Pronunciamento de Wellington Fagundes em 15/06/2026
Discurso durante a 81ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Celebração da beatificação do Padre Nazareno Lanciotti, com destaque à atuação religiosa e social do sacerdote.
Críticas à gestão do Governo do Mato Grosso, especialmente por supostas falhas na condução de obras de mobilidade urbana e pela ausência de atualização periódica na remuneração dos servidores.
Registro da pré-candidatura de S .Exa. ao cargo de Governador, com a promessa de uma gestão focada no desenvolvimento social e no fortalecimento do funcionalismo público.
- Autor
- Wellington Fagundes (PL - Partido Liberal/MT)
- Nome completo: Wellington Antonio Fagundes
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Homenagem,
Religião:
- Celebração da beatificação do Padre Nazareno Lanciotti, com destaque à atuação religiosa e social do sacerdote.
-
Governo Estadual,
Infraestrutura,
Remuneração,
Segurança Pública:
- Críticas à gestão do Governo do Mato Grosso, especialmente por supostas falhas na condução de obras de mobilidade urbana e pela ausência de atualização periódica na remuneração dos servidores.
-
Agentes Políticos,
Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
Eleições e Partidos Políticos,
Saúde Pública:
- Registro da pré-candidatura de S .Exa. ao cargo de Governador, com a promessa de uma gestão focada no desenvolvimento social e no fortalecimento do funcionalismo público.
- Publicação
- Publicação no DSF de 16/06/2026 - Página 49
- Assuntos
- Honorífico > Homenagem
- Outros > Religião
- Outros > Atuação do Estado > Governo Estadual
- Infraestrutura
- Política Social > Trabalho e Emprego > Remuneração
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
- Administração Pública > Agentes Públicos > Agentes Políticos
- Política Social > Proteção Social > Desenvolvimento Social e Combate à Fome
- Outros > Eleições e Partidos Políticos
- Política Social > Saúde > Saúde Pública
- Indexação
-
- CELEBRAÇÃO, IGREJA CATOLICA, RECONHECIMENTO, SACERDOTE, MISSIONARIO, ESTADO DE MATO GROSSO (MT), COMENTARIO, PARTICIPAÇÃO, JAURU (MT).
- CRITICA, GESTÃO, GOVERNO ESTADUAL, ESTADO DE MATO GROSSO (MT), ENFASE, FAIXA DE FRONTEIRA, BOLIVIA, REPUDIO, REDUÇÃO, QUADRO EFETIVO, POLICIA MILITAR, POLICIA CIVIL, COMBATE, TRAFICO INTERNACIONAL, ENTORPECENTE, CRIME ORGANIZADO, COMENTARIO, PROBLEMA, SEGURANÇA PUBLICA, HABITAÇÃO, PAGAMENTO, SERVIDOR PUBLICO CIVIL, INFRAESTRUTURA, EXECUÇÃO, OBRA PUBLICA.
- REGISTRO, CANDIDATURA, ELEIÇÕES, GOVERNO ESTADUAL, ESTADO DE MATO GROSSO (MT), COMENTARIO, PRIORIDADE, POLITICA SOCIAL, HABITAÇÃO, SEGURANÇA PUBLICA, SAUDE PUBLICA, ATENDIMENTO, VULNERABILIDADE, POPULAÇÃO.
O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Para discursar.) – Boa tarde, Senador Izalci; Senador Girão, que preside hoje esta sessão; toda a população brasileira que nos assiste pela TV Senado, nos ouve pela Rádio Senado e também por todos os meios de comunicação desta Casa.
Falo aqui, Senador, como filho de um católico, de uma mãe católica; minha irmã mais velha, freira franciscana. Essa semana nós tivemos algo muito especial no nosso estado, que se trata exatamente do meu momento de vivenciar o histórico momento que foi o último sábado, no dia 13, do qual participei lá na cidade de Jauru, na região da grande Cáceres – Cáceres é tida como a nossa Princesinha do Paraguai, Princesinha do Pantanal. Lá eu pude participar de uma cerimônia, que foi a cerimônia de beatificação do Padre Nazareno Lanciotti, primeiro mato-grossense sendo beatificado, ele que foi um missionário italiano, que dedicou sua vida ao povo mato-grossense e que agora é reconhecido como o primeiro beato da história de Mato Grosso.
