Pronunciamento de Cleitinho em 08/07/2025
Discurso durante a 76ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Preocupação com a possível aprovação do Projeto de Lei nº 2234/2022, que dispõe sobre a exploração de jogos e apostas em todo o território nacional.
Apoio à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais mensais, condicionada à adoção de compensações tributárias justas e progressivas, como a elevação da carga sobre casas de apostas, instituições financeiras e grandes fortunas.
Críticas aos supostos supersalários do Poder Judiciário, ao perdão de dívidas bilionárias e à manutenção de privilégios nos Três Poderes.
- Autor
- Cleitinho (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/MG)
- Nome completo: Cleiton Gontijo de Azevedo
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Administração Pública Direta,
Direito Penal e Penitenciário,
Fiscalização e Controle da Atividade Econômica,
Tributos:
- Preocupação com a possível aprovação do Projeto de Lei nº 2234/2022, que dispõe sobre a exploração de jogos e apostas em todo o território nacional.
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Imposto de Renda (IR):
- Apoio à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais mensais, condicionada à adoção de compensações tributárias justas e progressivas, como a elevação da carga sobre casas de apostas, instituições financeiras e grandes fortunas.
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Atuação do Judiciário:
- Críticas aos supostos supersalários do Poder Judiciário, ao perdão de dívidas bilionárias e à manutenção de privilégios nos Três Poderes.
- Aparteantes
- Eduardo Girão.
- Publicação
- Publicação no DSF de 09/07/2025 - Página 39
- Assuntos
- Administração Pública > Organização Administrativa > Administração Pública Direta
- Jurídico > Direito Penal e Penitenciário
- Economia e Desenvolvimento > Fiscalização e Controle da Atividade Econômica
- Economia e Desenvolvimento > Tributos
- Economia e Desenvolvimento > Tributos > Imposto de Renda (IR)
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
- Matérias referenciadas
- Indexação
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- APOIO, PROJETO DE LEI, ISENÇÃO FISCAL, IMPOSTO DE RENDA, BAIXA RENDA, CRITICA, BANCOS, EMPRESARIO, DEFESA, IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS.
- CRITICA, PROJETO DE LEI, CRIAÇÃO, LEI FEDERAL, EXPLORAÇÃO, ATIVIDADE ECONOMICA, JOGO DE AZAR, APOSTA, CASSINO, BINGO, JOGO ELETRONICO, JOGO DO BICHO, COMPETENCIA, REGULAMENTAÇÃO, UNIÃO FEDERAL, MINISTERIO DA ECONOMIA, CRITERIOS, NORMAS, PODER DE POLICIA, FISCALIZAÇÃO, PODER PUBLICO, ATUAÇÃO, SISTEMA NACIONAL, COMPOSIÇÃO, ORGÃOS, ENTIDADE, ADMINISTRAÇÃO PUBLICA, REQUISITOS, PESSOA JURIDICA, GESTÃO, RISCOS, DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA, AUDITORIA, TURISMO, EXERCICIO PROFISSIONAL, AGENTE, DIREITOS, PESSOA FISICA, PARTICIPAÇÃO, MAIORIDADE, CADASTRO, AMBITO NACIONAL, IDENTIFICAÇÃO, PROIBIÇÃO, ACESSO, LOCAL, PUBLICIDADE, PREVENÇÃO, LAVAGEM DE DINHEIRO, INCIDENCIA, REGIME JURIDICO, TRIBUTOS, TAXA, CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMINIO ECONOMICO (CIDE), IMPOSTOS, DEFINIÇÃO, INFRAÇÃO, PENALIDADE, CRIME, PENA.
- CRITICA, REMUNERAÇÃO, SUBSIDIO, JUDICIARIO, MAGISTRADO, MINISTERIO PUBLICO.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Para discursar.) – Sr. Presidente, muito obrigado.
Uma boa tarde a todos os Senadores e Senadoras e à população que acompanha a gente, a você que está acompanhando a gente pela TV Senado e a todos os servidores desta Casa.
