Discurso durante a 71ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Reflexões sobre a importância das políticas públicas nacionais estarem alinhadas com a geração de empregos, com foco no exemplo de Santa Catarina, que tem demonstrado redução significativa no número de beneficiários do Programa Bolsa Família devido ao fortalecimento da economia local, evidenciando que desenvolvimento econômico e inclusão social podem caminhar juntos.

Autor
Hermes Klann (PL - Partido Liberal/SC)
Nome completo: Hermes Artur Klann
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Assistência Social, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Economia e Desenvolvimento, Trabalho e Emprego:
  • Reflexões sobre a importância das políticas públicas nacionais estarem alinhadas com a geração de empregos, com foco no exemplo de Santa Catarina, que tem demonstrado redução significativa no número de beneficiários do Programa Bolsa Família devido ao fortalecimento da economia local, evidenciando que desenvolvimento econômico e inclusão social podem caminhar juntos.
Publicação
Publicação no DSF de 03/06/2026 - Página 31
Assuntos
Política Social > Proteção Social > Assistência Social
Política Social > Proteção Social > Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Economia e Desenvolvimento
Política Social > Trabalho e Emprego
Indexação
  • IMPORTANCIA, POLITICA PUBLICA, EMPREGO, REDUÇÃO, NUMERO, QUANTIDADE, BENEFICIARIO, Programa Bolsa Família (2023), ECONOMIA, DESENVOLVIMENTO ECONOMICO, INCLUSÃO SOCIAL.

    O SR. HERMES KLANN (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - SC. Para discursar.) – Sr. Presidente, Senador Chico Rodrigues, Senador Izalci, Sras. e Srs. Senadores, cidadãos catarinenses, nenhuma nação se torna próspera distribuindo dependência. As grandes sociedades são construídas sobre trabalho, liberdade econômica, educação de qualidade e oportunidades para empreender. Quando o Estado passa a tratar programas assistenciais como política permanente e não como instrumento temporário de superação da pobreza, corre-se o risco de transformar cidadãos em dependentes da máquina pública.

    A história nos oferece um alerta importante. Na Roma Antiga, consolidou-se a política conhecida como pão e circo. Para reduzir tensões sociais e manter apoio popular, governantes distribuíam alimentos e promoviam entretenimento, enquanto problemas estruturais permaneciam sem solução. O povo recebia benefícios imediatos, mas a economia enfraquecia, a produtividade diminuía e as instituições se deterioravam.

    Evidentemente, não se trata de comparar realidades históricas distintas de forma absoluta, mas a ligação permanece atual. Os governos que concentram seus esforços apenas na distribuição de benefício sem atacar as causas da pobreza acabam administrando a miséria em vez de combatê-la.

    O verdadeiro sucesso de uma política social não é aumentar o número de beneficiários, é reduzir esse número. Não é ampliar a dependência do auxílio estatal, é criar condições para que as famílias possam viver da própria renda, do próprio trabalho e do próprio esforço.

    Como prova disso, trago aqui o meu Estado, Santa Catarina. Dados divulgados recentemente mostram um resultado relevante para Santa Catarina: mais de 112 mil famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 em razão do aumento da renda familiar. Apenas em maio deste ano, mais de 3,2 mil famílias catarinenses superaram os critérios para serem aceitas no programa, com destaque para municípios como Joinville, Florianópolis, Blumenau, Lages e Palhoça.

    Esses números merecem reflexão. Eles demonstram a força da economia catarinense, marcada pelo empreendedorismo, pela indústria, pelo agronegócio, pelo comércio e pela capacidade de geração de empregos formais.

    Santa Catarina historicamente apresenta indicadores sociais e econômicos acima da média nacional, resultado do trabalho de seus cidadãos, de seus empreendedores, de seus trabalhadores e das políticas públicas implementadas ao longo dos anos pelos governos estaduais e municipais.

    Mais importante do que o número de pessoas que ingressam em programas sociais é o número de pessoas que conseguem sair deles, por terem conquistado autonomia econômica. O emprego, a renda e a oportunidade continuam sendo instrumentos mais eficazes de transformação social. Quando uma família deixa de depender de um benefício porque conseguiu melhorar de vida, estamos diante de uma vitória daquela família e também da sociedade.

    Os programas de transferência de renda cumprem um papel importante de proteção social para quem mais precisa, mas o objetivo maior de qualquer política pública deve ser criar condições para que cada vez mais brasileiros tenham acesso ao trabalho, à qualificação profissional e ao empreendedorismo. Santa Catarina mostra que desenvolvimento econômico e inclusão social podem caminhar juntos. Os números divulgados reforçam a importância de continuarmos investindo em um ambiente favorável à geração de empregos, à atração de investimentos e ao fortalecimento da atividade produtiva.

    Por isso, Sr. Presidente, o foco de qualquer projeto nacional sério deve estar na geração de empregos, na redução da burocracia, no incentivo ao empreendedorismo, na qualificação profissional e na atração de investimentos. Assistência social é necessária em momentos de vulnerabilidade, mas não pode substituir uma estratégia de desenvolvimento. Uma sociedade forte não é aquela em que mais pessoas dependem do Estado, é aquela em que mais pessoas conquistam autonomia para constituir o próprio futuro. O Brasil precisa de menos dependência e mais oportunidades, menos paternalismo estatal e mais liberdade para produzir, menos administração da pobreza e mais criação de prosperidade.

    Finalizo parabenizando todos os catarinenses que, com esforço e dedicação, contribuem diariamente para fazer de Santa Catarina uma referência nacional em trabalho, produtividade e desenvolvimento humano.

    Muito obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 03/06/2026 - Página 31