Pronunciamento de Lucas Barreto em 26/05/2026
Discurso durante a 64ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Críticas à possível seletividade em investigação da Polícia Federal sobre contratos de publicidade do Município de Macapá-AP.
Manifestação de preocupação com ataques políticos em ambientes digitais, inclusive por meio de inteligência artificial, e solidariedade ao Sr. Antônio Furlan, prefeito do Município de Macapá e pré-candidato ao Governo do Estado do Amapá, diante de supostas campanhas de desgaste político.
- Autor
- Lucas Barreto (PSD - Partido Social Democrático/AP)
- Nome completo: Luiz Cantuária Barreto
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Governo Estadual,
Governo Municipal,
Orçamento Anual,
Segurança Pública:
- Críticas à possível seletividade em investigação da Polícia Federal sobre contratos de publicidade do Município de Macapá-AP.
-
Eleições e Partidos Políticos,
Governo Municipal,
Telefonia e Internet:
- Manifestação de preocupação com ataques políticos em ambientes digitais, inclusive por meio de inteligência artificial, e solidariedade ao Sr. Antônio Furlan, prefeito do Município de Macapá e pré-candidato ao Governo do Estado do Amapá, diante de supostas campanhas de desgaste político.
- Publicação
- Publicação no DSF de 27/05/2026 - Página 33
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Governo Estadual
- Outros > Atuação do Estado > Governo Municipal
- Orçamento Público > Orçamento Anual
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
- Outros > Eleições e Partidos Políticos
- Infraestrutura > Comunicações > Telefonia e Internet
- Indexação
-
- CRITICA, SELEÇÃO, INVESTIGAÇÃO, POLICIA FEDERAL, CONTRATO, PUBLICIDADE, MACAPA (AP), COMPARAÇÃO, GASTOS PUBLICOS, GOVERNO ESTADUAL.
- PREOCUPAÇÃO, ATAQUE, NATUREZA POLITICA, INTERNET, MIDIA SOCIAL, INTELIGENCIA ARTIFICIAL, SOLIDARIEDADE, PREFEITO, MACAPA (AP), CANDIDATO, GOVERNO ESTADUAL, ELEIÇÕES.
O SR. LUCAS BARRETO (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - AP. Para discursar.) – Sr. Presidente, Srs. e Sras. Senadoras, hoje o Amapá acompanhou uma operação voltada à apuração de contratos de publicidade no âmbito do Município de Macapá, envolvendo, supostamente, em um longo período, contratos que somaram aproximadamente R$25 milhões. E quero começar dizendo algo de forma muito clara: nenhuma pessoa séria pode ser contra a investigação.
Mas é preciso fazer uma distinção muito importante: estamos diante de uma investigação, e investigação existe exatamente para apurar fatos, esclarecer circunstâncias e identificar eventuais responsabilidades. Investigação não significa condenação antecipada.
E mais, não se pode criminalizar a atividade jornalística. Jornalistas, comunicadores, blogueiros e profissionais de imprensa exercem seu papel essencial numa sociedade democrática. O fato de divulgarem informações, opiniões ou conteúdos produzidos a partir de fontes oficiais não pode, por si só, transformá-los em suspeitos. Se houver irregularidades, que sejam apuradas com rigor, profundidade e responsabilidade, mas sem generalizações e sem permitir que a própria atividade de comunicação seja colocada sob suspeita.
Agora, os números precisam ser colocados na mesa. Estamos falando de uma apuração relacionada a cerca de R$25 milhões, mas, de 2023 até agora, os gastos orçados do Governo do Amapá com publicidade ultrapassaram R$132 milhões. Foram mais de R$11 milhões em 2023, quase R$35 milhões em 2024, quase R$53 milhões em 2025 e mais R$34 milhões previstos para 2026. São mais de R$132 milhões em publicidade, num estado em que a saúde está doente de morte e que, mesmo devendo bilhões à Previdência, ainda aplicou R$400 milhões no Banco Master, dinheiro que foi gasto no luxo e nas farras de Daniel Vorcaro.
Então, a pergunta é simples: se a preocupação é dinheiro público aplicado em publicidade, por que a investigação não pode ser ampla? Por que não alcançar tudo, todos e todos os lados? Repito: eu não sou contra investigar. Sou contra a seletividade, sou contra dois pesos e duas medidas.
Digo isso porque conheço bem essa realidade, pois sou vítima diária de ataques em ambientes digitais alimentados por interesses políticos. Não estamos falando apenas de críticas, porque crítica faz parte da democracia. Estamos falando de estruturas que operam diariamente para produzir desgaste pessoal e político.
Hoje, não é mais apenas uma postagem ou um texto. Vídeos sobre mim são produzidos por inteligência artificial; animações jocosas são criadas; falas são artificialmente reproduzidas; conteúdos são editados para gerar impacto emocional e induzir interpretações.
Há perfis inteiros dedicados exclusivamente a me atacar e a determinadas pessoas. E se formos olhar o conteúdo desses perfis, veremos que se dedicam exclusivamente ao apoio ao Governo ou a políticos que fazem oposição a mim. Preparei um levantamento com todos os ataques, origem, inclusive em grupos de mensagens, e buscarei responsabilizar a todos.
E digo mais: o pré-candidato ao Governo do Amapá, Antônio Furlan, Prefeitão, que lidera as pesquisas com mais de 70% sobre o atual Governador Clécio, também sofre isso diariamente, numa dimensão ainda maior, com uma estrutura absurdamente mais organizada e muito mais robusta, atuando permanentemente para desgastar sua imagem.
Mas existe algo que essa turma ainda não conseguiu entender: ataque permanente não constrói credibilidade. Agressão diária não cria verdade. Quem vive apenas para atacar acaba diminuindo a si próprio. E talvez este seja o grande erro: imaginam que podem convencer o povo pela repetição, mas o povo não é ingênuo. O povo acompanha. O povo observa. O povo sabe diferenciar notícia de campanha disfarçada de notícia. Sabe quando existe informação e sabe quando existe manipulação. Quanto mais atacam, menores ficam, porque a população já percebeu o que está acontecendo.
Eu confio nas instituições, confio na Polícia Federal. E justamente por confiar, acredito que ela pode fazer ainda mais, ampliando as apurações e demonstrando, de forma inequívoca, que não existe lado protegido quando o assunto é dinheiro público. Porque o que a sociedade quer não é perseguição; o que a sociedade quer é justiça para todos.
Fica aqui, Sr. Presidente, a minha solidariedade ao nosso Prefeitão, que tentam tirar de todas as maneiras da disputa, mas não conseguirão – não conseguirão. Estamos do seu lado, Prefeitão: eu, a Dra. Rayssa, todos os seus aliados e principalmente o povo do Estado do Amapá.
Obrigado, Sr. Presidente.