Discurso durante a 128ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Crítica ao custo de vida, à insegurança pública e à atuação política do STF, com destaque para o resultado das eleições como manifestação da população em favor de uma agenda conservadora. Defesa da atuação da próxima legislatura na preservação das competências institucionais e celebração da expectativa de mudanças políticas e econômicas.

Autor
Damares Alves (REPUBLICANOS - Republicanos/DF)
Nome completo: Damares Regina Alves
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atuação do Estado, Atuação do Judiciário, Eleições, Poder Judiciário, Poder Legislativo:
  • Crítica ao custo de vida, à insegurança pública e à atuação política do STF, com destaque para o resultado das eleições como manifestação da população em favor de uma agenda conservadora. Defesa da atuação da próxima legislatura na preservação das competências institucionais e celebração da expectativa de mudanças políticas e econômicas.
Publicação
Publicação no DSF de 07/10/2026 - Página 14
Assuntos
Outros > Atuação do Estado
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
Jurídico > Direito Eleitoral > Eleições
Organização do Estado > Poder Judiciário
Organização do Estado > Poder Legislativo
Indexação
  • CRITICA, CUSTO DE VIDA, SEGURANÇA PUBLICA, ATUAÇÃO, POLITICA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), DESTAQUE, RESULTADO, ELEIÇÃO, MANIFESTAÇÃO, POPULAÇÃO, CONSERVADORISMO, DEFESA, LEGISLATURA, PRESERVAÇÃO, COMPETENCIA, CELEBRAÇÃO, EXPECTATIVA, ECONOMIA.

    A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar.) – Obrigada, Presidente.

    Aí eu já aproveito e já cumprimento a Zenaide enquanto ela vai se conectando...

    O SR. PRESIDENTE (Confúcio Moura. Bloco Parlamentar Democracia/MDB - RO) – Exatamente.

    A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – ... pela reeleição dela. Já dei um abraço aqui, no Humberto.

    Sr. Presidente, eu quero falar principalmente com o cidadão brasileiro hoje, o pai e a mãe de família que está me assistindo agora.

    No último domingo, o Brasil não foi apenas votar; o Brasil deu um grito, e foi um grito de socorro misturado com um grande basta!

    A urna não elegeu só Deputados, Senadores e Governadores; ela serviu como verdadeiro plebiscito sobre o que estão fazendo com o nosso país, e o recado para este Governo e para o STF foi direto: o povo está cansado.

    E sabem por que o povo está cansado? Porque a vida real não acontece nos gabinetes com ar-condicionado aqui em Brasília. A vida real acontece na fila do supermercado. Dona Maria e seu João vão ao supermercado hoje com uma nota de R$100; voltam para casa com quase nada na mão.

    Como é que uma mãe consegue dormir sabendo que amanhã não tem a comida para o seu filho? Como é que um idoso consegue dormir sabendo que não vai ter o dinheiro para pagar os seus remédios?

    O custo de vida está sufocando as famílias brasileiras. O pobre voltou a contar moedas para comprar o básico. E eu quero dar um exemplo aqui: as pessoas estão comprando pizza no iFood para parcelar uma pizza em três vezes. Quando nós chegamos a essa situação, em que uma pizza é parcelada em quatro vezes – o pagamento –, três, quatro, a gente percebe o tamanho do desespero do povo brasileiro. E não sou só eu que digo: os dados oficiais do próprio IBGE mostram.

    Recentemente, a inflação voltou a ser puxada pelo grupo de alimentos e bebidas. O grupo avançou 0,40% em setembro, pressionando o índice oficial após um período de recuo. Os produtos consumidos em casa subiram 0,38% em setembro, revertendo a queda de agosto. O tomate subiu 20,76%; o arroz avançou 2,39, e as carnes registraram alta de 1,30% em setembro. E o povo não está comendo picanha. Com certeza.

    O custo para colocar comida na mesa e garantir os remédios básicos, em meses recentes, foi o que mais pesou no bolso. A inflação bate direto no prato de quem trabalha.

    E, quando não é a fome batendo na porta, é o medo. O trabalhador acorda de madrugada, no escuro, vai para o ponto de ônibus tremendo, sem saber se chegará vivo ao local de trabalho ou se voltará para casa vivo. Tem medo de perder o celular, que ele parcelou em 12 vezes, o único bem que ele tem, para um bandido que, no dia seguinte, está solto na rua, de novo – se for preso.

    Nossas famílias não têm pais dentro da própria casa. A segurança pública virou piada, e o cidadão de bem virou refém.

