Pronunciamento de Davi Alcolumbre em 16/06/2026
Fala da Presidência durante a 83ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Pronunciamento sobre reportagem da revista Veja que atribuiu a S. Exª. o recebimento de US$ 30 milhões em conta no exterior, negando integralmente as acusações e afirmando jamais ter recebido quaisquer valores no Brasil ou no exterior. Críticas à divulgação de alegações sem comprovação e informou que buscará verificar se as informações constam de acordo de colaboração premiada ou de procedimento oficial, sustentando que eventual inexistência desses registros configuraria situação de elevada gravidade institucional.
- Autor
- Davi Alcolumbre (UNIÃO - União Brasil/AP)
- Nome completo: David Samuel Alcolumbre Tobelem
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Fala da Presidência
- Resumo por assunto
-
Atividade Política,
Direitos Individuais e Coletivos,
Imprensa:
- Pronunciamento sobre reportagem da revista Veja que atribuiu a S. Exª. o recebimento de US$ 30 milhões em conta no exterior, negando integralmente as acusações e afirmando jamais ter recebido quaisquer valores no Brasil ou no exterior. Críticas à divulgação de alegações sem comprovação e informou que buscará verificar se as informações constam de acordo de colaboração premiada ou de procedimento oficial, sustentando que eventual inexistência desses registros configuraria situação de elevada gravidade institucional.
- Publicação
- Publicação no DSF de 17/06/2026 - Página 62
- Assuntos
- Outros > Atividade Política
- Jurídico > Direitos e Garantias > Direitos Individuais e Coletivos
- Outros > Imprensa
- Indexação
-
- COMENTARIO, ARTIGO DE IMPRENSA, VEJA, ACUSAÇÃO, ORADOR, RECEBIMENTO, RECURSOS FINANCEIROS, CONTA BANCARIA, EXTERIOR, CRITICA, DIVULGAÇÃO, AUSENCIA, COMPROVAÇÃO, DEFESA, HONRA, RESPONSABILIDADE, AUTORIA, ATAQUE, SENADO, AUTONOMIA, LEGISLATIVO.
O SR. PRESIDENTE (Davi Alcolumbre. Bloco Parlamentar Democracia/UNIÃO - AP. Fala da Presidência.) – Eu queria pedir a V. Exas., me permitam, Senador Marcos Rogério, Senador Randolfe Rodrigues, Senador Presidente Rodrigo Pacheco, eu queria pedir a atenção de V. Exas. para uma manifestação que farei antes de iniciarmos, naturalmente, a deliberação da sessão da tarde de hoje. Vou fazer uma manifestação, naturalmente, primeiro aos meus colegas Senadores e Senadoras e, em seguida, ao Brasil. E peço a V. Exas., dentro do possível, e a todos que estão nos acompanhando pelo modo semipresencial que possam acompanhar a fala muito importante do ponto de vista pessoal e institucional para o Presidente do Congresso Nacional.
Srs. Senadores, Sras. Senadoras na semana passada, a revista Veja publicou uma matéria afirmando que eu teria recebido, do banqueiro Daniel Vorcaro, US$30 milhões, e esse dinheiro teria sido depositado em uma conta no exterior.
Eu gostaria, permitam-me, como disse, perante V. Exas. e, naturalmente, ao Brasil, reafirmar com veemência o que já havia afirmado em nota à imprensa brasileira na última quinta-feira.
Eu repudio, com toda a firmeza e com toda a indignação, o conteúdo dessa matéria. Jamais recebi aqueles valores ou quaisquer outros, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja. São alegações inteiramente falsas, com a única e aparente intenção de arrastar para a lama o meu nome, a minha honra, a minha reputação.
Vou repetir a V. Exas.: jamais recebi quaisquer valores em contas no Brasil ou no exterior. Isso absolutamente nunca aconteceu.
Faço questão de afirmar isso para tranquilizar esta Casa, os Senadores e as Senadoras da República e a sociedade brasileira.
