Fala da Presidência durante a 42ª Sessão Especial, no Senado Federal

Abertura de Sessão Especial destinada a celebrar o Dia Nacional da Defensoria Pública.

Autor
Jorge Kajuru (PSB - Partido Socialista Brasileiro/GO)
Nome completo: Jorge Kajuru Reis da Costa Nasser
Casa
Senado Federal
Tipo
Fala da Presidência
Resumo por assunto
Data Comemorativa, Defensoria Pública, Homenagem:
  • Abertura de Sessão Especial destinada a celebrar o Dia Nacional da Defensoria Pública.
Publicação
Publicação no DSF de 20/05/2025 - Página 8
Assuntos
Honorífico > Data Comemorativa
Organização do Estado > Funções Essenciais à Justiça > Defensoria Pública
Honorífico > Homenagem
Matérias referenciadas
Indexação
  • ABERTURA, SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, DIA NACIONAL, DEFENSORIA PUBLICA.

    O SR. PRESIDENTE (Jorge Kajuru. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO. Fala da Presidência.) – Senhoras e senhores, por gentileza, tomem seus assentos. Fiquem à vontade, sejam bem-vindos.

    Conforme a Mesa Diretora aqui sabe, desculpem os outros Senadores e as outras Senadoras, mas Kajuru nunca atrasou um minuto em nada. Eu sou londrino, sou pontual. Então vamos começar a nossa sessão. São 10h20 da manhã.

    Inicialmente, brasileiras e brasileiros, minhas únicas vossas excelências, uma segunda-feira, 19 de maio de 2025, em que me sinto muitíssimo honrado. Sou o Senador que mais presidiu sessões até hoje desde 2019, sempre escolhido pelo Presidente histórico deste Congresso Nacional e meu amigo pessoal, Davi Alcolumbre, e aqui há muita gente do seu amado Amapá, inclusive da Defensoria Pública, e depois o mesmo com o também meu amigo pessoal, Presidente histórico deste nosso Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco.

    Faço questão porque aqui não é apenas uma Casa de Parlamento, de debate, de apresentação de projetos, é uma Casa que precisa respeitar algumas classes neste país. E esta sessão especial de hoje vai ficar marcada na minha história, eu que, graças a Deus, quero apenas ter um mandato, porque eu apresentei a PEC Kajuru, que propõe o fim da reeleição para Prefeitos, Governadores e Presidentes, e é uma PEC que vai ficar na história, evidentemente. Se eu sou contra a reeleição de outros, eu não posso ser a favor da minha. Seria incoerência. Eu apenas quero deixar um legado aqui. E não sou, como muitos dizem, especialmente no meu estado, pelo qual tenho gratidão eterna, Goiás, o Senador da saúde, o Senador da habitação, o Senador dos transportes, o Senador do diabetes, do autismo, das doenças raras, das cirurgias de cataratas; eu também sou o Senador da Defensoria Pública, pelo respeito a vocês todos, a vocês todas.

    Eu conheci em Goiânia, quando eu era Vereador, no primeiro ano de mandato, uma defensora pública referência para o Brasil e, depois da nossa amizade, o seu esposo, que está aqui presente. Ela é uma carioca goiana, a Fernanda Fernandes, que ali está, aqui na primeira mesa. E ela sabe que, pela paixão que eu tenho pela Defensoria Pública – eu conheço tantos defensores e defensoras em todo o Brasil, porque morei em vários estados–, eu fui o responsável por uma emenda justa naquela PEC do Judiciário, em que vocês não estavam incluídos, incluídas nela. A Fernanda veio aqui com várias amigas e amigos, e eu fiz questão absoluta de entrar com essa emenda, porque, do contrário, cometeríamos uma injustiça com a classe e com a história que vocês têm neste país. Agora, o que a gente espera, como aqui tem muito amapaense, é que me ajudem a convencer o nosso Presidente Davi a colocar em votação, porque, senão, será mais um projeto, mais uma propositura engavetada – e o Davi não tem esse perfil.

    Esta sessão especial do Senado Federal destinada a celebrar o Dia Nacional da Defensoria Pública me faz declarar aberta a sessão, sob a proteção de Deus, iniciando os nossos trabalhos.

    A presente sessão especial foi convocada em atendimento ao Requerimento nº 25, de 2025, de minha autoria, juntamente e prazerosamente com o Presidente do Congresso Nacional, o amapaense Davi Alcolumbre. Todos os demais Senadores e Senadoras concordaram e nos acompanharam, com aprovação unânime.