    Vejam os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026: as estatísticas escancaram a realidade nua e crua. Estados como Bahia, Ceará, Alagoas e Pernambuco registram taxas altíssimas de mortes violentas, muito acima da média nacional. O cidadão clama por segurança nas ruas e dentro de casa.

    O povo brasileiro não é bobo. As pessoas percebem o quanto quem deveria governar e fazer justiça vira as costas para a realidade.

    Essa eleição foi um recado duro. A população não aceita mais quem defende bandido, esquece a população e desvaloriza a polícia.

    Mas essa população também não aceita mais o que o Supremo Tribunal fez. As últimas decisões do Supremo Tribunal e esse protagonismo político que os ministros assumiram provocou uma reação na urna, especialmente nas duas últimas semanas. O voto na urna foi um recado para o STF.

    Atenção, Srs. Ministros: obrigada por terem nos ajudado a eleger o maior Senado mais conservador da história e um número enorme de Deputados Federais conservadores. Vocês passaram do limite, e o resultado, Srs. Ministros, está na urna, está na composição desta Casa aqui. A população brasileira não quer uma Suprema Corte atuando politicamente. O Brasil não quer mais uma Suprema Corte em que haja os meus e os seus contra os meus e os seus, o que a gente viu recentemente: decisões nas últimas 24 horas da eleição, decisões contraditórias. O Brasil cansou disso e o Brasil deu a resposta na urna.

    Também o Brasil não aceita mais a prisão do maior Líder da direita, que é Jair Messias Bolsonaro. Cada voto depositado na direita, na urna, no último domingo, foi uma espécie de habeas corpus. É aquele brasileiro que não concorda com a prisão de General Braga Netto, um herói brasileiro; General Heleno; Anderson Torres; os coronéis aqui do meu Distrito Federal, que não cometeram crime algum, e que estão enjaulados. Cada voto depositado na direita foi uma espécie de habeas corpus às pessoas que ainda se encontram presas por acusações indevidas, por crimes que não cometeram. Presos políticos. Então, esse foi o resultado da urna.

    E tem uma coisa que eu preciso celebrar também, Presidente: a urna elegeu muitas mulheres. E o Senado Federal fez história: o número de mulheres que nós elegemos na urna – e mulheres conservadoras. Eu precisava fazer esse destaque.

    Mas eu quero fazer um destaque também para um fenômeno que aconteceu na urna no domingo passado: o número de jovens eleitos. Os campeões de votos no Brasil foram jovens – e mulheres jovens. Aqui, no meu Distrito Federal, a mulher mais votada foi uma jovem mulher, de 25 anos de idade, que nunca pensou em se candidatar. A mulher mais votada foi uma jovem no Distrito Federal. E esse fenômeno se repetiu no Brasil. A Deputada mais votada em São Paulo, uma jovem. Aconteceu também no Rio de Janeiro e em outros estados. Eu celebro a participação feminina e o resultado na urna para a representatividade feminina, mas faço um destaque para a mulher jovem que foi eleita.

    E faço aqui um destaque especial ao piá de Minas Gerais. Ô, piá valente! O que é aquilo? Que líder que o Brasil ganhou! E acho que estão brigando com o piá errado, pegaram briga com o piá errado. Nikolas se tornou um fenômeno da política brasileira. E eu já começo a ver Nikolas sentado nas cadeiras deste Senado nos próximos anos. Já começo a ver Nikolas indo muito longe, como um político corajoso, valente, coerente, com pautas claras, com discurso claro, assertivo. O piá de Minas merece abraço.

    E um recado para a Suprema Corte. Srs. Ministros, façam um favor para o Brasil: fiquem apenas julgando, porque vocês foram indicados para a Suprema Corte para julgar, para tomar decisões jurídicas. Parem de se envolver em política. E, se possível também, parem de se envolver em tantos atos de corrupção. Nós estamos de olho na Suprema Corte.

    E se preparem: o próximo Senado Federal não vai permitir que a Suprema Corte aja como agiu nesse período eleitoral.

    Brasil, há esperança para nós!

    Povo brasileiro, ontem a Bolsa mandou recado. Vocês viram o resultado do dólar? Vocês viram o resultado do mercado? Flávio Bolsonaro, pelo desempenho dele na urna, já mudou as expectativas econômicas. Imagine com Flávio Bolsonaro eleito!

    Vamos lá, Brasil! Temos esperança.

(Soa a campainha.)

    A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Nós vamos ter comida na mesa, nós vamos ter segurança pública.

    E parabéns a todos os Congressistas que foram eleitos, aos Congressistas conservadores que estão vindo com pautas claras para a gente resgatar o Brasil da miséria, da insegurança e trabalhar para que as instituições ocupem seus devidos lugares.

    Obrigada, Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 07/10/2026 - Página 14