É espantoso e igualmente revoltante que uma acusação dessa gravidade seja publicada sem qualquer prova, sem qualquer evidência contra um Chefe de Poder.
O mal já está feito. Resta-nos, agora, investigar a fundo os fundamentos dessas alegações. Se elas, de fato, constarem do acordo de colaboração, se elas, de fato, partiram do colaborador e de sua defesa, tomaremos todas as medidas cabíveis para nos defendermos dessas acusações.
Nessa hipótese, caberá a mim demonstrar a falsidade desta narrativa e compreender por que um fato inexistente foi levado às autoridades.
Mas peço atenção a V. Exas.. Por outro lado, aqui reside um ponto ainda de maior preocupação. Se esse fato sequer constar de um acordo de colaboração, se não tiver sido dito pelo colaborador, por sua defesa ou pela autoridade responsável pela condução deste procedimento, então estaremos diante de uma situação gravíssima perante a sociedade brasileira e as instituições.
Repito: estaremos diante de enfrentar uma situação ainda muito mais grave, porque não estaremos diante apenas de uma acusação falsa contra o Presidente do Senado Federal, estaremos diante da invenção de um fato inexistente e da tentativa de atribuir este fato a um procedimento oficial para lhe conferir aparência de verdade.
É extremamente grave que uma narrativa possa nascer desta forma, sem ter sido afirmada por ninguém e ainda ser apresentada ao país como se fosse verdadeira.
Nesse caso, não estamos apenas diante de uma mentira sobre mim. Estamos diante de uma mentira sobre os próprios fatos e sobre o conteúdo de um procedimento oficial. Isso não constrange apenas o Presidente do Congresso Nacional, constrange as instituições, constrange os órgãos de investigação, constrange o sistema de justiça e exige a apuração rigorosa de todos, absolutamente todos, os responsáveis. A quem interessa caluniar o Presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo? Descobriremos as respostas a todas essas perguntas.
Esse não foi um ataque dirigido apenas ao Senador Davi Alcolumbre. Foi um ataque ao Senado, ao Poder Legislativo e à sua autonomia. E faço aqui um apelo aos Senadores e às Senadoras desta Casa: não podemos permitir que isso se torne uma prática normal no nosso país. Não podemos admitir que autoridades públicas, instituições ou qualquer cidadão sejam desmoralizados com base em fatos inventados e acusações absolutamente sem nenhuma prova. Esse ataque pessoal, e institucional, será defendido com as armas da lei, da justiça e da verdade.
Da cadeira da Presidência do Congresso Nacional, eu reafirmo a V. Exas.: não serei intimidado, não serei ameaçado, não serei constrangido e nem serei chantageado. Seguirei exercendo minhas funções com absoluta independência, com firmeza e, acima de tudo, com coragem. Assumo, publicamente, o compromisso de levar minha defesa às últimas consequências. Assumo o compromisso de usar todos os instrumentos legais, judiciais e institucionais para trazer à tona a verdade dos fatos.
Quem inventou esse fato será identificado. Quem inventou a existência de uma acusação que não consta de qualquer acordo de colaboração ou procedimento oficial também será identificado.
Aqueles que promoveram essas calúnias serão responsabilizados e serão punidos. O Brasil conhecerá o nome de quem tentou me envolver em um crime do qual sou absolutamente, repito, absolutamente inocente. Faço dessa tarefa uma prioridade pessoal, mas sobretudo institucional no Brasil a partir de agora.
Eu estou indignado, eu estou inconformado, mas também confesso a V. Exas. que estou sereno e tranquilo, porque sei que estou do lado da verdade.
Muito obrigado.
(Soa a campainha.)
O SR. PRESIDENTE (Davi Alcolumbre. Bloco Parlamentar Democracia/UNIÃO - AP) – Concedo a palavra ao Senador Rodrigo Pacheco. Em seguida, ao Senador Esperidião Amin, ao Senador Hamilton Mourão, à Senadora Damares, ao Senador Wagner e ao Senador Randolfe Rodrigues.