Eu quero começar falando aqui, sendo sempre justo, que sempre primeiro é o povo e depois o povo. Independente de ser oposição ao Governo, jamais serei oposição ao país e oposição ao povo. Não sou aliado do Lula, mas sou aliado de vocês.
Estou falando isso por quê? Porque eu sou a favor da isenção do Imposto de Renda de quem ganha até R$5 mil, para não precisar mais pagar, mas para isso acontecer tem que ter compensação. E eu estou vendo o Governo colocar algumas compensações para serem dialogadas, discutidas aqui dentro do Congresso Nacional e eu queria chamar a atenção de vocês para o seguinte: eu vou apoiar, mas eu quero que o Governo também me apoie em algumas ideias que eu vou dar aqui.
Eu quero mostrar isto aqui para vocês, gente: o BBB. É o BBB que o Governo quer fazer, não é? É o BBB. Vamos lá.
Este primeiro aqui é o de bets. Primeiro, não deviam nem existir bets, deviam ter acabado com isso aqui. Infelizmente regulamentaram. Isso é um atraso de vida para a população brasileira, mas, se tiver para eles pagarem mais, não tem problema. Aqui é uma pirâmide: quem ganha mais mesmo a gente nem sabe quem que é e nem daqui é. Então, que paguem mais, não vejo problema nisso; podem pagar mais, sim. E eu vou apoiar, porque o povo mesmo não ganha nada com isso; pelo contrário, só perde. Tem gente aí endividada, tem gente se suicidando por causa dessa porcaria... Então, se é utopia acabar com essa porcaria, façam com que eles paguem mais, sim, para que o que ganha R$5 mil seja isento de pagar Imposto de Renda.
Aí sobre esta turma aqui também eu sou a favor demais que... Bancos! São os juros abusivos... Vai lá ao banco achar que ele está com você, viu?! Banco é igual o diabo, ele só toma de você; ele cria uma expectativa, cria uma ilusão que vai ajudar, mas, não, o banco está é roubando você, você pode ter certeza disso! E com juros altos. Então, dessa turma aqui também, se quiser cobrar mais... Banqueiros têm que pagar mais, sim! Eu sou a favor que banqueiros paguem mais. Por isso, vou apoiar.
Agora, moral da história, gente, que eu queria mostrar para vocês aqui, está aqui: os bilionários. Quero deixar bem claro que esta história de nós contra eles não vai chegar a lugar nenhum. A gente tem que parar de tratar o empresário ou o bilionário que seja ou quem ganha dinheiro como se fosse o bandido da história. Eles não são o problema da história. Se puder pagar mais, que pague mais, porque eu sou sempre a favor do seguinte... Deixem ganhar mais dinheiro, acho que o Estado não tem que atrapalhar quem ganha dinheiro, tem que ajudar; que ele ganhe e que possa pagar mais. E parem de tratar como se fosse o inimigo. O inimigo não é o trabalhador, o empresário. O trabalhador, o empresário, gente, é fonte de riqueza; nós três Poderes somos fonte de despesa. Então, o problema não está no trabalhador, no milionário ou no rico; o problema está na classe política. É aqui que a gente tem que cortar, na própria carne também.
E aí eu queria chamar a atenção para estes bilionários aqui, para estes extraordinários bilionários, que têm que entrar no jogo: o Judiciário. O Judiciário também tem que pagar a conta. São os três Poderes pagando a conta: Judiciário, Executivo e Legislativo. Somos nós que temos que pagar a conta também. Nós precisamos entrar nesse jogo.
E aí, Governo, você vai topar? É porque aqui tem uma PEC minha que fala o seguinte: fim dos supersalários. Tem que acabar com isso. E o Judiciário tem que pagar a conta. Eu não vejo problema, para aquele trabalhador que ganha R$5 mil poder ficar isento de pagar Imposto de Renda, em aumentar o nosso, que é de 27%. No Judiciário, Executivo e Legislativo, a gente pode pagar uns 5% a mais, ficando em uns 32%. Não tem problema nenhum. Eu tenho essa sugestão aqui também. Tenho projeto de lei.
