Pronunciamento de Marcos Rogério em 16/06/2026
Pela ordem durante a 83ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Solidariedade ao Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em razão das acusações divulgadas pela imprensa, afirmando que o episódio afeta também a imagem institucional do Senado Federal. Defesa de que o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário esclareçam oficialmente se as informações divulgadas possuem respaldo em procedimentos investigativos ou acordos de colaboração premiada. Destaque para a importância de preservar a credibilidade das instituições públicas e sugestão de que o Presidente do Senado reúna os líderes partidários para discutir providências institucionais, incluindo a possibilidade de instalação de comissão parlamentar de investigação, com o objetivo de esclarecer os fatos e fortalecer a atuação do Congresso Nacional.
- Autor
- Marcos Rogério (PL - Partido Liberal/RO)
- Nome completo: Marcos Rogério da Silva Brito
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Pela ordem
- Resumo por assunto
-
Atividade Política,
Atuação do Senado Federal,
Direitos Individuais e Coletivos,
Imprensa:
- Solidariedade ao Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em razão das acusações divulgadas pela imprensa, afirmando que o episódio afeta também a imagem institucional do Senado Federal. Defesa de que o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário esclareçam oficialmente se as informações divulgadas possuem respaldo em procedimentos investigativos ou acordos de colaboração premiada. Destaque para a importância de preservar a credibilidade das instituições públicas e sugestão de que o Presidente do Senado reúna os líderes partidários para discutir providências institucionais, incluindo a possibilidade de instalação de comissão parlamentar de investigação, com o objetivo de esclarecer os fatos e fortalecer a atuação do Congresso Nacional.
- Publicação
- Publicação no DSF de 17/06/2026 - Página 69
- Assuntos
- Outros > Atividade Política
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
- Jurídico > Direitos e Garantias > Direitos Individuais e Coletivos
- Outros > Imprensa
- Indexação
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- COMENTARIO, ARTIGO DE IMPRENSA, VEJA, ACUSAÇÃO, ORADOR, RECEBIMENTO, RECURSOS FINANCEIROS, CONTA BANCARIA, EXTERIOR, CRITICA, DIVULGAÇÃO, AUSENCIA, COMPROVAÇÃO, DEFESA, HONRA, RESPONSABILIDADE, AUTORIA, ATAQUE, SENADO, AUTONOMIA, LEGISLATIVO, INSTALAÇÃO, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUERITO (CPI), APOIO, MINISTERIO PUBLICO, POLICIA FEDERAL, JUDICIARIO, ESCLARECIMENTOS, INVESTIGAÇÃO, ACORDO, DELAÇÃO PREMIADA.
O SR. MARCOS ROGÉRIO (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - RO. Pela ordem.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, eu farei uma intervenção muito sucinta em relação a esse tema, que tomou o noticiário nacional nesta semana.
E, a par do que V. Exa. expõe ao Plenário do Senado Federal, a primeira convicção que tenho é de que é preciso olhar para tudo isso com muito cuidado, sem querer desfazer o papel absolutamente correto das instituições na investigação desse caso.
E aí é preciso olhar com cuidado, porque, num momento como este, o debate político e o ambiente político, às vezes, por interesse das mais diversas origens, tentam colocar todo mundo na mesma situação, no mesmo balaio.
É fato que há uma investigação; é fato que essas investigações estão sendo conduzidas, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, pelo Ministro André Mendonça e, no âmbito da Polícia Federal, por um conjunto de investigadores. Isso passa pela PGR, portanto não é uma única pessoa que está a conduzir essas investigações.
E aí há duas perguntas que a gente deve fazer neste momento, a par do que V. Exa. trouxe ao Plenário. Veja: o noticiário aponta que uma tentativa ou uma proposta de delação teria sido rejeitada no âmbito da Polícia Federal; e, posteriormente, vai se dizer que a PGR também o fez, embora ainda existam fatos sendo apurados no âmbito da Procuradoria-Geral da República.
E aí o argumento... Eu estou trazendo aqui um recorte que a imprensa veiculou, porque não veio a público nenhuma delação, não veio a público nenhuma peça acusatória até agora. Mas, com base naquilo que a imprensa divulgou, vai se dizer que a Polícia Federal rejeita, porque, naquilo que seria uma colaboração, não teria ali confissão de crime por parte de quem estaria a delatar. Então, essa delação deveria ser afastada, porque ele não confessa crime.
Eu questiono: na lógica do que foi divulgado, depositar na conta de um agente público, em conta internacional, o valor de US$30 milhões é ou não é crime? Trata-se de crime ou de um procedimento normal?
Então, quando se diz que a delação é rejeitada, porque não há crime sendo confessado, parece-me que a própria reportagem, ou por engano ou por alguma outra razão...
O que eu queria dizer, neste momento, é que não cabe ao Senado Federal, não cabe aos pares que aqui estão fazer a defesa de quem quer que seja.
V. Exa. fez a sua própria defesa, com a consciência que tem e com o conhecimento de toda a informação, que envolve a postura de V. Exa., mas cabe à instituição Senado Federal cobrar a verdade, cobrar que a investigação seja aprofundada, para identificar verdadeiramente aqueles que estão envolvidos nessa trama, envolvidos nesse escândalo.
Agora, outro fato – e eu finalizo a minha manifestação – é que isso acontece justamente num momento posterior a V. Exa. enfrentar, no âmbito deste Plenário do Senado Federal, uma indicação de alguém que foi apresentado para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal. V. Exa. enfrenta – e, pela primeira vez na história do Senado, nos últimos 132 anos, o Senado Federal rejeita uma indicação de indicado a Ministro do Supremo Tribunal Federal. De repente, V. Exa. passa a ser alvo de um conjunto de ataques orquestrados... E repito: não estou a fazer a defesa de V. Exa., estou apontando para os fatos – estou apontando para os fatos –, e esses fatos precisam e merecem ser investigados, mas é de se questionar – é de se questionar – por que isso está acontecendo justamente depois desse posicionamento de V. Exa. nessa direção.
Então, são duas reflexões, e aqui não sei se o Senado Federal vai ter acesso, porque, se foram rejeitadas as duas propostas de colaboração, elas inexistem do ponto de vista formal, do ponto de vista material, mas é preciso olhar para aquilo que está sendo dito, porque, se diz que foi rejeitado porque não há confissão de crime... Mas a matéria diz que houve um pagamento no exterior. Uai, isso não é crime? Isso não seria uma prova de crime? Isso não seria uma evidência de confissão de crime? Ora...
Então, é apenas... Mais do que qualquer outra coisa, é colocar pontos para que sejam checados, conferidos. E aqui digo: o Senado Federal, o Congresso Nacional tem os instrumentos próprios para aprofundar a investigação, que é o instrumento das CPIs, mas, além disso, há um trabalho sendo conduzido pela Procuradoria-Geral da República, pela Polícia Federal e pelo Ministro André Mendonça, que reputo ser um dos homens mais sérios deste país.
Portanto, considero absolutamente oportuna a fala de V. Exa. na tarde de hoje, que nos faz todos refletir sobre isso.