Discurso durante a 83ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Apoio à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, com ênfase no legado social, esportivo e turístico do evento. Elogios à indenização das pioneiras do futebol feminino e defesa de medidas de fortalecimento do esporte brasileiro.

Autor
Romário (PL - Partido Liberal/RJ)
Nome completo: Romario de Souza Faria
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Desporto e Lazer:
  • Apoio à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, com ênfase no legado social, esportivo e turístico do evento. Elogios à indenização das pioneiras do futebol feminino e defesa de medidas de fortalecimento do esporte brasileiro.
Publicação
Publicação no DSF de 17/06/2026 - Página 52
Assunto
Política Social > Desporto e Lazer
Indexação
  • DEFESA, COMPETIÇÃO ESPORTIVA, ESPORTE FEMININO, FUTEBOL, SEDE, BRASIL, RESSALVA, INFRAESTRUTURA, RESPONSABILIDADE, NATUREZA FISCAL, COMENTARIO, INDENIZAÇÃO, ATLETA PROFISSIONAL, APOIO, INICIATIVA, FINANCIAMENTO, ESPORTE, COMBATE, MANIPULAÇÃO, RESULTADO, APERFEIÇOAMENTO, GESTÃO.

    O SR. ROMÁRIO (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - RJ. Para discursar. Por videoconferência.) – Sim, meu amigo.

    Boa tarde, tudo bem? Está me ouvindo?

    O SR. PRESIDENTE (Esperidião Amin. Bloco Parlamentar Aliança/PP - SC) – Perfeitamente. Quase tão bem quanto jogando futebol.

    O SR. ROMÁRIO (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - RJ. Por videoconferência.) – Boa tarde, Sr. Presidente, Senadoras, Senadores.

    O meu assunto aqui hoje é um assunto sobre o qual eu não poderia deixar de falar, não é? O Brasil está respirando futebol – estou acompanhando de perto aqui a nossa seleção –, mas eu quero falar sobre o nosso futebol feminino.

    Em 2014, fomos sede do mundial masculino após 64 anos, mas, dentro de campo e fora dele, tomamos uma goleada histórica, Sr. Presidente. Estádios superfaturados, obras que nunca terminaram e desvios de recursos públicos mancharam mais a imagem do país do que o sete a um sofrido diante da Alemanha.

    E se o Brasil perdeu em campo, outras pessoas ganharam, muito fora das quatro linhas, como demonstramos de forma cabal na CPI do Futebol de 2015.

    Espero sinceramente que tenhamos aprendido a lição. Exceto os árabes e seus petrodólares, ninguém mais está gastando montanhas de dinheiro para organizar esses eventos. Na Copa deste ano, todos os estádios já existiam, só precisaram sofrer adaptações ou algumas pequenas reformas. Da mesma forma, esperamos que seja em 2027, quando sediaremos o mundial feminino.

    O mais importante, Sr. Presidente – disse isso em plenário na semana passada e repito agora –, será sempre o legado social deixado pela competição: as imagens, os jogos, as crianças que vamos inspirar e os turistas que certamente receberemos, o fortalecimento da imagem do Brasil como o país do futebol, um grande ativo que possuímos e de que jamais poderemos abrir mão.

    Na semana passada, relatei o projeto que viabilizou os últimos ajustes fiscais para a copa do próximo ano. Sem qualquer impacto orçamentário, os estádios serão os mesmos usados na Copa 2014, em oito sedes, assim como na Copa atual. Apenas ajustes e adaptações serão feitos, e não há previsão de nenhuma obra faraônica. Ficaremos sempre atentos e de olho nesse detalhe.

    Quero aqui também elogiar a iniciativa da indenização às jogadoras pioneiras do futebol feminino no Brasil, já aprovada por esta Casa. Foi uma medida mais do que justa para essas guerreiras que se sacrificaram muito, sem nenhuma estrutura, para representar o nosso brilhante futebol brasileiro.

    Estarei sempre na luta pelo desenvolvimento do esporte brasileiro.

    Nos últimos anos, estivemos à frente das batalhas por mais recursos para a formação e o desenvolvimento esportivo, contra a manipulação de resultados, pela profissionalização dos árbitros, pelo direito dos atletas e pela modernização da sua gestão, e seguiremos nessa luta, de forma sempre incansável.

    Era isso que eu tinha a dizer, Sr. Presidente.

    Muito obrigado, mais uma vez.

    Desculpe-me pela demora.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 17/06/2026 - Página 52