Confesso, Sr. Presidente, que esse foi um daqueles momentos que ficam marcados para sempre em nossa memória. Tive a graça e a honra de conhecer o Padre Nazareno – hoje o beato Padre Nazareno –, um homem muito simples, humilde, dedicado aos mais pobres principalmente, e, acima de tudo, um homem que transformou a vida de milhares de pessoas por meio da fé, da solidariedade e, acima de tudo, do amor ao próximo.
Nascido em Roma, na Itália, ele foi ordenado sacerdote em 1966, e, em 1971, tomou uma decisão que mudaria a história de Mato Grosso: deixou a segurança e o conforto da Europa para se tornar missionário no interior de Mato Grosso. Chegou a Mato Grosso no início da década de 70, e, depois de uma breve passagem por Poxoréu – a cidade que abrigou meu pai quando foi da Bahia para lá a pé –, o Padre Nazareno escolheu, então, Jauru como a sua missão de vida.
Ali, não se limitou a evangelizar. Ajudou a construir um verdadeiro legado de transformação social, com ações nas áreas de saúde, educação, assistência social, acolhimento de idosos, formação de jovens e fortalecimento das famílias. Fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar. Criou, então, dezenas de comunidades eclesiais e ainda rurais. Apoiou a estruturação de um hospital, de uma casa de acolhimento para idosos e, também, de um seminário para a formação de novas vocações religiosas.
Mas, com certeza, o seu maior legado não está nas obras que ajudou a construir; está nas vidas que transformou e na esperança que semeou em toda a região oeste de Mato Grosso. Padre Nazareno – hoje, Beato Nazareno – também não se calou diante das injustiças. Denunciou o tráfico de drogas, combateu a exploração dos mais vulneráveis e também defendeu a dignidade humana até as últimas consequências.
E aí, Presidente, foi exatamente essa coragem que o levou ao martírio. Em fevereiro de 2001, a sua casa paroquial foi invadida por criminosos, todos encapuzados; ele foi baleado na cabeça e, mesmo diante de todo o sofrimento, manteve sua fé. Chegou a perdoar aos seus agressores depois, já na sua agonia, antes de falecer.
A sua beatificação representa o reconhecimento de uma vida entregue integralmente à defesa da fé e dos mais necessitados. E o mais bonito é que o seu exemplo ultrapassou as fronteiras de Mato Grosso e chegou ao mundo. Neste domingo, durante a oração do "Ângelus", o próprio Papa Leão XIV fez menção ao Beato Padre Nazareno e lembrou que ele foi um mártir que, em nome do Evangelho, defendeu os mais pobres.
Falo aqui, Sr. Presidente, que também tive a oportunidade de estar lá, quando o Papa Leão XIV, no conclave, teve ali a sua também promoção para Papa. Ele é uma figura também extremamente importante e culto. Eu tive a oportunidade, inclusive, de assistir à primeira missa do Papa Leão XIV.
O Santo Padre também pediu que o seu exemplo e a sua intercessão continuem sustentando a missão dos sacerdotes e também de toda a Igreja. Que orgulho para Mato Grosso! Que orgulho para Jauru! Que orgulho para o Brasil! Pela primeira vez, nossa terra passa a ter o Beato reconhecido pela Igreja Católica. É um marco que entra definitivamente para a história do nosso estado. A presença de milhares de fiéis e também peregrinos demonstrou a grandeza deste momento e a força do legado deixado pelo Beato Padre Nazareno.
Eu registro aqui também que o Padre, o Beato – hoje, Padre Nazareno – tinha uma amizade muito grande com o Jonas Pinheiro e com a Celcita Pinheiro. Tinha um quarto particular onde – quando ele ia visitar, estava lá o Jonas, que foi nosso companheiro Senador e a Deputada Celcita, que também foi Deputada Federal – recebiam-no sempre com muito carinho, dado a exatamente esse trabalho social que o Beato – hoje, Padre Nazareno – fazia. Portanto, em tempo marcado pelo individualismo e pela indiferença, sua história nos recorda o verdadeiro sentido da fé: servir, acolher e cuidar das pessoas.
A história do Beato Padre Nazareno nos ensina que a verdadeira grandeza de uma pessoa não está nos cargos que ocupa, mas principalmente nas vidas que transforma.
Rendo aqui, então, a minha homenagem à Diocese de São Luiz de Cáceres; aí, com isso, ao Bispo de São Luiz de Cáceres; à comunidade de Jauru; aos missionários religiosos e também aos leigos que mantiveram viva a sua memória e a sua causa de beatificação ao longo de todos esses anos.
