Discurso proferido da Presidência durante a 85ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial Destinada a comemorar os 70 anos de criação do Conselho Federal de Química. Exaltação à governança do Sistema CFQ/CRQs nas funções regulatória, de orientação e de fiscalização do exercício de carreiras estratégicas, como as de bacharéis, químicos industriais, engenheiros químicos e técnicos em química.

Autor
Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso proferido da Presidência
Resumo por assunto
Homenagem, Regulamentação Profissional:
  • Sessão Especial Destinada a comemorar os 70 anos de criação do Conselho Federal de Química. Exaltação à governança do Sistema CFQ/CRQs nas funções regulatória, de orientação e de fiscalização do exercício de carreiras estratégicas, como as de bacharéis, químicos industriais, engenheiros químicos e técnicos em química.
Publicação
Publicação no DSF de 19/06/2026 - Página 9
Assuntos
Honorífico > Homenagem
Política Social > Trabalho e Emprego > Regulamentação Profissional
Matérias referenciadas
Indexação
  • REALIZAÇÃO, SESSÃO ESPECIAL, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, CONSELHO FEDERAL, QUIMICA, MES, JUNHO.
  • ELOGIO, ALCANCE, SISTEMA, CONSELHO, PROFISSÃO, FUNÇÃO, REGULAÇÃO, ORIENTAÇÃO, FISCALIZAÇÃO, EXERCICIO, CARREIRA, ESTRATEGIA, BACHAREL, QUIMICO, QUIMICA, INDUSTRIA, ENGENHEIRO, ENGENHARIA, TECNICO.

    O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) – Quero cumprimentar o nosso querido Presidente do Conselho Federal de Química, José de Ribamar Oliveira Filho; também o Presidente do Conselho Regional de Química da 14ª Região e Presidente da Federação Nacional dos Profissionais da Química, Gilson Mascarenhas; quero cumprimentar a Sra. Presidente do Conselho Regional de Química da 16ª Região e também Coordenadora do Colégio de Presidentes do Sistema CFQ/CRQs, Suzana Aparecida da Silva; o Superintendente dos Correios do DF, Paulo Henrique Soares de Moura; e o Sr. Diretor das Olimpíadas de Química da Associação Brasileira de Química, Sergio Melo; quero cumprimentar todos os nossos profissionais de química; convidados; os conselheiros de todo o país.

    Há elementos que existem há bilhões de anos, existem antes das estrelas que os forjaram, antes dos oceanos que os dissolveram, existem antes de nós, que aprendemos com muito custo e muita ciência, a compreender, domesticar, colocar esses elementos a serviço da vida. E, se hoje sabemos de tudo isso, é porque graças ao conhecimento humano aprendemos a traduzir a linguagem mais antiga do universo, a química.

    E foi para guardar essa tradução que nasceu, há 70 anos, o Conselho Federal de Química. Nessa época, o Brasil de Juscelino Kubitschek acelerava os motores de uma modernidade ainda por construir. A Lei nº 2.800, de 1956, não era apenas mais um ato normativo entre tantos naquela época, era o reconhecimento de que o conselho era necessário, de que a profissão era fundamental, de que a química havia deixado de ser uma curiosidade de laboratório para se tornar uma coluna vertebral do desenvolvimento do país.

    Sete décadas depois, este reconhecimento se aprofundou, se multiplicou, e hoje, com os 21 conselhos regionais que compõem esse sistema, o Conselho Federal de Química fiscaliza e orienta o exercício de uma das profissões mais estratégicas que o Brasil possui.

    Mas, antes de falarmos da grandeza da instituição, precisamos falar da grandeza das pessoas que ela representa: o bacharel de química, que debruça os olhos sobre a composição de um medicamento, buscando equilíbrio entre eficácia e segurança; o químico industrial, que opera no coração das refinarias, das fábricas de fertilizantes, das plantas de tratamento; o engenheiro químico, que projeta os processos que transformam matéria-prima em produto, energia bruta em potência controlada, resíduo em recurso; o técnico em química, formado no chão das escolas profissionais deste país, que a cada dia sustenta com as suas próprias mãos a operação de setores que movem a nossa economia.

    Todos eles, sejam em laboratórios públicos ou privados, em universidades, em empresas de alimentos, de cosméticos, de saneamento, de petróleo, de energias renováveis, todos eles compõem o imenso e silencioso exército da química brasileira. Um exército silencioso, porque o trabalho do químico raramente chega às manchetes, porém, sempre presente, porque sem eles a vida que conhecemos simplesmente não seria possível.

    Quando a água sai limpa pela torneira de uma casa no Recife, em Manaus, em Brasília, um químico fez isso acontecer; quando uma lavoura no Mato Grosso produz com eficiência e respeito ao solo, a ciência química esteve lá no solo, no adubo, na proteção fitossanitária; quando um alimento chega ao consumidor dentro do prazo de validade correto, com a composição declarada no rótulo fiel ao que está dentro da embalagem, há um profissional regulado por este Conselho assinando esse compromisso com a verdade.

    E, quando este Senado aprovou, recentemente, a Lei do Combustível do Futuro, posicionando o Brasil entre as nações que lideram a transição energética, os químicos já estavam nas pesquisas sobre biometano, diesel verde e combustível sustentável de aviação, pavimentando com ciência o chão em que caminhou a lei que foi aprovada neste Congresso.

    A química é, portanto, uma das ciências que mais profundamente tocam a soberania de um país. Dominar a química é dominar a saúde pública, a alimentação, a energia, o agro, a indústria, o nosso desenvolvimento. E quem, assim como o Conselho Federal de Química, regula com seriedade o exercício dessa ciência contribui diretamente para que esse domínio sirva ao povo, e não o contrário.

    Sete décadas de história nos ensinam que o Conselho Federal de Química soube cumprir esse papel com rigor e com responsabilidade. Não é pouca coisa. Em 70 anos, o Brasil mudou múltiplas vezes a sua cara: mudou de capital, de regime, de moeda, de sonhos. E o Conselho Federal de Química permaneceu, adaptou-se, cresceu, sem jamais perder de vista a razão de sua existência: proteger a sociedade e valorizar os profissionais.

    Por isso, esta sessão solene não é apenas um gesto protocolar; é uma afirmação; é este Senado da República dizendo, com todas as letras, que reconhece o valor do que a química fez pelo Brasil e do que o Conselho Federal de Química fez pela química.

    Se a química é a tradução do nosso universo, que venham mais 70 anos do Conselho, traduzindo o trabalho dos nossos químicos em desenvolvimento do nosso país.

    Parabéns ao Conselho Federal de Química! Parabéns a todos os profissionais que constroem, a cada dia, essa história!

    Muito obrigado a todos os químicos do Brasil. (Palmas.)

    Eu solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição do discurso do Senador Sérgio Petecão, autor do requerimento desta sessão especial.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 19/06/2026 - Página 9