Sabem para o quê eu quero chamar a atenção aqui da população brasileira? Tem alguns bilionários que têm que pagar a conta também. Eu quero saber por que o Maduro ainda não foi cobrado da dívida que tem com o Brasil de R$10 bilhões. O Governo vai tocar nessa ferida também? Porque eu também apoio. A Venezuela tem que pagar o que deve para o Brasil. São R$10 bilhões. Tem mais aqui, gente. Perdoou R$500 milhões de dívidas das Americanas. Está aqui. Lula deu mais de R$5 bilhões de desconto nas multas de empreiteiras que roubaram, da Lava Jato. Quero mostrar mais para vocês aqui, ó. O Toffoli suspende multa de mais de R$10 bilhões de acordo. Sabe com quem? Com aquela turma lá dos Batistas, da J&F. Vocês já sabem quem são, essa turma aqui, os irmãos Batistas, não é? Eles também têm que pagar a conta. E eles também são bilionários. Eles precisam pagar essa conta também, mas, não, essa turma está tendo é perdão de dívida.
A gente tem que ser justo aqui. Eu vou falar novamente. Não vejo problema nenhum... Para mim, empresário ou quem ganha dinheiro tem que ganhar mais. Não tem problema. Eu acho que o Governo não tem é que atrapalhar, porque quanto mais ganha, se puder ajudar mais, tem que ajudar mais. Isso é ser justo, é ser equilibrado. Quem ganha mais tem que pagar um pouco a mais mesmo. Senão, não serve... Para que serve o Estado? Para que serve a política? Então, a gente tem que ser coerente e justo aqui. Não é porque é uma proposta que está vindo do Governo, que é do Lula, que eu vou deixar de apoiar, não, mas desde que se faça justiça, desde que o Judiciário pague a conta também, desde que o Executivo pague a conta e desde que o Legislativo também pague a conta de uma reforma administrativa, de uma reforma política.
Todos nós temos que entrar nesse bolo, porque nós somos fonte de despesa. Somos nós que temos que dar bons exemplos aqui; somos nós que temos que tomar vergonha na cara.
E o problema do país, gente... Parem de colocar essa questão de nós contra eles; eu acho, povo, que é vocês contra o sistema aqui. O sistema está aqui; o que não deixa o país andar está aqui, no Congresso Nacional. É aqui que não deixam o país andar! É aqui que nós temos que tomar vergonha na cara! É aqui que, no ano que vem, tem eleição e que, para a festa da democracia, que custa caro, vai ter R$6 bilhões para gastar com político, para o político bater à porta da sua casa, falar um monte de mentira, depois se eleger e ainda roubar você. Vocês viram o que aconteceu, hoje, com a Polícia Federal, né? Ela veio aqui, ao Congresso, foi a um gabinete, foi ao apartamento de um Deputado. Vocês viram: não sei quantos milhões de reais. Então, somos nós que temos que pagar a conta! O problema do país não está no trabalhador nem no empresário, não, gente; pelo contrário, eles são sócios de mais de 50% desta máquina que funciona aqui. O problema está em nós. O problema de que tem que cortar a própria carne, começar a dar bons exemplos e tomar vergonha na cara é nosso.
Governo, mande uma proposta para acabar, Girão, com os bilhões de emendas secretas, porque falavam e apontavam o dedo na época do Governo Bolsonaro, mas até hoje tem emendas secretas! Querem acabar? Vamos acabar!
