Pronunciamento de Confúcio Moura em 10/01/2023
Discussão durante a 1ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Discussão sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) n° 1, de 2023, que "Aprova a intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal, nos termos do Decreto nº 11.377, de 8 de janeiro de 2023, com o objetivo de pôr fim a grave comprometimento da ordem pública."
- Autor
- Confúcio Moura (MDB - Movimento Democrático Brasileiro/RO)
- Nome completo: Confúcio Aires Moura
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discussão
- Resumo por assunto
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Defesa do Estado e das Instituições Democráticas,
Segurança Pública:
- Discussão sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) n° 1, de 2023, que "Aprova a intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal, nos termos do Decreto nº 11.377, de 8 de janeiro de 2023, com o objetivo de pôr fim a grave comprometimento da ordem pública."
- Publicação
- Publicação no DSF de 11/01/2023 - Página 27
- Assuntos
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
- Matérias referenciadas
- Indexação
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- DISCUSSÃO, PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO, APROVAÇÃO, INTERVENÇÃO FEDERAL, AMBITO, SEGURANÇA PUBLICA, DISTRITO FEDERAL (DF), RESTABELECIMENTO, ORDEM PUBLICA, ELOGIO, ATUAÇÃO, POLICIA, LEGISLATIVO, NECESSIDADE, PACIFICAÇÃO, BRASIL.
O SR. CONFÚCIO MOURA (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - RO. Para discutir. Por videoconferência.) – Sr. Presidente, Senadoras, Senadores, primeiramente, Sr. Presidente, eu vi o Lael Varella subindo aí os degraus do Plenário, na tribuna; fiquei muito feliz. Fui colega do Lael por três mandatos, na Câmara dos Deputados. Foi sempre um Deputado mineiro ao extremo, cuidadoso, zeloso, trabalhador exemplar. Ao ver o Lael subindo os degraus, fazendo o seu discurso curto, fiquei muito emocionado, com muita vontade de abraçá-lo. Isso tudo sem ter por ele uma amizade próxima, apenas uma convivência na Câmara dos Deputados, com 513 Deputados. Não dava para a gente ter intimidade – eu, que sou da Amazônia, de Rondônia –, não dava para ter essa intimidade com o Lael, mas eu o admirava muito, gosto dele até hoje. Quando ele subiu aí, hoje, para tomar posse como Senador, fiquei profundamente emocionado. Então, o meu abraço ao Lael Varella, muito querido, muito estimado. Eu sei que você está saindo da vida pública, seus filhos estão galgando espaço. Então, eu fico muito satisfeito em vê-lo.
Em segundo lugar, sobre os acontecimentos, eu sei que, se se fosse deixar todo mundo falar aqui, a gente falaria 20 minutos, 30 minutos, só sobre esse acontecimento trágico de domingo passado, não é? São acontecimentos com que o Brasil não era acostumado, mas eu convivi, minha gente, no período da ditadura inteira, eu vivi todo o período ditatorial! Com todos os ditadores brasileiros, os Presidentes militares, eu convivi. Eu vi o que é a ditadura. Eu não tenho saudade da ditadura. Eu vi colegas meus de escola sendo presos, assim, de uma maneira com que até eram feridos todos os princípios do direito. Eu sinto isso, então, não tenho saudade da ditadura. Por isso não aprovo, de maneira nenhuma, essas manifestações.
E terrorista, gente – vocês viram todos os ataques nas torres gêmeas nos Estados Unidos, vocês viram as manifestações do Estado islâmico, vocês viram o mundo todo com o terrorismo –, não se passa mel de abelha no lábio de terrorista; terrorista tem que ser punido. Essa certeza da punição, às vezes, a punição física dentro do aprisionamento, ou mesmo a punição pecuniária com o ressarcimento dos danos ao Erário é necessária, como bem disse o nosso Presidente Pacheco no seu discurso de introdução; é necessário isso tudo!
Então, a imagem do Brasil ficou ferida, ficou, assim, desmoralizada perante o mundo, parecendo um país sem governo. Isso feriu muito... Toda a imprensa nacional... O mundo foi solidário. Então, essas manifestações não tiveram apoio nem do país internamente, nem do mundo.
Então, minha gente, eu acredito que a gente tem que realmente manter essa linha, manter o nosso Senado firme, parabenizar a polícia legislativa pelo brilhante trabalho que fizeram, não é? E vamos trabalhar assim, tentando pacificar o nosso país, que deve ser pacificado. Não tem como se governar um país, promover crescimento, promover pleno emprego sem ter realmente uma pacificação. E essa pacificação terá de agora em diante.
Era só isso, Sr. Presidente.
Muito obrigado.