Discurso durante a 91ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Satisfação com a assunção de S. Exa. ao cargo de Líder do Governo no Senado Federal e expectativa pela apreciação e aprovação de pautas significativas para a economia, para a ampliação de direitos e para o desenvolvimento do País.

Autor
Teresa Leitão (PT - Partido dos Trabalhadores/PE)
Nome completo: Maria Teresa Leitão de Melo
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atuação do Senado Federal, Economia e Desenvolvimento, Governo Federal, Poder Legislativo:
  • Satisfação com a assunção de S. Exa. ao cargo de Líder do Governo no Senado Federal e expectativa pela apreciação e aprovação de pautas significativas para a economia, para a ampliação de direitos e para o desenvolvimento do País.
Publicação
Publicação no DSF de 01/07/2026 - Página 53
Assuntos
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
Economia e Desenvolvimento
Outros > Atuação do Estado > Governo Federal
Organização do Estado > Poder Legislativo
Indexação
  • MANIFESTAÇÃO, POSSE, SENADO, EXPECTATIVA, APRECIAÇÃO, PROPOSIÇÃO LEGISLATIVA, APROVAÇÃO, PROPOSTA, PAUTA, IMPORTANCIA, ECONOMIA, AMPLIAÇÃO, DIREITO, DESENVOLVIMENTO, BRASIL.

    A SRA. TERESA LEITÃO (Bloco Parlamentar Pelo Brasil/PT - PE. Para discursar.) – Sr. Presidente Davi Alcolumbre, Srs. Senadores, Sras. Senadoras, todos os que nos escutam aqui, presentes ao Plenário, aqueles que estão em modo remoto e todos os que nos acompanham pelos veículos do Senado e pelas redes sociais, subo a esta tribuna, pela primeira vez na condição de Líder do Governo, primeiro para agradecer o acolhimento dos Senadores e Senadoras, meus colegas, nesta desafiadora missão.

    Recebo, com honra, gratidão e elevado senso de responsabilidade a designação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para exercer a Liderança do Governo nesta Casa. Eu o farei com lealdade, diálogo, disciplina e muito trabalho em favor do Brasil. Assumo esta missão absolutamente consciente dos desafios do momento e da importância do Senado Federal para a estabilidade institucional, o fortalecimento da democracia e a construção de soluções negociadas que o povo brasileiro espera.

    Chego com o compromisso e a disposição de contribuir para a continuidade e o avanço das políticas públicas que vêm promovendo crescimento econômico, inclusão social, geração de empregos, combate à fome, fortalecimento da educação e da saúde e desenvolvimento nacional. São políticas públicas que, gestadas ou não pelo Executivo – muitas são de iniciativa deste Poder –, têm contado com o apoio desta Casa desde a PEC da transição. Portanto, o meu compromisso é ajudar o Presidente Lula e sua missão com a transformação deste país, com diálogo permanente e aliançada com V. Exas. nos princípios comuns que mirem em um Brasil maior, mais soberano, mais inclusivo.

    Faço questão, por dever de lealdade e senso de perspectiva histórica, de registrar meu reconhecimento ao Senador Jaques Wagner, cuja trajetória política dispensa tantas mais apresentações ou adjetivações. Orgulho-me de que ele faça parte da nossa bancada, ao lado de lideranças com essa envergadura. Homem de diálogo sereno, com muita experiência acumulada ao longo da vida pública e conhecido pela habilidade, que V. Exas. todas conhecem, de construir consensos em torno do interesse do país. Os avanços alcançados pelo Governo com esta Casa trazem a marca do seu trabalho dedicado e de sua reconhecida capacidade de articulação política. Recebo este bastão com respeito à sua história e à importante contribuição que continuará, certamente, oferecendo à Bahia, ao Governo, ao Senado Federal e ao Brasil.

    Pretendo exercer esta função tendo o diálogo como método permanente. Buscarei construir pontes com todas as bancadas e lideranças partidárias, respeitando as diferenças legítimas que caracterizam a democracia e valorizando aquilo que nos une em favor do Brasil. Digo, sem mais reservas: minha percepção é que temas sensíveis tanto para a Oposição como para o Governo não devem ser tratados, Presidente, como bolas de futebol postas em disputas, entre empurrões, carrinhos desleais e cotoveladas. Quem será o juiz que vai nos dar um cartão amarelo? É o povo. Quem será o juiz que vai nos dar um cartão vermelho? É o povo. Não combina com esta Casa, como também não podemos ser assim tratados por outros que aqui não estão.

