Pela ordem durante a 83ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Solidariedade ao Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em razão de reportagem que atribuiu ao parlamentar o recebimento de valores em conta no exterior, destacando os impactos institucionais e pessoais de acusações dessa natureza. Afirmação de que, caso as alegações tenham origem em procedimento oficial ou acordo de colaboração premiada, caberá ao Presidente exercer seu direito de defesa pelos meios jurídicos adequados. Acréscimo de que, se as informações divulgadas não constarem de documentos oficiais, será necessária apuração específica sobre sua origem, por considerar que eventual divulgação de fatos inexistentes comprometeria não apenas a imagem do Presidente do Senado, mas também a credibilidade das instituições públicas e do sistema de justiça.

Autor
Jaques Wagner (PT - Partido dos Trabalhadores/BA)
Nome completo: Jaques Wagner
Casa
Senado Federal
Tipo
Pela ordem
Resumo por assunto
Atividade Política, Atuação do Senado Federal, Direitos Individuais e Coletivos, Imprensa:
  • Solidariedade ao Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em razão de reportagem que atribuiu ao parlamentar o recebimento de valores em conta no exterior, destacando os impactos institucionais e pessoais de acusações dessa natureza. Afirmação de que, caso as alegações tenham origem em procedimento oficial ou acordo de colaboração premiada, caberá ao Presidente exercer seu direito de defesa pelos meios jurídicos adequados. Acréscimo de que, se as informações divulgadas não constarem de documentos oficiais, será necessária apuração específica sobre sua origem, por considerar que eventual divulgação de fatos inexistentes comprometeria não apenas a imagem do Presidente do Senado, mas também a credibilidade das instituições públicas e do sistema de justiça.
Publicação
Publicação no DSF de 17/06/2026 - Página 66
Assuntos
Outros > Atividade Política
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
Jurídico > Direitos e Garantias > Direitos Individuais e Coletivos
Outros > Imprensa
Indexação
  • SOLIDARIEDADE, PRESIDENTE, SENADO, DAVI ALCOLUMBRE, ARTIGO DE IMPRENSA, VEJA, ACUSAÇÃO, ORADOR, RECEBIMENTO, RECURSOS FINANCEIROS, CONTA BANCARIA, EXTERIOR, CRITICA, DIVULGAÇÃO, AUSENCIA, COMPROVAÇÃO, DEFESA, HONRA, RESPONSABILIDADE, AUTORIA, ATAQUE, AUTONOMIA, LEGISLATIVO.

    O SR. JAQUES WAGNER (Bloco Parlamentar Pelo Brasil/PT - BA. Pela ordem.) – Sr. Presidente, colegas Senadoras e Senadores, a minha primeira palavra, evidentemente, é de solidariedade a V. Exa.

    O instituto da leviandade, ou nas instituições ou na imprensa ou nas redes brasileiras, precisa ter um ponto final. Mas me solidarizo com V. Exa. também porque eu também estou na capa da Veja. A capa da Veja fala de uma delação inexistente, porque foi negada, acusa V. Exa. e fala que revelará os negócios do PT da Bahia, coisa que vem sendo repetida por diversas vezes.

    Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre V. Exa., na medida em que foi citado agora, ou sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-Governador Rui Costa.

    Nós, acho, cometemos um erro, o Congresso Nacional. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da Presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas. Na verdade, foi com essa delação, sob coação psicológica, ou real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram o atual Presidente, ex-Presidente Lula à cadeia.

    Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência. Por isso eu disse da Presidente Dilma – eu era Presidente do meu partido –, que propôs uma lei diferente da lei que existe em outros países. O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Para alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?

    Eu estou muito à vontade porque não tenho, como V. Exa. afirmou sobre V. Exa., nenhuma relação com ... Conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF – eu não tenho CNPJ.

    Então, eu quero me solidarizar com V. Exa. e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista.

    Nós estamos entre o absurdo e o superabsurdo. O absurdo é de uma delação que ninguém sabe o que tem dentro dela, a não ser aqueles que inquiriram o Sr. Daniel Vorcaro e, que levianamente, ilegalmente, vazam a matéria, como vazaram no tempo da Lava Jato. A gente não sabe se está escrito lá, não sei se ele falou isso, se não falou, de mim ou de V. Exa. No caso de V. Exa. é muito pior, porque eu sou só Senador; V. Exa. é Senador, mas é Presidente do Congresso Nacional. Então, levantar uma lebre sobre o Presidente do Congresso Nacional – não que não me doa, não, dói porque dói na família –, evidentemente, bate na instituição.

    Eu já estou tratando de processar essa e outras. Acabei de dar uma entrevista sobre repercussão dessa mesma matéria e eu acho que V. Exa. diz tudo.

    O absurdo é, se estiver na delação, que nós não conhecemos... O gozado é que só conhece a imprensa que quer bater nos políticos em geral, para chafurdar os políticos todos na lama, porque poderiam também ter dito "vocês têm essa acusação, têm alguma coisa a dizer?". Eu nunca fui procurado, V. Exa. nunca foi procurado, mas a revista Veja foi procurada para fazer o escândalo, colocando V. Exa. e botando o PT da Bahia. Aí é uma guerra de narrativas.

    Então, eu quero me solidarizar com V. Exa., dizer que, do meu ponto de vista, meu advogado já está preparando a peça para processar, e eu quero saber a mesma verdade.

    Eu vou perguntar ao chefe da Polícia Federal, Dr. Andrei: se essa coisa pode chegar a alguém para me acusar, eu quero saber também para poder me defender, porque, se for rejeitada a delação, ela deveria ter sido picotada em uma daquelas máquinas de picote, e não ser oferecida para quem quer que seja para fazer ataque a outras pessoas.

    Então, minha mais absoluta solidariedade. Eu detesto leviandade.

    Eu também – Senador Esperidião Amin, permita-me – não acho que a gente deva responder ao erro com outro erro. Eu acho que nós temos que buscar as barras da Justiça, a investigação, e conte com minha solidariedade como Líder do Governo perante o Presidente Lula, para que essas coisas se esclareçam. Agora, eu não acho que... "vamos tocar fogo no circo inteiro", porque aí, eu acho que a gente pode perder a razão se a gente for responder com leviandade.

    Eu acho que tem que ser investigado. Se tiver um culpado, que foi o criador da mentira, aí eu acho que tem que ser punido severamente, mas, minha solidariedade. Associo-me a V. Exa. por, por acaso, estar, mais uma vez, na capa da Veja com essa mesma história do Banco Master e do cartão-cesta da Bahia.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 17/06/2026 - Página 66