Pronunciamento de Izalci Lucas em 11/05/2026
Fala da Presidência durante a 10ª Sessão Solene, no Congresso Nacional
Sessão solene destinada a comemorar o Dia do Contabilista e a homenagear os 80 anos de instituição do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e da regulamentação da profissão contábil no Brasil, destacando a importância da profissão para o funcionamento da economia, da administração pública e da gestão empresarial. Destaque para o papel dos profissionais da contabilidade na promoção da transparência, da responsabilidade fiscal, da ética e da confiança nas instituições, além de defender a modernização da atividade, a simplificação tributária e a adaptação da profissão às transformações tecnológicas.
- Autor
- Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
- Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
- Casa
- Congresso Nacional
- Tipo
- Fala da Presidência
- Resumo por assunto
-
Administração Pública Indireta,
Ciência, Tecnologia e Informática,
Economia e Desenvolvimento,
Homenagem,
Regulamentação Profissional,
Trabalho e Emprego:
- Sessão solene destinada a comemorar o Dia do Contabilista e a homenagear os 80 anos de instituição do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e da regulamentação da profissão contábil no Brasil, destacando a importância da profissão para o funcionamento da economia, da administração pública e da gestão empresarial. Destaque para o papel dos profissionais da contabilidade na promoção da transparência, da responsabilidade fiscal, da ética e da confiança nas instituições, além de defender a modernização da atividade, a simplificação tributária e a adaptação da profissão às transformações tecnológicas.
- Publicação
- Publicação no DCN de 12/05/2026 - Página 9
- Assuntos
- Administração Pública > Organização Administrativa > Administração Pública Indireta
- Economia e Desenvolvimento > Ciência, Tecnologia e Informática
- Economia e Desenvolvimento
- Honorífico > Homenagem
- Política Social > Trabalho e Emprego > Regulamentação Profissional
- Política Social > Trabalho e Emprego
- Matérias referenciadas
- Indexação
-
- SESSÃO SOLENE, DIA NACIONAL, CONTABILISTA, HOMENAGEM, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, CONSELHO FEDERAL, CONTABILIDADE, REGULAMENTAÇÃO, PROFISSÃO, COMENTARIO, IMPORTANCIA, ATIVIDADE PROFISSIONAL, PREVENÇÃO, FRAUDE, TRANSPARENCIA, INFORMAÇÕES, RESPONSABILIDADE, NATUREZA FISCAL.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. PL - DF) - A presente sessão foi convocada pelo Presidente do Congresso Nacional, em atendimento ao Requerimento no 6, de 2026, de minha autoria, do Senador Laércio Oliveira e do Deputado Júlio Cesar.
Convido para compor a Mesa desta Sessão Solene o querido Senador Laércio Oliveira, que já está ao meu lado (palmas); o Sr. Joaquim de Alencar Bezerra Filho, Presidente do Conselho Federal de Contabilidade — CFC (palmas); o Sr. Daniel Mesquita Coêlho, Presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa — Fenacon (palmas); o Sr. Sebastian Yoshizato Soares, Presidente do Instituto de Auditoria Independente do Brasil — Ibracon (palmas); e a Sra. Maria Clara Cavalcante Bugarim, Presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis — Abracicon e Presidente do Conselho Federal de Contabilidade no período de 2006 a 2009. (Palmas.)
Convido todos para, em posição de respeito, entoarmos o Hino Nacional.
(É entoado o Hino Nacional.)
Quero cumprimentar meu colega, o competente Senador Laércio Oliveira, parceiro da contabilidade; nosso querido Presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Joaquim de Alencar Bezerra Filho; meu querido colega Daniel Coêlho, da Fenacon; o Sr. Sebastian Soares, do Ibracon; e a nossa querida contadora e colega Maria Clara Cavalcante Bugarim, Presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis e também Presidente do Conselho Federal de Contabilidade no período de 2006 a 2009.
Quero cumprimentar a todos os Presidentes de conselhos, de conselhos regionais, e, de forma especial, o Presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal, Darlan de Lima Barbosa. Obrigado pela presença.
Quero cumprimentar a todos os contadores, convidados, professores e alunos que aqui estão.
Registro ainda a presença dos alunos do Centro de Ensino Fundamental 4 — CEF 4, da Ceilândia.
Sejam bem-vindos a esta sessão em homenagem aos contadores! (Palmas.)
Cumprimento ainda os servidores da Casa.
Há mais de 540 mil profissionais registrados em atividade no Brasil e quase 100 mil organizações contábeis espalhadas pelo País. Milhões de empresas dependem diariamente da responsabilidade técnica, da ética e da dedicação de homens e mulheres que sustentam silenciosamente uma das estruturas mais importantes da economia nacional. Os números impressionam. Quem é contador sabe: números não mentem.
Hoje esta Casa presta homenagem ao Dia do Contabilista e celebra os 80 anos do Conselho Federal de Contabilidade. São 80 anos de uma instituição que ajudou a organizar, fortalecer, modernizar e dignificar uma profissão absolutamente essencial para o funcionamento do Brasil.
Pronuncio-me desta tribuna também com profundo respeito pessoal, porque eu sou contador. Eu cresci nessa profissão. Quem conhece minha trajetória sabe o quanto essa formação moldou a minha visão de responsabilidade pública, de gestão e de compromisso com a verdade.
Um contador não inventa números, um contador não mascara realidades. O contador aprende desde cedo que decisões erradas podem destruir empresas, empregos, patrimônios e sonhos construídos ao longo de uma vida inteira. Talvez por isso a contabilidade seja muito maior do que muita gente imagina.
