Discurso proferido da Presidência durante a 82ª Sessão de Premiações e Condecorações, no Senado Federal

Sessão de premiações e condecorações destinada à entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres. Registro de que o Senado reconheceu pessoas e instituições dedicadas ao atendimento dos mais vulneráveis. Defesa da promoção da cultura da paz, da solidariedade e da dignidade humana. Afirmação de que o reconhecimento era um dever do Senado em relação aos homenageados. Destaque para a importância da continuidade da Comenda como homenagem permanente do Senado Federal às iniciativas de assistência social e filantropia.

Autor
Damares Alves (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/DF)
Nome completo: Damares Regina Alves
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso proferido da Presidência
Resumo por assunto
Assistência Social, Atuação do Senado Federal, Homenagem:
  • Sessão de premiações e condecorações destinada à entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres. Registro de que o Senado reconheceu pessoas e instituições dedicadas ao atendimento dos mais vulneráveis. Defesa da promoção da cultura da paz, da solidariedade e da dignidade humana. Afirmação de que o reconhecimento era um dever do Senado em relação aos homenageados. Destaque para a importância da continuidade da Comenda como homenagem permanente do Senado Federal às iniciativas de assistência social e filantropia.
Publicação
Publicação no DSF de 17/06/2026 - Página 28
Assuntos
Política Social > Proteção Social > Assistência Social
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
Honorífico > Homenagem
Indexação
  • SESSÃO DE PREMIAÇÕES E CONDECORAÇÕES, COMENDA, IRMÃ DULCE, ASSISTENCIA SOCIAL, COMENTARIO, RECONHECIMENTO, SENADO, POPULAÇÃO, VULNERABILIDADE, DEFESA, CULTURA, PAZ, SOLIDARIEDADE, DIGNIDADE.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar - Presidente.) – Obrigada, Joana. Que Deus abençoe todos que fazem parte do Iprede, essa instituição linda, extraordinária!

    Assim, nós estamos chegando ao final da nossa sessão solene, uma sessão especial, e eu queria dizer para os presentes, que estão aqui, que, às vezes, o Brasil olha pela televisão para o Senado e fala o seguinte: "Que lugar horroroso, que lugar de podridão, de mentirosos, de corruptos". Não é bem assim – não é bem assim. Eu quero dizer para os senhores que na lama também nascem lírios, e nós temos lírios nesta Casa, nós temos Senadoras e Senadores (Palmas.), homens e mulheres do bem nesta Casa, que amam o Brasil.

    Este Plenário aqui é palco de muitas brigas – muitas brigas –, grandes discussões e grandes decisões. As decisões do Brasil passam por este Plenário azul, mas este Plenário aqui também já foi palco de morte. Está na história, vocês sabem: um Senador matou outro Senador aqui, dentro deste Plenário. Lembram, né?

    É bom a gente lembrar a história, mas hoje este Plenário está diferente. Ele está azul no painel, ele está azul no chão. Há um clima diferente neste Plenário aqui hoje. Há um clima de paz, há um clima de bênção, e eu quero que o Brasil todo olhe para esta sessão e entenda que o Senado parou tudo o que estava fazendo hoje. Todos os olhares do Senado estão voltados – até as Comissões se cancelaram – para este Plenário, porque Deus queria que esta sessão acontecesse num período de tanta briga no Brasil.

    As pessoas estão brigando por coisas tão banais. As pessoas estão se matando no Brasil. Há uma onda de violência nesta nação que a gente não consegue entender. Basta olhar para uma pessoa, e você pode morrer porque olhou para uma pessoa. Há tristeza nesta nação.

    Mas hoje o Plenário dá uma lição para o Brasil de que é possível a gente ter uma nação de paz, porque tem pessoas do bem lá na ponta, como a Irmã Nilda, como o Jorginho, como a equipe do Iprede, fazendo a diferença. Mantenham-se firmes!

    O que nós fizemos aqui... não é que vocês precisavam disso; éramos nós, Senadores, que precisávamos homenageá-los – é diferente. Nós que precisávamos homenageá-los, não vocês que precisavam receber essa comenda.

    Hoje é um dia especial para o Senado Federal. É um dia diferente. Que a gente saia daqui proclamando a paz que vocês proclamam todo dia cuidando dos mais vulneráveis. Que a gente saia daqui com vontade de lutar muito. E, quando eu vi a Irmã Nilda ali naquela tribuna com 92 anos – eu estou com 62 e falei para as meninas que às vezes eu me sinto tão cansada –, eu lembrei "epa, eu ainda posso ter mais 30 anos dando trabalho para muita gente no Brasil". Atenção, corruptos e pedófilos, eu acho que eu ainda tenho mais 30 anos.

    Que Deus abençoe todos vocês!

    Senador Girão, no ano que vem você não vai estar aqui. Você não será mais Senador – ele não quer mais ser Senador; se quisesse, seria reeleito, mas quer ser Governador. Mas, no ano que vem, na realização desta sessão, porque aqui agora se perpetuou – essa é uma comenda do Senado Federal para a eternidade –, nós gostaríamos muito que você estivesse aqui na próxima sessão da Comenda Santa Dulce. E a gente vai ver quem a gente vai homenagear. A vontade é pôr 500 pessoas aqui sendo recebidas, porque tem muita gente que merece. Mas a gente encerra esta sessão hoje...


Este texto não substitui o publicado no DSF de 17/06/2026 - Página 28