Pronunciamento de HERMAN BENJAMIN em 08/06/2026
Discurso durante a 72ª Sessão Especial, no Senado Federal
Sessão Especial destinada a comemorar os 80 anos da Comissão Fulbright do Brasil. Defesa de que a iniciativa transcende a formação individual de especialistas, tratando-se de um projeto estruturado para conectar instituições, comunidades científicas e culturas de forma indissolúvel.
- Autor
- HERMAN BENJAMIN
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Ciência, Tecnologia e Informática,
Cultura,
Data Comemorativa,
Educação,
Relações Internacionais:
- Sessão Especial destinada a comemorar os 80 anos da Comissão Fulbright do Brasil. Defesa de que a iniciativa transcende a formação individual de especialistas, tratando-se de um projeto estruturado para conectar instituições, comunidades científicas e culturas de forma indissolúvel.
- Publicação
- Publicação no DSF de 09/06/2026 - Página 10
- Assuntos
- Economia e Desenvolvimento > Ciência, Tecnologia e Informática
- Política Social > Cultura
- Honorífico > Data Comemorativa
- Política Social > Educação
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Relações Internacionais
- Matérias referenciadas
- Indexação
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- SESSÃO ESPECIAL, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, COMISSÃO, DESENVOLVIMENTO CIENTIFICO, INTERCAMBIO EDUCACIONAL, INTERCAMBIO CULTURAL, INTERCAMBIO TECNICO, INTERCAMBIO CIENTIFICO, BOLSA DE ESTUDO, BRASIL, PAIS ESTRANGEIRO, ESTADOS UNIDOS DA AMERICA (EUA), IMPORTANCIA, CONEXÃO, COMUNIDADE.
O SR. HERMAN BENJAMIN (Para discursar.) – Muito bom dia!
Eu inicio saudando o Senador Nelsinho Trad, Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado; a Senadora Teresa Leitão, Presidente da Comissão de Educação e Cultura; o Embaixador Marco Antonio Nakata, que representa a política externa de educação e cultura do nosso país; o Professor e querido amigo Luiz Loureiro, que se confunde com a Comissão Fulbright no Brasil; a Vice-Chefe de Missão dos Estados Unidos no Brasil, Kimberly Kelly. E aqui eu peço permissão para sair um pouco do protocolo e saudar também a Elizabeth Detmeister e a Ruth Urry. São três mulheres que representam o que há de melhor da diplomacia norte-americana. Nós somos muito gratos a essas três extraordinárias mulheres.
Queria saudar todas e todos que se encontram aqui, em especial os ex-bolsistas Fulbright.
A menos de um mês dos 250 anos da declaração de independência dos Estados Unidos, é uma honra participar desta sessão solene em comemoração aos 80 anos do Programa Fulbright, uma iniciativa que se tornou uma das mais bem-sucedidas e duradouras experiências de diplomacia educacional e cultural da história contemporânea.
Talvez não exista local mais apropriado para esta celebração do que o Senado brasileiro, afinal o Programa Fulbright nasceu da visão de um Senador, o Senador William Fulbright, do Arkansas, um dos mais respeitados membros da história do Senado dos Estados Unidos.
Esta é a Casa que melhor poderia homenagear o Programa Fulbright e William Fulbright. Em um mundo que emergia dos traumas da Segunda Guerra Mundial, como já o disse o Senador Nelsinho Trad, ele compreendeu algo fundamental: a paz duradoura não poderia ser construída apenas por tratados, governos ou forças militares, ela dependeria, sobretudo, do conhecimento mútuo entre os povos.
Sua resposta foi inovadora e visionária. E aqui eu prefiro que ele o diga com suas próprias palavras, aspas: "O intercâmbio educacional pode transformar nações em pessoas, contribuindo, como nenhuma outra forma de comunicação, para a humanização das relações internacionais", fecho aspas.
O resultado dessa ideia visionária é impressionante, mais ainda quando, repito, celebramos, em poucos dias, 250 anos de independência dos Estados Unidos e da república-mãe moderna desta ideia de Estado, a República.
Ao longo dessas oito décadas, o Programa Fulbright apoiou centenas de milhares de bolsistas, entre os quais eu mesmo. Como fundador e primeiro Presidente da Associação dos Ex-Bolsistas Fulbright, eu queria aqui homenagear o programa, as pessoas por ele responsáveis e, in memoriam, William Fulbright.
Milhares de brasileiros e norte-americanos – já disse aqui a Senadora Teresa Leitão – tiveram a oportunidade de estudar, pesquisar, ensinar e colaborar em instituições dos dois países. Muitas das parcerias acadêmicas e científicas hoje existentes entre universidades brasileiras e americanas tiveram sua origem ou foram fortalecidas graças ao programa Fulbright. Não é um programa de indivíduos, é um programa de instituições por meio de indivíduos. Mais do que formar especialistas, o programa ajudou a formar pontes fortíssimas entre Brasil e Estados Unidos: pontes entre instituições, pontes entre comunidades científicas, pontes entre culturas e, sobretudo, pontes entre nós, as pessoas.
Essa missão continua mais relevante do que nunca: William Fulbright, se estivesse vivo hoje e fosse Senador, certamente proporia de novo o mesmo Programa William Fulbright. É precisamente nesse contexto que o legado de Fulbright se mostra tão atual. Para ele, permitam-me citá-lo de novo, aspas: "A essência da educação intercultural é a aquisição da empatia", fecho aspas. Isso é profundo. Pela educação, nós aprendemos a nos entender, a nos respeitar e, sobretudo, respeitar a diversidade.
Finalizo dizendo que a Comissão Fulbright no Brasil se tornou uma das mais respeitadas do mundo por conta de pessoas extraordinárias como o Luiz Loureiro e a sua equipe, que eu homenageio neste momento.
Termino com uma outra passagem de William Fulbright nos seus muitos discursos, aspas: "A aproximação entre os povos só é possível quando as diferenças de cultura e de visão de mundo são respeitadas e valorizadas, em vez de temidas e condenadas", fecho aspas. Muito obrigado a William Fulbright.