Discurso proferido da Presidência durante a 99ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão especial destinada a celebrar os 200 anos da Biblioteca e do Arquivo do Senado Federal. Destaque para a dimensão do acervo histórico e o papel essencial dos servidores públicos no livre acesso da população à história do país.

Autor
Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso proferido da Presidência
Resumo por assunto
Homenagem:
  • Sessão especial destinada a celebrar os 200 anos da Biblioteca e do Arquivo do Senado Federal. Destaque para a dimensão do acervo histórico e o papel essencial dos servidores públicos no livre acesso da população à história do país.
Publicação
Publicação no DSF de 09/07/2026 - Página 22
Assunto
Honorífico > Homenagem
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, BIBLIOTECA, ARQUIVO, SENADO, DESTAQUE, IMPORTANCIA, QUANTIDADE, DOCUMENTO, ATUAÇÃO, PESSOAS, SERVIDOR PUBLICO CIVIL, PRESERVAÇÃO, MEMORIA NACIONAL.

    O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) – Quero cumprimentar a nossa Diretora-Geral, Ilana; o nosso Coordenador-Geral da Secretaria de Gestão da Informação, Maciel Rodrigues Pereira; a Sra. Diretora da Secretaria de Gestão da Informação e Documentação, Daliane Aparecida Silverio de Sousa; o Coordenador do Arquivo do Senado Federal, Diogo Guerra; o Coordenador da Biblioteca do Senado Federal, Osmar Carmo Arouck Ferreira. Quero cumprimentar também todos os convidados, servidores da Biblioteca, do Arquivo e também servidores desta Casa.

    Há documentos que vão além de nos contar o que foi e como foi, contam também o que poderia ter sido. É esse o tipo de papel que há 200 anos começou a ser guardado neste Parlamento e que, de certa forma, viajou junto com a história do próprio Brasil.

    Em 6 de maio de 1826, no Palácio Conde dos Arcos, à beira do Campo de Santana, ao lado da 1ª Legislatura da Assembleia Geral do Rio de Janeiro, nasciam a Biblioteca e o Arquivo do Senado.

    E ali, um Império ainda jovem começava a desconfiar de si mesmo, o suficiente para se documentar.

    Quase um século depois, em 1925, mudaram-se para o Palácio Monroe, levando não caixas de papel, mas a certeza de que a memória também precisa de endereço digno. E em 1960 fizeram a travessia mais ousada de todas, deixaram o Rio e vieram para uma capital que ainda cheirava a terra batida e concreto fresco. E aqui em Brasília, onde tantos de nós um dia arriscamos tudo para começar de novo, o Arquivo e a Biblioteca também recomeçaram, provando que memória não é o oposto de futuro, mas sim a condição para que o amanhã exista. Foram três endereços, mas uma só missão: registrar para não repetir, guardar para não esquecer e lembrar para seguir decidindo com mais sabedoria.

    Por isso, ouso dizer que a identidade não é feita apenas de bandeira e hino, é feita também de arquivo. E que arquivo! São 43 mil caixas distribuídas em 7,5 mil metros lineares, guardando documentos que remontam de 1788, ainda no Brasil Colônia. É a nossa história administrativa e legislativa preservada linha a linha, decisão a decisão. Ao lado dela, uma biblioteca que reúne mais de 230 mil livros e 403 mil fascículos de revistas brasileiras e estrangeiras, somando mais de 6,5 mil títulos à disposição de qualquer cidadão que queira, de fato, entender como se faz uma lei neste país.

    E aqui está o ponto mais bonito, este acervo não pertence a um gabinete, a um partido ou a um mandato, pertence ao povo brasileiro. Qualquer pessoa pode entrar, pesquisar, consultar livremente. Isso não é apenas conservação, é democracia sendo exercida todos os dias, em silêncio, sem chamar atenção, mas com uma consistência que muitos discursos não têm.

    E o futuro já bate à porta dessas instituições. O acervo digital da biblioteca já reúne mais de 340 mil documentos. É bem possível que, daqui a uns 100 anos, o papel seja exceção, não regra. Mas tenho fé de que, seja qual for o suporte, a vocação permanecerá a mesma, porque não é a tecnologia que guarda a memória de um povo, são as pessoas que decidem todos os dias que vale a pena guardá-la.

    Por isso, meu reconhecimento a cada arquivista, bibliotecário e servidor que, nesses 200 anos, sustentam essa missão silenciosa. Vocês não escrevem os discursos que fazemos aqui, mas garantem que, um dia, alguém ainda vai poder lê-los. Duzentos anos não é o fim de uma história, é a prova de que uma nação que se lembra de si mesma tem mais chances de entender e continuar a crescer.

    Parabéns a todos vocês! (Palmas.)

    Convido a todos para acompanharmos as canções Congada, de autoria de Francisco Mignone, e O Trenzinho do Caipira, de Heitor Villa-Lobos, com poema de Ferreira Gullar.

(Procede-se à apresentação da música O Trenzinho do Caipira, de Heitor Villa-Lobos, com poema de Ferreira Gullar.) (Palmas.)

(Procede-se à apresentação da música Congada, de Francisco Mignone.) (Palmas.)

    O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) – Solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional.

(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)

    O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) – Eu quero registrar também a presença, aqui nas galerias do Plenário do Senado, dos alunos da instituição Aldeias Infantis SOS, que atua na promoção e defesa dos direitos da criança e dos adolescentes, jovens e suas famílias. Sejam bem-vindos a esta Casa!

    Registro também a presença do Sr. Embaixador da Etiópia, Leulseged Tadese Abebe; da Sra. Conselheira da Embaixada do Paraguai, Rosa Elizabeth Riquelme Salinas; do Sr. Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da 1ª Região, Johnathan Pereira Alves Diniz; do Sr. Superintendente Regional no Distrito Federal do Arquivo Nacional, Henrique Cesar de Jesus Piccolo; da Sra. Diretora da Biblioteca da Câmara dos Deputados, Janice Silveira; da Sra. Diretora da Biblioteca Central da Universidade de Brasília, Maria do Socorro Neri de Sousa; da Sra. Coordenadora de Documentação e Informação do Ministério da Cultura, Luciana Dutra; do Sr. Coordenador da Biblioteca do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Marcelo Hilário de Moraes; da Sra. Coordenadora da Biblioteca da Escola da Advocacia-Geral da União, Raíza de Miranda Vasconcelos; da Sra. Coordenadora substituta da Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça, Laila de Moura Dantas; da Sra. Coordenadora da Biblioteca do Tribunal Superior do Trabalho, Kassandra Trindade; do senhor fundador do Instituto Cultural D. Isabel, Bruno da Silva Antunes de Cerqueira; e do Sr. Diretor-Geral do Senado Federal no período de 1983 a 1986, Lourival Zagonel. Registro e agradeço a presença da Sra. Gabrielle Tatith Pereira, Advogada-Geral do Senado Federal.

    E, neste momento, eu concedo a palavra à Sra. Ilana Trombka, Diretora-Geral do Senado Federal. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 09/07/2026 - Página 22