Pronunciamento de Damares Alves em 16/06/2026
Discurso durante a 82ª Sessão de Premiações e Condecorações, no Senado Federal
Sessão de premiações e condecorações destinada à entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres. Defesa do fortalecimento do terceiro setor. Considerações sobre a importância das instituições que atuam no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente pessoas com deficiência e crianças. Registro da reativação do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil–República Democrática do Congo. Preocupação com a situação humanitária naquele país. Lembrança da influência de Santa Dulce dos Pobres em sua trajetória pessoal e atuação social.
- Autor
- Damares Alves (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/DF)
- Nome completo: Damares Regina Alves
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Assistência Social,
Atividade Política,
Crianças e Adolescentes,
Direitos Humanos e Minorias,
Homenagem,
Pessoas com Deficiência,
Relações Internacionais,
Terceiro Setor, Parcerias Público-Privadas e Desestatização:
- Sessão de premiações e condecorações destinada à entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres. Defesa do fortalecimento do terceiro setor. Considerações sobre a importância das instituições que atuam no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente pessoas com deficiência e crianças. Registro da reativação do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil–República Democrática do Congo. Preocupação com a situação humanitária naquele país. Lembrança da influência de Santa Dulce dos Pobres em sua trajetória pessoal e atuação social.
- Publicação
- Publicação no DSF de 17/06/2026 - Página 17
- Assuntos
- Política Social > Proteção Social > Assistência Social
- Outros > Atividade Política
- Política Social > Proteção Social > Crianças e Adolescentes
- Política Social > Proteção Social > Direitos Humanos e Minorias
- Honorífico > Homenagem
- Política Social > Proteção Social > Pessoas com Deficiência
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Relações Internacionais
- Administração Pública > Terceiro Setor, Parcerias Público-Privadas e Desestatização
- Indexação
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- SESSÃO DE PREMIAÇÕES E CONDECORAÇÕES, COMENDA, IRMÃ DULCE, ASSISTENCIA SOCIAL, DEFESA, MELHORIA, TERCEIRO SETOR, IMPORTANCIA, INSTITUIÇÕES, ACOLHIMENTO, PESSOAS, VULNERABILIDADE, ENFASE, PESSOA COM DEFICIENCIA, CRIANÇA, REGISTRO, REATIVAÇÃO, GRUPO PARLAMENTAR, CONGO, PREOCUPAÇÃO, SITUAÇÃO, CRISE HUMANITARIA.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar.) – Obrigada, Presidente.
Eu quero cumprimentar o Senador Nelsinho Trad, meu amigo – o Girão foi modesto; vocês precisam conhecer o nosso grupo de Senadores –, que é quem nos faz rir o tempo todo, quem nos chama para a alegria o tempo todo. Que alegria.
Eu quero cumprimentar todos os presentes e quero cumprimentar a Secretaria. Viu o carinho, Girão? Vocês que receberam esse livrinho o guardem com muito carinho, porque isso aqui, gente, é uma das comendas mais lindas que o Poder Legislativo pode entregar. E essa Secretaria faz com tanto carinho.
E eu quero contar um segredo de bastidores para vocês. Não é tudo simples, não! Tem confusão, tem briga. Deixe-me dizer para vocês. Vem um monte de nome para escolher. Aí a gente começa a fazer boca de urna, não é, Nelsinho? A gente começa a fazer boca de urna quando a gente indica, mas tem gente que não sabe – hoje, eu vou trazer para mostrar – que a gente faz santinho, Jorginho, ó! (Risos.) É! Eu vou mostrar maior aqui para o Brasil ver. A gente faz santinho, a gente distribui santinho dentro do Plenário para os Senadores. Aí depois a gente fica aqui fazendo boca de urna. Eu espero que nem o Tribunal Regional Eleitoral nem o Tribunal Superior Eleitoral descubram que a gente faz boca de urna para pedir voto.
E, na hora em que a gente fala para os colegas da história dos agraciados, das instituições, é um momento tão prazeroso, mas depois nos dá confusão, porque todos os indicados já são vitoriosos. Chegar aos três é uma luta, mas hoje a gente conseguiu chegar aos três nomes para receber uma das mais incríveis comendas, que é a Comenda Santa Dulce dos Pobres.
E eu tive a honra de indicar o Jorginho, mas não posso deixar de dizer, Irmã Maria Nilda, que honra foi também votar na senhora, conhecê-la e ver a senhora aqui na sua idade com tanta vitalidade e com tanta... E que memória! E que mente! E aí eu fiquei ali falando assim: tem um povo aqui no Senado que para acordar de manhã dá um trabalho, que chega atrasado – não são meus assessores, não! Não! –, que está cansado... Aí vem ela aqui com 71 anos de serviços prestados como vida religiosa e 92 anos de idade. Que alegria, Irmã! Que Deus a abençoe. Eu consigo ver a Irmã Santa Dulce dos Pobres lá no céu a homenageando. Os céus hoje estão em festa.
E, depois, eu venho aqui também... Eu dei meu voto também para o Instituto da Primeira Infância. Joana, eu conheço o instituto, que foi uma das primeiras instituições que eu conheci como Ministra. Eu conheço o trabalho de vocês. Essa honra é merecida.
E, Jorginho, o que falar? Não sei. É difícil falar de você, é difícil falar da Vila do Pequenino Jesus, mas, antes de falar de você, eu quero registrar a presença do profeta Paul Mpiana, da Embaixada do Congo, e aproveitar que Nelsinho Trad está à mesa para informar que nós estamos reativando o Grupo de Amizade Brasil-República Democrática do Congo. (Palmas.)