Mato Grosso viveu um dia histórico! O Brasil celebrou o testemunho de um homem que fez da sua vida uma missão e, da sua missão, um legado que atravessa gerações.
Que o exemplo do Padre Beato Nazareno continue nos inspirando a colocar a fé em prática, a servir ao próximo e também a defender com coragem a dignidade humana. Que ele abençoe a todos nós, as nossas famílias e especialmente o povo de Jauru, de Mato Grosso e de toda a região oeste, em especial; e o Brasil, como um todo.
Por isso eu deixo aqui também o meu grande abraço a toda a comunidade de Jauru, representada pelo Prefeito Passarinho, por todos os Vereadores e também por todos aqueles que estão ali construindo cada dia mais a edificação através da fé. Se não fosse o trabalho das igrejas – independente de religião –, com certeza essa vida que temos aqui hoje, em que o crime organizado cada dia mais toma conta deste país...
E aí, Sr. Presidente, a região de Cáceres hoje é uma das regiões que mais sofre, exatamente porque temos 720km de divisa seca com a Bolívia. Então, ali, sem a presença forte do Estado... Quando eu falo, é o Estado brasileiro. Hoje, o Estado de Mato Grosso, em vez de aumentar o número de policiais, diminuiu o número de policiais. O Governo de Mato Grosso insiste em não chamar todos os concursados e, por isso, o crime organizado está avançando muito no nosso estado. E, claro, nessa questão da droga, que atormenta a família brasileira, só quem tem alguém envolvido com droga na família é que sabe como é difícil.
Por isso, Sr. Presidente, eu quero me colocar aqui, inclusive, na condição de pré-candidato a Governador. Se Deus me der essa oportunidade e a população de Mato Grosso, eu quero ser um governo humano para cuidar, acima de tudo, das pessoas – daqueles que mais precisam, daqueles que a mão do Estado não alcança.
Por isso, Sr. Presidente, o meu governo vai ser principalmente de buscar concentrar o trabalho no social. Não é possível que, em um estado como o Mato Grosso, que hoje é considerado um estado rico, essa riqueza não esteja chegando para aqueles que mais precisam. A concentração de renda no Mato Grosso cada dia aumenta mais. Nós somos o grande produtor de soja, de milho, de algodão, mas, infelizmente, Sr. Presidente, falta casa para as pessoas.
O déficit habitacional em Mato Grosso são mais de 100 mil casas, no mínimo, só na Baixada Cuiabana, sem falar no resto do estado. No Dante de Oliveira foi criado um programa, que é o Fethab, fundo de habitação e transportes. Esse programa foi criado exatamente para melhorar a infraestrutura do estado e aplicar no social, principalmente na casa.
Eu sempre falo: quando eu vou entregar uma chave de uma casa num conjunto habitacional, eu faço questão de entregar na mão da mulher, porque só a mulher tem a capacidade divina de gerar um filho e ela sabe quanto representa uma casa para a solidez da família.
Nós não podemos viver com essa situação no meu estado, esse estado riquíssimo, onde hoje somos, por vários anos já, campeões de feminicídio. Olha, o Governador chegou a dizer que não dava para construir uma delegacia da mulher em Várzea Grande; as pessoas que viessem.
Olha, um estado rico tem que privilegiar, principalmente – prestigiar –, aqueles que mais precisam. Então, por isso, essa questão da segurança no Mato Grosso, no meu governo, será prioridade para atender, sim, chamar os policiais, equipar os policiais, dar atenção à família do policial. Porque é claro que o policial que está ali colocando a sua vida em risco também tem que ter a família sob cuidado.
Por isso, não é possível que, em um estado como o Mato Grosso, o Governo se negue a pagar o RGA. O que é o RGA? É apenas a atualização, a correção monetária dos salários. Este Governo não quis fazê-lo, e o atual Governador insiste em continuar dizendo que não vai pagar o RGA, mas ao mesmo tempo tem recursos para fazer obras faraônicas. É importante fazer obras de toda natureza, mas mais importante que qualquer obra é a saúde, é a educação, é a creche. Por isso, nós não podemos conviver com obras inacabadas.
Nós temos lá, Sr. Presidente, uma obra que é uma cicatriz no centro de Cuiabá e Várzea Grande, que até agora não concluíram. Temos lá o Portão do Inferno, que é o acesso à cidade de Chapada dos Guimarães. O Governo começou, fez uma lambança e até agora não terminou a obra. Aliás, foi desperdiçado o recurso porque foi feita uma contratação, inclusive, por dispensa de licitação. Portanto, nós queremos que se concluam as obras.