Sabem o que vai ser votado, hoje, aqui? A gente está fazendo uma mobilização e espero, Senadores... Porque está desgraçando a vida de todo mundo. A gente está vendo a questão das bets. É cassino que será votado hoje aqui e que vão regulamentar. Vocês estão vendo o que vai acontecer no país? Vai ser votado daqui a pouco. Eu queria chamar a atenção aqui, gente... Vocês viram o que está acontecendo com a questão de bets, com várias pessoas endividadas, pessoas se suicidando, e aí vão vir com essa história, agora, de regulamentar cassino, para, depois, daqui uns dois anos – escrevam o que eu estou falando e guardem esta fala minha –, abrirem uma CPI sobre isso de novo. E nós regulamentamos, igual aconteceu com as bets, para, depois, virem falar que tem lobby, tem isso, tem aquilo e tem não sei mais o quê. Então, o momento de cortar pela raiz é agora. Isso será votado aqui, agora.
E, independentemente de que lado você seja, se você é base do Governo, se você é oposição, se você é do PT, do PL, do Republicanos, do Novo, de qualquer partido que for, vote contra essa proposta, gente. É o momento de a gente dar uma satisfação para a população brasileira. Façam uma pesquisa, um plebiscito na rua e perguntem se a população quer que se regulamentem cassinos e bingos. Eles não querem que a gente faça isso.
Tinha até um pessoal ali fora querendo conversar comigo: "Cleitinho, coloque lotérica também". Amigo, eu vou votar contra; não adianta você falar comigo, não! Tinha gente querendo vir ao meu gabinete. Não percam tempo comigo, não percam tempo comigo! Eu não faço lobby aqui por nada! Não adianta me procurar! Não adianta! "Cleitinho, vamos conversar..." Não adianta! Não vai adiantar! Eu entrei com estas mãos limpas aqui e vou sair daqui com as mãos limpas. Foi assim que o meu pai me ensinou.
Eu estou muito satisfeito e tenho que me ajoelhar a Deus e agradecer pelo salário que eu ganho. Eu nunca, na minha vida, achei que eu iria ganhar R$40 mil brutos, para poder trabalhar terça, quarta e quinta – e às vezes nem quinta a gente trabalha –, para ter carro oficial, com uma placa bonita escrito "Senado", para ter um apartamento funcional maravilhoso, para ter até auxílio vitalício... O que é que é, Senador?
O Sr. Eduardo Girão (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Fora do microfone.) – Plano de saúde.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Plano de saúde vitalício. Gente, quando eu iria ter isso na minha vida?! Eu só tenho que me ajoelhar e agradecer a Deus. Eu trabalhava em um varejão, de segunda a sábado, para ganhar R$4 mil, R$5 mil, mas ralava igual a um louco, para não ter benefício nenhum, para chegar aqui e ter esse privilégio.
Não adianta vir falar comigo de lobby, de querer... Comigo não funciona; comigo não vai ser assim, não! Eu tenho vergonha na cara! E a única coisa que eu tenho na minha vida... Meu pai me ensinou isso desde pequeno: "Você é pobre, meu irmão; você é trabalhador; a única coisa que você tem na sua vida é seu nome; honre seu nome".
(Soa a campainha.)
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Então, a única coisa que eu tenho aqui é meu nome, mas eu posso, com o meu nome, sair de cabeça erguida lá em Minas Gerais, andar na minha cidade, fazer uma musculação aqui, ir para a academia, ir a um restaurante de cabeça erguida. Eu não devo nada para ninguém, graças a Deus!
Deus, muito obrigado! Muito obrigado, povo brasileiro, mineiro, por vocês terem me dado esta oportunidade, este privilégio de estar nesta Casa maravilhosa aqui, a Casa do Senado, de poder usar este terno, esta gravata aqui maravilhosa, de poder falar pelo meu povo aqui. Então, eu estou muito satisfeito.
Comigo não funciona, gente. Não adianta vir até mim não, viu? E eu vou começar agora a andar com um gravador dentro desse corredor, porque, se vierem fazer graça comigo, eu vou expor todo mundo. Comigo não funciona e não vai funcionar! Eu vou sair daqui com as mãos limpas – entrei e vou sair com as mãos limpas aqui! A minha consciência que eu tenho aqui é com o povo e com Deus.
Eu espero hoje que os Senadores, de uma forma respeitosa, porque eu estou falando aqui com cada um e eu respeito cada um que pensa diferente de mim também, possam nessa questão dessa...