    A Copa do Mundo e todas as metodologias ou estratégias de futebol são resolvidas no campo de futebol. A gente até faz metáforas, mas as metáforas que a gente precisa fazer são aquelas que nos levam ao gol. Vamos trabalhar para fazer mais gols pelo nosso país: desdobrar a reforma tributária; projetos na área de segurança pública e de enfrentamento ao crime organizado, facções e criminalidade; enfrentar as diversas formas de violências, inclusive nas redes. Temos o Plano Nacional de Educação aprovado, que não pode ficar no papel. Temos que seguir atentos e atentas aos acontecimentos internacionais, defendendo os interesses do nosso setor produtivo e a nossa soberania; a centralidade do agronegócio, por exemplo, e do comércio com o nosso país e as relações internacionais; ao mesmo tempo, valorizando aquilo que aqui se produz, – como hoje, daqui a pouco, quando o Plano Safra for assinado pela Presidência da República. Temos questões econômicas a tratar, inclusive com uma fila de propostas que impactam as contas públicas da Federação e aguardam votação na Casa e que não devem, como mencionado reiteradamente pelo nosso Presidente, nem ficar paradas sem uma posição e nem ser pautadas sem a responsabilidade exigida para cada uma delas para o equilíbrio do país.

    Temos um projeto de país avançado sobre a escala 6x1. Esse é um ponto que, inclusive, será objeto de uma sessão de debates, amanhã, às 10h, aqui neste Plenário, e que deve nos unir, não deve nos separar. Esse é um passo civilizatório, que reconhece que o trabalho deve garantir dignidade e sustento, sem impedir o convívio familiar, o descanso e a qualidade de vida de quem move o país todos os dias com o suor do seu trabalho.

    Dirijo, com muita expectativa, uma saudação especial ao Presidente desta Casa, Davi Alcolumbre, com quem seguirei mantendo uma relação de cooperação institucional, respeito recíproco e busca permanente de entendimentos em torno de matérias de interesse nacional. E agradeço pela primeira reunião que tivemos, hoje pela manhã, na residência oficial. Agradeço o tom da reunião, a sinceridade da reunião, o que construímos na reunião e desejo que esta seja a primeira de muitas que virão para construirmos as nossas pautas de acordo com a nossa missão aqui no Senado, de acordo com os interesses do Governo, que eu represento, mas também respeitando o papel de Presidente do Poder que V. Exa. tem. E eu quero ajudá-lo cada vez mais para que o Senado tenha essa representação de respeitabilidade, de credibilidade que a sociedade lhe dedica e que nós temos, a cada passo, de aperfeiçoar.

    Acredito que a boa política se faz pela escuta, pela negociação transparente e pela capacidade de convergir quando os interesses do país assim o exigem. Na minha relação com V. Exa., não tenho reserva nessa construção, que, tenho certeza, tem muito mais potencial para ser acolhida por esta Presidência.

    Esta Casa tem sido protagonista, senhoras e senhores, na apreciação e aprovação de iniciativas importantes que fortalecem a economia, ampliam direitos e promovem o desenvolvimento do Brasil. Foi assim com a reforma tributária, com o novo arcabouço fiscal, com medidas de fortalecimento dos investimentos públicos, com iniciativas voltadas à educação, à infraestrutura, à transição ecológica e à proteção de brasileiros e brasileiras.

    Por isso, acredito que o Senado deve seguir exercendo sua missão histórica de aperfeiçoar, qualificar e viabilizar políticas públicas que beneficiem a população, contribuindo para a estabilidade institucional e para a segurança jurídica necessária ao desenvolvimento soberano do nosso Brasil.

    As divergências são naturais e legítimas. Adversários políticos devem se reconhecer como legítimos. O que não interessa ao Brasil são movimentos que produzam instabilidade, incerteza ou paralisia. O país precisa de diálogo, responsabilidade e compromisso com o interesse público. Nossa democracia depende de uma cultura política distinta, com moderação e compromisso coletivo com regras do jogo e, sobretudo, com a preservação de nosso país em sua inteireza.

    Tenho certeza de que todos que se acercam do Presidente neste momento, Senador Sergio Moro, Senador Rogerio Marinho, Senador Laércio, Senador Jaime Bagattoli, do nosso querido Presidente Senador Davi Alcolumbre, tenho certeza de que, nas conversas de microfone e nas conversas ao pé do ouvido, nós estamos buscando, sim, uma saída para os impasses, uma alternativa honrosa para cada um de nós, respeito e legitimidade aos diferentes, a cada posição que cada um daqui tem, porque foram essas posições que nos trouxeram até aqui – não interessa abrir mão dessas posições, mas interessa, sim, com elas construir.

    Então, senhoras e senhores, termino reafirmando: contem com minha disposição para o entendimento, para o respeito institucional e para a construção coletiva das soluções de que o Brasil necessita, repito, concentrando esforços em projetos que promovam entendimento, estabilidade institucional e melhorias concretas na vida do povo brasileiro.

    Muito obrigada, senhoras e senhores.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 01/07/2026 - Página 53