Olha, Sr. Presidente, lá foram feitas estradas. Em menos de um ano, o Presidente do Tribunal de Contas foi lá fazer uma investigação por denúncias de Vereadores, Prefeitos de várias regiões, e, simplesmente, como disse o Presidente do Tribunal de Contas, as estradas feitas há um ano estão esfarelando! Lá esteve o Presidente do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo, com toda a sua assessoria, com uma equipe olhando, pegando na mão o asfalto, todo ele sendo desmanchado. Então, o que isso representa? É desperdício de um recurso público. E não venham com essa de "governo eficiente". Governo eficiente é aquele governo que faz obras bem-feitas. Não adianta fazer muito e malfeito, porque tudo vai ser depois desperdiçado.
E o pior, Sr. Presidente: quando uma estrada é asfaltada e começa a ficar esburacada, a possibilidade de acidentes com mortes é muito grande. E é o que nós estamos vendo lá nessas estradas estaduais, inclusive em estrada pedagiada, estrada que foi concessionada, com recurso público do imposto do cidadão mato-grossense. Foi construída e entregue à iniciativa privada, que está cobrando pedágio, e as estradas, esburacadas. Isso é inaceitável!
Por isso, a minha crítica é à administração, à gestão, e não a pessoas. Eu nunca, Sr. Presidente, fui de usar esta tribuna e muito menos de estar lá para xingar ou para falar mal da família de alguém. Não! O meu trabalho aqui é buscar levar recursos para o Mato Grosso. E, se o Governo do estado, que nós apoiamos... Nós, o PL, coligamos. O Presidente Bolsonaro queria que eu fosse o candidato a Governador, insistiu que eu fosse o candidato a Governador, porque na pandemia o Governador teve um total desrespeito, e o Presidente Bolsonaro falou: "Não, esse não dá". E exatamente eu e o Valdemar, com muito diálogo, mostramos que seria o melhor para Mato Grosso. O nosso posicionamento foi claro: enquanto o Governador Mauro estiver, até o último dia do Governo, nós o apoiaremos. E assim o fizemos, sem exigir cargo nenhum. E foi bom para Mato Grosso? Foi. O Presidente Bolsonaro, o segundo estado em que ele foi mais votado foi o Mato Grosso. O Governador Mauro foi reeleito no primeiro turno. Eu tive a oportunidade de ser o segundo Senador mais votado da história do Brasil – o segundo mais votado proporcionalmente do Brasil. E tudo isso a bem do Mato Grosso, de a gente construir um estado de mais desenvolvimento e de progresso, e não de briga, de picuinha.
Então, o PL fez a sua parte, nós ajudamos o Governo. Agora o atual Governador tem que assumir as suas posições, não pode ficar escondido na história do outro. A responsabilidade de governar o estado cabe ao atual Governador Pivetta, assim como as prioridades de atender, sim, aqueles que mais precisam, pagar o servidor público.
Servidor público... Quem faz? Não é o Governador. Tem um ditado muito claro: ninguém faz nada sozinho. Então, o servidor público de Mato Grosso hoje está desestimulado. Eu ouvi, essa semana, um depoimento do Presidente da Fecomércio, Wenceslau Júnior, em que ele colocava que realmente é um absurdo o fato de não pagar o RGA do servidor público de Mato Grosso. Sabe o que aconteceu com isso, Sr. Presidente? Deixaram de circular recursos no comércio, principalmente no comércio da capital, visto que o servidor público tem uma força econômica muito grande na capital.
Quando a gente fala capital, é Cuiabá, Várzea Grande, a Baixada Cuiabana, porque hoje a nossa cidade de Várzea Grande, que é a segunda cidade em população de Mato Grosso, tem o sétimo orçamento do estado. É uma cidade que está sofrendo por falta d'água, que está sofrendo por falta de investimento – e água, Sr. Presidente, tem a ver diretamente com a saúde da população.
Então, eu investiria, sim, prioritariamente naquilo que vai trazer qualidade de vida ao cidadão. Acima de tudo, nós temos hoje que dizer que esse estado rico está chegando, Sr. Presidente, a mais de 10% da população, o nível de pobreza. Como é que pode o Estado de Mato Grosso dizer que alguém está passando necessidade, passando fome, que estão morando, que se estão criando favelas na nossa capital, Cuiabá? Já me parece que são mais de seis favelas, e isso é inaceitável.