    A sessão é destinada, como eu disse, a celebrar o Dia Nacional da Defensoria Pública.

    De imediato, eu convido para compor esta sessão especial... Desculpem pelo espaço, poderia aqui ficar com o espaço dobrado para que outros e outras também estivessem. Inicio convidando para compor a mesa desta sessão especial os seguintes convidados: o Sr. Leonardo Cardoso de Magalhães, que é Defensor Público-Geral Federal, a quem aplaudimos. (Palmas.)

    Fique à vontade, Leonardo. Bom dia, querido. Seja bem-vindo!

    O Sr. José Rodrigues dos Santos Neto, que é Defensor Público-Geral do Estado do Amapá e certamente votou no Davi Alcolumbre. (Palmas.)

    Ela, que eu já disse aqui, a carioca goiana, a Sra...

    Querido, prazerão. Fique à vontade.

    A Sra. Fernanda Fernandes, Presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep). (Palmas.)

    Como eu não abro mão na vida do bom humor, por ter trabalhado por 50 anos e agora ter voltado à carreira na televisão brasileira, uma carreira nacional, eu trabalhei com o Chico Anysio, eu trabalhei com o Jô Soares... Prazerão, Fernanda, fique à vontade. E adoro o bom humor. Então, o bom humor é o seguinte: quem é amigo ou quem é amiga da Fernanda, ela veio morar em Brasília e veio pedir conselho para mim: "Kajuru, é difícil morar em Brasília?". Eu falei: "Não é fácil, mas a cidade é gostosa, tem a culinária, é acolhedora. Você vai gostar". Aí ela falou assim: "É, aqui a coisa é profissional". Eu falei: "É, amador, o único que deu certo foi o Aguiar, assim mesmo porque era dono do Bradesco, né? (Risos.)

    Então, aqui é lugar de profissional. Só que tem profissionais que também, infelizmente, causam decepções, mas a cidade eu passei, sinceramente, a adorá-la. Morei em Gênova, morei em Paris, morei em Roma, morei no Rio, em São Paulo, em Belo Horizonte, em Goiânia, mas Brasília é uma cidade para a gente saber enaltecer também o lado bom dela.

    Convido a Sra. Luciana Grando Bregolin, que é Presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), para compor a mesa, por gentileza. (Palmas.)

    Fique à vontade. Eu já a conheci aqui antes de iniciar a sessão. Eu lhe agradeço.

    O Sr. Oleno Inácio de Matos, que é o Presidente do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege). (Palmas.)

    Convido também... Eu o conheci antes aqui, ele é de Roraima. Eu já fui logo perguntando: "E esse novo Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, que é de Roraima?". Eu achava que ele ia ao estádio e perguntava quem era a bola, mas aí não, o Deputado, que é também Defensor, Deputado Federal Stênio Dener – que eu convido para a mesa – disse que ele é muito bom, competente e principalmente honesto, que é do que o futebol brasileiro precisa, não é? (Palmas.) Hã? (Palmas.) É Stélio Dener.

    É porque eu fiquei pensando em uma assessora minha, que é uma das mais competentes do Senado Federal – eu não vou dar o nome dela –, eu falei: "E esse Presidente da confederação, que é de Roraima?". Ela falou assim: "Eu fui namorada dele com 16 anos de idade. Ele era boa-pinta". Eu falei: "Não quero saber se ele é boa-pinta, eu quero saber se ele é correto". Ela falou: "É". (Risos.)

    Bem, gente, como toda sessão começa desta forma, só para ter um pouco de humor – a vida tem que ter humor –, hoje aqui eu não vou usar a frase que eu sempre uso quando presido sessões especiais como esta. Repito: para mim é a mais especial dos meus seis anos e meio de mandato. Aqui eu poderia dizer, com todo o respeito aos homens: os homens são importantes, mas as mulheres são essenciais. Eu não enxergo bem em função do diabetes, da retina, mas o Datena e o ex-Presidente Jair Bolsonaro falam: "O Kajuru só enxerga o que ele quer". Portanto, eu estou enxergando muita gente aqui e não vou usar essa frase, porque eu já estive em sessão aqui com homem muito feio e mal-educado, e aqui não, aqui só tem gente bem-educada, gente inteligente, gente séria, gente decente. Então, aqui todos nós somos iguais.

    E vamos convidar a todos para, em posição de respeito, acompanharmos o Hino Nacional Brasileiro.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 20/05/2025 - Página 8