Discurso durante a 16ª Sessão Solene, no Congresso Nacional

Sessão solene destinada a celebrar os 118 anos de Imigração Japonesa no Brasil, destacando a contribuição da comunidade nipo-brasileira para o desenvolvimento do Brasil e resgatando a história das relações entre os dois países desde 1803. Considerações sobre a cooperação institucional entre Santa Catarina e o Japão e defende o fortalecimento contínuo da amizade e da cooperação bilateral.

Autor
Esperidião Amin (PP - Progressistas/SC)
Nome completo: Esperidião Amin Helou Filho
Casa
Congresso Nacional
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Cultura, Economia e Desenvolvimento, Homenagem, Indústria, Comércio e Serviços, Relações Internacionais:
  • Sessão solene destinada a celebrar os 118 anos de Imigração Japonesa no Brasil, destacando a contribuição da comunidade nipo-brasileira para o desenvolvimento do Brasil e resgatando a história das relações entre os dois países desde 1803. Considerações sobre a cooperação institucional entre Santa Catarina e o Japão e defende o fortalecimento contínuo da amizade e da cooperação bilateral.
Publicação
Publicação no DCN de 18/06/2026 - Página 13
Assuntos
Política Social > Cultura
Economia e Desenvolvimento
Honorífico > Homenagem
Economia e Desenvolvimento > Indústria, Comércio e Serviços
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Relações Internacionais
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO SOLENE, CELEBRAÇÃO, ANIVERSARIO, IMIGRAÇÃO, PAIS ESTRANGEIRO, JAPÃO, BRASIL, COMENTARIO, CONTRIBUIÇÃO, DESENVOLVIMENTO, REGISTRO, COOPERAÇÃO, ESTADO DE SANTA CATARINA (SC).

     O SR. ESPERIDIÃO AMIN (PP - SC. Para discursar. Sem revisão do orador.) - Bom dia a todos.

     Cumprimento a Mesa, na pessoa do Deputado Luiz Nishimori. Cumprimento todos os Parlamentares, na pessoa do Senador Nelsinho Trad, Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, e do Deputado Kim Kataguiri, representando os Parlamentares que estão aqui presentes. Cumprimento todas as autoridades.

     Quero fazer minhas as palavras do Presidente da sessão, ao fazer o retrospecto dessa jornada de 118 anos, na qual podemos dizer que aconteceu o imprevisto, a afinidade de culturas tão diversas, de uma maneira tão absoluta, tão completa.

     É importante frisar que essa história não começou em 1908. Ela começou, na verdade, de maneira muito pouco divulgada, em 1803, quando os primeiros quatro japoneses, que tinham sido resgatados como náufragos por uma expedição russa, chegaram à Ilha de Santa Catarina — em 1803, repito —, tornando-se, portanto, os primeiros japoneses a pisarem em terras brasileiras.

     Santa Catarina, portanto, possui um lugar especial e singular na história das relações entre esses dois países. Foi naquele solo que os japoneses tiveram o primeiro contato com o Brasil.

     Os relatos desses viajantes foram registrados na obra de Kankai Ibun, organizada, em 1807, por Otsuki Gentaku e Shimura Hiroyuki e considerada o documento mais antigo a registrar o contato de japoneses com o território brasileiro e com a Nação brasileira.

     O Brasil, que até então era conhecido apenas por meio de livros e relatos distantes, passava a adquirir contornos reais na imaginação japonesa, despertando interesse e esperança em um país que ainda vivia sob forte isolamento. Um século depois, a chegada do Kasato Maru consolidaria, definitivamente, esse entrelaçamento.

     Ao longo de décadas, os imigrantes japoneses e seus descendentes, como foi ressaltado pelo Deputado Nishimori, ajudaram a impulsionar vários setores da economia e da sociedade brasileira. Não posso deixar de registrar também o ocorrido em Santa Catarina. Posso citar como exemplo o Município de Frei Rogério, onde o impacto dessa afinidade e desse entrelaçamento é mais notório, notável e conhecido.

     Eu gostaria de homenagear o meu saudoso amigo Kazumi Ogawa e um familiar seu, o Wataru Ogawa, que já está com quase 97 anos e que passou pelos momentos de dor e de tensão em Hiroshima e em Nagasaki, em 1945.

     Nas relações que Santa Catarina construiu, particularmente, seguindo esta relação entre Brasil e Japão, especialmente com a participação da Jica, aqui representada pelo chefe da referida agência, o Sr. Akihiro Miyazaki, que está aqui presente, estreitamos os laços com termos de cooperação no ramo da fruticultura de clima temperado e da defesa civil, tendo eu, como Governador, em 1985, firmado o primeiro acordo — já renovado e ampliado — entre o Governo de Santa Catarina e o Japão.

     Portanto, podemos resumir dizendo que hoje os descendentes de japoneses representam uma comunidade vibrante e plenamente integrada à sociedade brasileira, como demonstram os participantes e representantes aqui presentes. De algumas centenas de pioneiros, a comunidade ultrapassou a marca de 2 milhões de descendentes, formando a maior população de origem japonesa do mundo no Brasil.

     Ao mesmo tempo, essa história foi construída em mão dupla. Se os japoneses ajudaram a construir o Brasil, muitos brasileiros também contribuem e contribuíram para o desenvolvimento do Japão.

     Comemorar os 118 anos de imigração japonesa é, portanto, celebrar valores universais de fraternidade, de paz e de progresso comum. Que nós possamos continuar cultivando os valores que unem brasileiros e japoneses: a amizade, a solidariedade, a busca pelo conhecimento, o respeito às tradições e a construção de um futuro de paz, como indica este símbolo, o tsuru, que a comunidade nipônica de Frei Rogério me conferiu. (Exibe broche.)

     O futuro de paz e de prosperidade compartilhadas é a marca do que nós podemos celebrar hoje. Portanto, a nossa admiração e o nosso reconhecimento à comunidade nipo-brasileira se confundem com esta amizade mais do que centenária. Pedimos que ela floresça e dê bons exemplos à humanidade, como vem dando.

     Vivam a amizade e a cooperação entre o Brasil e o Japão!

     Muito obrigado. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DCN de 18/06/2026 - Página 13