Por isso, sim, na condição de Senador da República, na minha experiência de seis mandatos como Deputado Federal, duas vezes o mais votado da história de Mato Grosso, e também reeleito Senador, tenho experiência, sim, e vou, aqui da tribuna, cobrar, porque hoje o nosso partido não participa dessa gestão que está lá hoje. Não participamos e não vamos participar. O nosso posicionamento é de oposição ao Governo que está lá.
O PL, por ser o maior partido do Brasil, também hoje o maior partido do Mato Grosso – de oito Deputados Federais, nós temos quatro Deputados Federais –, tem compromisso, sim. É uma decisão do partido nacional ter um candidato a Governador em Mato Grosso. Felizmente, quero aqui agradecer por o meu nome já estar indicado e apoiado pela direção nacional, através do Presidente Valdemar, também pelo diretório estadual, através do Presidente Ananias, e todo o diretório de um modo geral. Então, quero aqui agradecer.
Assim como também teremos um candidato a Senador, está definido: é o José Medeiros, o nosso candidato a Senador da República. Uma vaga só, para exatamente permitir que a gente possa fazer alianças.
A questão da vice-governadoria, vamos definir ainda.
Acima de tudo, nós temos um projeto maior, que é o projeto da eleição do Flávio Bolsonaro. É muito importante, e V. Exa. tem sido aqui um lutador, um homem que vem e fala...
(Soa a campainha.)
O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) – ... mostrando exatamente o sofrimento que vive hoje o Presidente Bolsonaro. São dois pesos e duas medidas que nós não podemos aceitar.
Por isso, nós aqui assinamos, sim... A minha suplente, Senadora Rosana Martinelli, foi autora do projeto da anistia. Nós não concordamos que uma mulher, com apenas um batom, usando-o como arma, que reproduziu uma frase irônica do Ministro do Supremo – "Perdeu, mané" –, esteja condenada a 14 anos de prisão.
Sr. Presidente, é importante que a sociedade saiba que essa mulher, que era uma trabalhadora, uma cabeleireira, sustentava os seus filhos. Com essa mulher na prisão, quem que vai cuidar dos filhos dela? O Estado brasileiro? O Estado brasileiro não está dando conta de cuidar, praticamente, das nossas escolas, que estão aí abandonadas, das nossas penitenciárias, que estão com superlotação, e daí para a frente. Então, nós vamos continuar, sim, aqui, lutando.
Assinamos aqui – V. Exa. assinou, eu assinei também – o impeachment de Ministro do Supremo e vamos estar discutindo. Porque o importante é que nós fomos eleitos para discutir, votar e analisar caso a caso. Não podemos fugir de discutir, de analisar cada situação.
Eu ouvi o pronunciamento de V. Exa., agora, falando dessa questão do Banco Master. Também chegou ao meu estado, Sr. Presidente. No meu estado, também, os servidores públicos foram roubados: através de consignados dos servidores públicos, assinados pelo Governo do estado, autorização para o Banco Master chegar lá e roubar do servidor público mato-grossense. E não querem pagar o RGA. O servidor foi roubado. O RGA é apenas a correção do salário do servidor, e eles não querem pagar, querem insistir em massacrar o servidor público. Nós não vamos aceitar.
Por isso, nós fizemos aqui, inclusive... Olhem só, fizemos aqui a CPI do INSS. Quando começamos, falávamos que eram R$2 bilhões e foi para R$4 bilhões, R$7 bilhões, R$8 bilhões. Depois, chegamos ao Banco Master.
O Governo de Brasília, hoje, está, nessa situação... Eu vi aqui a Senadora Leila falando, Senador Izalci, sobre a situação do BRB, sobre a possibilidade de o BRB quebrar. Consequentemente, os servidores do Distrito Federal também poderão ter problemas seríssimos, porque quem acreditou, quem pagou a sua aposentadoria durante 30 anos, 35 anos, hoje vê quebrar a aposentadoria do estado, da União, e o servidor público ficar abandonado. Não dá para aceitar.
Eu agradeço muito a tolerância de V. Exa. Vamos aqui nos colocar na trincheira. O PL, sim, é um partido que está procurando fazer o seu papel de oposição. Eu agradeço muito a confiança de V. Exa., do Senador Izalci e dos outros companheiros do PL, por eu estar lá como o Líder do Bloco Vanguarda. Todas as terças-feiras nos reunimos exatamente para discutir a pauta e o que devemos fazer, o trabalho para a próxima semana.
Muito obrigado. E que Deus nos abençoe a todos.