o MDB –, que acordo terá sido esse que faz com que Jorge Viana, Tião Viana e tantos outros se calem como candidatos a Prefeito, escondendo, literalmente, o Lula na campanha?
Parece que o Jorge está fazendo a mesma coisa. Ele anda pelo estado, fala, fala, fala e mal cita o nome do Lula, talvez porque ele saiba que o Lula no Acre não é um bom cabo eleitoral; mas isso não é papel de homem, né? Você tem lado, você tem que ter lado, você tem que ter postura. Então cuidado, Lula, que nunca teve o meu voto: parece que, mais uma vez, o seu grande aliado o está escondendo lá. E ficam dizendo que, no período deles, foi ótimo.
Alguns dados. Taxa de homicídio por 100 mil habitantes. Em 2016, quem governava o Acre? O PT. Homicídios: 42,8 por 100 mil habitantes, e a taxa no Brasil era de 30. Em 2017, no Acre, 61 mortes – 61,4. Quem era o governo? O PT. Qual era o índice do Brasil? De 31. E, em 2018, no último ano deles, 47,9 ou quase 48 homicídios por 100 mil habitantes. Quem governava o Acre? O PT. No Brasil, caiu para 27.
Vamos aqui à participação do PIB do Acre. Sr. Presidente, sobre a participação do PIB do Acre, nos 18 anos em que eles governaram, nós crescemos menos do que toda a Região Norte – o Acre. Nos 20 anos em que o PT... Dados. E não são dados meus, não; são oficiais. Nos 20 anos em que o PT governou o Acre, nós fomos o estado do Norte do Brasil que menos cresceu no PIB brasileiro. Perdemos para todos os outros estados do Norte – com o estado de V. Exa., então, não dá nem para comparar.
Quando terminou o Governo do PT no Acre, 50,1% da população era pobre. Oito anos de Jorge Viana, quatro anos de Binho Marques, oito anos de Tião Viana, com todo o apoio do Governo Federal. Eles governaram com todo o apoio do Fernando Henrique Cardoso, do Lula, da Dilma e do Lula outra vez, terminando 20 anos de Governo com 50,1% de pobreza.
E o último dado, Sr. Presidente: 16,3% na extrema pobreza. Depois do ciclo do PT, ainda muito grande, a partir do fim do ciclo do PT até 2024, caiu para 45,5%, muito alto, mas, de qualquer forma, ainda caiu um pouco; e a extrema pobreza caiu ainda mais daquele patamar, para 7,7%.
O Jorge Viana anda, no Acre, dizendo, Sr. Presidente, que precisa acabar com essa história e que muitos até estão indo embora do Acre. Sabem qual é o recorde? O recorde é de 2010. Quem governava o Acre? O PT. O Acre só tem 900 mil pessoas. Em 2010 – dados oficiais –, 70 mil acreanos moravam fora do Acre, muitos em Santa Catarina; e sabem por quê? Porque eles lacraram o estado – a Marina de um lado, o Jorge Viana do outro, com a "florestania", que agora ele nega.
E, por último, ele anda, no Acre, dizendo que não é mais nem de direita e nem de esquerda, empobrecendo o debate e fingindo, porque, na verdade, ele ocupou cargo na Apex, no Governo do Lula, e não vai ter como, em plena campanha, ele se omitir do debate. Porque, quando você nega a ideologia, você está negando até a própria democracia. Isso porque: o que é ideologia? Você é contra ou é a favor do aborto? Se você é conservador... Eu faço parte de um grupo que é contra; ele faz parte de um grupo que defende. Quem defende aborto é o grupo dele, a turma dele; eu sou contra. Quem defende que a população civil, em querendo, tem poder de se armar somos nós. Eles defendem outra coisa, eles defendem o desarmamento da população civil.
(Soa a campainha.)
O SR. MARCIO BITTAR (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - AC) – Ele deixou de ser Lula, que apoia a Venezuela? Claro que não!
E, para terminar, Sr. Presidente, a nossa imprensa, muitas delas custeadas por ONGs, outras ainda têm até medo, pavor do que Jorge Viana representou no Acre, um perseguidor... Ele vai ao Juruá dar entrevista – tudo entrevista quase que combinada – e ninguém tem coragem de perguntar ao Jorge – lá em Cruzeiro do Sul –, quando o Governo dele aceita que uma ONG proíba de fazer a ponte sobre o Rio Juruá, que nos proíba de continuar a BR-364, que é a linha histórica, ligando Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru, porque passa na Serra do Divisor... E note, Sr. Presidente, quando o Sarney criou a Reserva do Divisor, no decreto está constando que um dia a BR passaria por lá. Ele vai a Cruzeiro do Sul dar entrevista e não fala nada sobre isso, e ninguém pergunta.
A estrada de ferro – e V. Exa. sabe disso...
(Soa a campainha.)
O SR. MARCIO BITTAR (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - AC) – ... o trajeto original é por Cruzeiro do Sul. O Governo dele, com a Marina – ele sendo o Presidente da Apex –, tirou de lá e passou para a 317, onde já tem asfalto. Ele não toca no assunto, e muito menos alguém pergunta.
A BR-364, no meu estado, Sr. Presidente, nunca esteve tão pior. Logo que venceram a eleição outra vez e entraram no Governo pela quinta vez, eles disseram: "A culpa é do Bolsonaro". Eles passaram 20 anos governando o Acre – a esquerda está fazendo 28 anos que governa no Brasil: cinco do PT, dois do PSDB –, mas a culpa é do Bolsonaro, como se o Bolsonaro não tivesse enfrentado a pandemia e a guerra, no Brasil. Mas o.k., eu já disse várias vezes que nós não tivemos o dinheiro necessário para reconstruir a BR no Governo do Presidente Bolsonaro, mas tivemos uma pandemia.
Só mais um minuto, Sr. Presidente, eu garanto ao senhor que a sua paciência termina com esse um minuto – eu lhe garanto.
(Soa a campainha.)
O SR. MARCIO BITTAR (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - AC) – Pois bem, logo que eles voltam ao poder, o que eles dizem? "Agora nós vamos recuperar a BR-364"; ela nunca esteve pior do que está agora.
E aí o Jorge Viana, que praticamente está escondendo o Lula, com uma conversinha do bem, "ah, porque eu amo o Acre"... "Eu amo o Acre"? As pessoas foram embora do Acre por causa dele, por causa da política da Marina, porque engessaram a Amazônia, porque não tem emprego. Vão para Santa Catarina para trabalhar – não é para outra coisa –, vão para Rondônia, que é a segunda maior taxa, ou é a primeira, de onde os acreanos vão para trabalhar.
E aí ninguém pergunta a ele por que tiraram o trajeto da BR-364, da ferrovia, lá de dentro; ninguém pergunta a ele se ele é a favor ou contra isso; e também ninguém o questiona – e ele esconde – como é que o Governo dele, terminando os quatro anos, está nos devolvendo a BR-364 nas piores condições, porque ela nunca esteve tão ruim como ela está agora.
Sr. Presidente, muito obrigado pela sua...