E nós vamos ter que tomar uma posição com relação à República Democrática do Congo, um povo que está sendo dizimado: mais de 14 milhões já foram assassinados. Enquanto nós estamos aqui, tem uma criança no Congo sendo assassinada, sendo decapitada. É um povo que tem sido massacrado. E nós vamos precisar tomar posição, porque eu já entendi, Senador Girão, que, quando tem um opressor e um oprimido e a gente se omite, automaticamente ficamos ao lado do opressor. A República Democrática do Congo está gritando por socorro.
Eu vou ao Congo ainda neste ano e queria te convidar para a gente ir. Eles estão em conflito armado, eles estão em um momento de muito sofrimento, mas eu prometi à Embaixadora que eu vou ao Congo pelas crianças do Congo. E, se a irmã Dulce estivesse viva, ela iria também – ela iria.
E aqui quero dizer para aqueles que não me ouviram falar no ano passado. Eu não sei quem de vocês teve a oportunidade, a graça de ter conhecido a Irmã Dulce, a Santa Dulce; eu tive essa graça. E eu tive a graça de estar com ela duas vezes e ser abraçada na infância por ela duas vezes. E cresci querendo ser parecida com a Irmã Dulce, cresci me inspirando na vida da Santa Dulce dos Pobres. Então, estar numa cerimônia aqui e ver o rostinho dela estampado é tão emocionante para mim. Tem muito a ver com a minha história de cura também. Quem conhece a minha história de dor e sofrimento... E, quando eu estive com a Irmã Dulce, eu estava em processo de dor e sofrimento. Sou vítima da violência sexual. Ela não sabia, mas ela era uma mulher iluminada. Não precisava falar nada para ela. Ela nos conhecia pelo olhar. E, nas duas vezes em que eu estive com ela, eu fui confrontada e confortada pelo olhar da Santa Dulce dos Pobres. Eu tive essa graça de conhecê-la.
Essa sua iniciativa da comenda, Girão, é extraordinária, e entregar para vocês essa comenda, Jorginho, é mais que uma obrigação. A Vila do Pequenino Jesus se confunde com a tua história de vida – está aqui um dos fundadores da vila. Quem não conhece ainda em Brasília a Vila do Pequenino Jesus precisa ir lá. É um lugar onde são acolhidos aqueles que a sociedade não quer, aqueles que a sociedade faz de conta que não existem. E alguns deles estão aqui, hoje. Os que estão aqui, hoje, estão em cadeiras de roda, mas a grande maioria deles estão na cama. Mas é na cama que eles dançam: eles têm quadrilha com a cama, eles fazem festa, eles dançam. E alguns desses – quase a maioria – o Jorginho teve que adotar como filhos, porque como é que o Jorginho chega ao hospital com uma jovem dessa, que não tem referência familiar? O hospital pergunta quem é o pai, quem é a mãe. Aí Jorginho teve que ir para a vara da infância, teve que ir para a vara da família pedir guarda, tutela e, em alguns casos, adoção. E a vila mexe com o nosso coração, porque tem a galeria daqueles que já foram para o céu. Então, nós temos uma galeria lá dos primeiros filhos do Jorginho. A vila lida com a vida e com a morte de uma forma peculiar, mas a vila está aberta para receber todos vocês.
Na vila, quantas fraldas por dia, Jorginho?
(Intervenção fora do microfone.)
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – A vila gasta 800 fraldas por dia para esses adultos, para os idosos, para esses jovens que não têm família, pessoas com deficiências, pessoas com doenças crônicas. E eles não dão conta de fazer tanta fralda. Então, eu queria fazer um convite. Meu gabinete, de vez em quando, vai para lá. Eu fecho o gabinete para a gente fazer fraldas. Eles não dão conta de fazer, então tem que ter estoque. Então, eu queria convidar os gabinetes do Senado: vamos passar um dia lá na vila, vamos almoçar com eles, vamos entender o que é um trabalho social sério de verdade.
Eu não vou falar muito, mas eu queria pedir permissão da Mesa para passar o vídeo institucional da vila, para vocês mergulharem um pouquinho na vila e dizer, Jorginho, em nome da nossa Governadora – que não pôde estar aqui, que te abraça –, e também da ex-Primeira-Dama – enquanto vocês preparam o vídeo –: teve um dia, Girão, em que eles não tinham dinheiro para pagar o salário do mês dos funcionários – e não tinha dinheiro, porque é assim a luta, né, irmã? Tem dia que não tem, né, Iprede? Tem dia que não tem. E a Primeira-Dama pegou um vestido, aquele vestido famoso dela, com que ela foi lá no encontro com a rainha, ela disse: "Vou fazer um leilão agora". Em duas horas, ela conseguiu pagar o décimo terceiro dos funcionários com um vestido.
E tem sido assim, os apoiadores estão chegando. A Primeira-Dama Michelle também estaria aqui hoje, não pôde vir; acabou de mandar uma mensagem te abraçando. Todos podemos nos envolver com a obra social da Irmã Nilda, com o Iprede, com a vila, com as demais instituições sociais do Brasil que estão fazendo coisas incríveis nesta nação – incríveis!
Quero abraçar todas as instituições. O terceiro setor, no Brasil, tem feito um trabalho incrível, e nós temos que apoiar o terceiro setor no Brasil
Mas eu queria convidar vocês, para mergulhar mais um pouquinho na Vila do Pequenino Jesus. Vamos ver o vídeo.