(Soa a campainha.)
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – ... regulamentação dos jogos, Girão, votar contra, porque a gente já tem aqui as bets e outros jogos mostrando que não funciona, e esse também não vai funcionar.
Fique à vontade.
O Sr. Eduardo Girão (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para apartear.) – Presidente... Você me permite, Presidente Plínio, um aparte ao Senador Cleitinho, que sempre faz um discurso muito firme, coerente?
Quero lhe dar os parabéns, Senador, e dizer que nós estamos juntos nas duas pautas em que o senhor tocou, tanto na questão do supersalário, sobre o qual o Senado já devia ter feito a parte dele... Está lá na CCJ.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Supersalários, tem que acabar com isso.
O Sr. Eduardo Girão (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Está na CCJ, está na CCJ! Por que a gente não vota esse negócio amanhã, antes do recesso, para dar de presente para a população? Não um presente de grego, que é votar negócio de bingo e de cassino. Pelo amor de Deus, a gente tem que ter o mínimo de responsabilidade e de humanidade nesta Casa!
É como o senhor bem falou... E eu vi aqui nos corredores o pessoal abordando e tal.
E eu venho da área do turismo...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O Sr. Eduardo Girão (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – "Eu vou jogar no Brasil, me deu vontade de jogar, eu vou para o Brasil." Isso é lorota, isso é lorota! Eu sou da área do turismo. Não tem nenhuma base, muito pelo contrário. Isso vai tirar emprego, como estão tirando as bets, o que o senhor falou. Saíram aí bilhões, dezenas de bilhões de reais de atividade produtiva do Brasil para ir para os magnatas. E querem fazer de novo: levar, para magnata, bingo e cassino? Parem com isso! A gente já viu esse filme de terror. Vamos ter responsabilidade.
Parabéns, Senador Cleitinho.
Eu aproveito o aparte para apresentar aqui, Presidente... Nós temos aqui dois convidados: o Deputado Pastor Antônio, de Sergipe, que está ali, que veio também para esta sessão – vieram dos estados deles para participar desta sessão, preocupados com essa questão de ampliação de jogo de azar no Brasil –, e também o nosso querido Sergio Harfouche, que é um grande homem de bem também, como o Deputado Pastor Antônio, que tem compromisso...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Eu vou finalizar, Sr. Presidente, só mostrando para a população brasileira que dá para taxar, sim, alguns ricos. Estes também têm que entrar na conta. Deixem-me explicar para vocês aqui, gente – olhem que beleza! –: "Supersalários de juízes acima do teto custam R$10,5 bilhões por ano, aponta pesquisa". Vou repetir: mais de R$10 bilhões por ano! Aí tem isto aqui: "Supersalários: promotores receberam R$800 mil em um único mês". Qual trabalhador que faz uma escala de 6x1, que ganha R$1,5 mil, para trabalhar igual a um condenado, para ter que pagar Imposto de Renda de R$5 mil, para manter promotor para ganhar R$800 mil em um mês? Eu faço essa pergunta. Independentemente de que lado você seja, seja de esquerda, seja de direita, seja de qualquer partido for, isso aqui é um murro na cara do povo brasileiro, isso aqui é um tapa na cara do povo brasileiro! A gente precisa urgentemente tocar nessa ferida e acabar com os supersalários. Isso precisa acabar aqui dentro do Senado! Não tem condição uma pessoa só ganhar R$1,5 milhão numa tacada só, quando o trabalhador brasileiro...
(Soa a campainha.)
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – ... está ganhando aí R$1,5 mil – R$1,5 mil!
Independentemente de qualquer ideologia que for, qualquer Presidente da República que vier aqui fazer pelo povo, eu vou defender. Então, Lula, faça pelo povo que eu vou defender o povo, independentemente, porque minha maior ideologia, primeiro, é Jesus Cristo; depois, meu pai, José Maria; e depois, o povo; depois, o povo; e mais o povo ainda!
Muito obrigado.