Há quem veja o contador apenas como alguém cercado de planilhas, documentos, obrigações fiscais. Mas quem conhece a realidade sabe que o contador é, muitas vezes, o primeiro conselheiro de quem decide empreender. São os contadores que ajudam uma pequena empresa a nascer. São os contadores que orientam o comerciante que está tentando manter as portas abertas. São eles, somos nós, que atravessam madrugadas fechando balanços, organizando folhas salariais, enfrentando sistemas, prazos e mudanças tributárias quase que diárias para garantir que uma empresa continue funcionando no dia seguinte.
O último prazo para entregar o Imposto de Renda está chegando. Todo brasileiro que já precisou prestar contas à Receita Federal sabe a diferença que faz ter ao lado um profissional competente, preparado e confiável.
O contador não aparece apenas no fim da conta. Ele está no começo da solução. E talvez este seja um dos maiores méritos dessa profissão: trabalhar no detalhe para proteger o todo, porque não existe crescimento sustentável sem transparência, não existe investimento sem confiança, não existe responsabilidade fiscal sem controle e não existe informação confiável sem a contabilidade séria.
O profissional da contabilidade faz algo fundamental para qualquer sociedade organizada: transforma números, dados e informações técnicas em clareza, segurança e confiança para empresas, governos e cidadãos. Os números de uma empresa não são apenas números. Eles contam histórias, revelam riscos, antecipam crises, mostram caminhos e ajudam o Brasil a funcionar.
Olho para os contabilistas aqui presentes e vejo homens e mulheres que trabalham em escritórios modestos no interior do País, ajudando pequenos empreendedores a sobreviver. Vejo profissionais que acompanham grandes empresas, garantem conformidade, previnem fraudes e ajudam a proteger empregos. Vejo professores formando novas gerações. Vejo servidores públicos comprometidos com a responsabilidade fiscal. Vejo profissionais que escolheram viver de algo raro no mundo de hoje: a credibilidade.
Talvez exista algo simbólico nisso, porque, em tempos de desinformação, improviso e superficialidade, a contabilidade continua exigindo exatamente o contrário: rigor, precisão e responsabilidade.
O contador trabalha com fatos, e fatos têm consequências. Por isso, tenho convicção de que a contabilidade é uma das profissões que mais honram a essência da República, porque República significa coisa pública, e coisa pública pertence ao povo.
Publicidade e transparência não são favores em uma democracia madura, são deveres. Ela não pode ser obscura, não pode ser manipulada, não pode servir a interesses escondidos. Nesse sentido, o contador exerce uma função que vai além da técnica. Ele ajuda a proteger a confiança, a legalidade e a fé pública, que sustentam empresas, instituições e a própria democracia.
Ao longo dos últimos anos, tive a honra de trabalhar nesta Casa em pautas ligadas à simplificação fiscal, à modernização das obrigações acessórias, à inclusão digital das pequenas empresas e à redução da burocracia. E faço isso porque sei, por experiência própria, que, quando o Estado sufoca quem produz, quem empreende e quem trabalha corretamente, o País inteiro perde.
Valorizar o contador é valorizar quem gera emprego, é valorizar quem empreende, é valorizar quem sustenta a economia real do País. E celebrar os 80 anos do Conselho Federal de Contabilidade é reconhecer o papel histórico de uma instituição que ajudou a elevar o nível técnico, ético e profissional da contabilidade brasileira. São 8 décadas defendendo responsabilidade, transparência e qualificação profissional. São 8 décadas acompanhando as transformações do Brasil.
O contador de hoje já não é apenas alguém que organiza documentos. É consultor, analista, estrategista. É especialista em governança, compliance, gestão de risco, planejamento tributário e inteligência de negócios.
Vivemos a era da inteligência artificial, da automação e da transformação digital. E, ao contrário do que muitos imaginam, isso não diminui a importância da contabilidade. Ela aumentou, porque, quanto mais tecnologia existe, maior se torna a necessidade de profissionais preparados para interpretar dados, orientar decisões e garantir segurança nas informações.
O Brasil precisa cada vez mais desses profissionais; precisa de gente que olhe para os números e enxergue neles a realidade; precisa de instituições que não negociem ética; precisa de profissionais que entendam que confiança demora décadas para ser construída e segundos para ser destruída.
Hoje, ao comemorar o Dia do Contabilista e os 80 anos do Conselho Federal de Contabilidade, esta Casa reconhece muito mais do que uma categoria profissional. Ela reconhece homens e mulheres que ajudam diariamente a sustentar o Brasil.
Termino relembrando como começamos: mais de meio milhão de profissionais registrados, milhões de empresas atendidas, uma presença silenciosa, mas indispensável em praticamente todos os setores da economia brasileira. Os números impressionam, mas existe algo ainda maior do que todos esses números: a confiança que cada contabilista do País construiu ao longo de décadas de trabalho sério. Empresas sobrevivem de capital, governos sobrevivem de arrecadação, mas economias inteiras sobrevivem de confiança, e não existe confiança econômica sem contabilidade.
Parabéns aos contabilistas do Brasil! Parabéns ao Conselho Federal de Contabilidade pelos 80 anos! Parabéns a todos! (Palmas.)
Neste momento, eu convido todos a assistirem ao vídeo preparado especialmente para esta sessão.
(Exibição de vídeo.) (Palmas.)
Registro a presença nas galerias dos alunos do ensino fundamental do Colégio Adventista de Anápolis, Goiás.
Sejam bem-vindos a esta Casa, professores e alunos! (Palmas.)
Registro a presença do Conselheiro da Embaixada da República do Haiti, Sr. Peternan Benjamin, e do Conselheiro da Embaixada da República Democrática do Congo, Sr. Mpiana Paulo. (Palmas.)
Registro também a presença do Presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo, o Sr. Antonio Carlos Santos. (Palmas.)
Convido para fazer uso da palavra nosso querido Senador Laércio Oliveira, também requerente da presente sessão.