Pronunciamento de Cleitinho em 28/04/2026
Discurso durante a 43ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Apoio ao fim da escala 6x1, com contestação de argumentos contrários à medida. Cobrança de reformas moral, política e de consciência, voltadas à redução de privilégios e despesas da máquina pública.
Defesa do Projeto de Lei nº 2051/2023, de autoria de S. Exa., que altera a forma de cobrança do IPTU em contratos de locação, com o objetivo de impedir que o pagamento seja repassado ao inquilino.
- Autor
- Cleitinho (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/MG)
- Nome completo: Cleiton Gontijo de Azevedo
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
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Atividade Política,
Trabalho e Emprego,
Transparência e Governança Públicas { Modernização Administrativa , Desburocratização }:
- Apoio ao fim da escala 6x1, com contestação de argumentos contrários à medida. Cobrança de reformas moral, política e de consciência, voltadas à redução de privilégios e despesas da máquina pública.
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Obrigações e Contratos:
- Defesa do Projeto de Lei nº 2051/2023, de autoria de S. Exa., que altera a forma de cobrança do IPTU em contratos de locação, com o objetivo de impedir que o pagamento seja repassado ao inquilino.
- Publicação
- Publicação no DSF de 29/04/2026 - Página 33
- Assuntos
- Outros > Atividade Política
- Política Social > Trabalho e Emprego
- Administração Pública > Transparência e Governança Públicas { Modernização Administrativa , Desburocratização }
- Jurídico > Direito Civil > Obrigações e Contratos
- Matérias referenciadas
- Indexação
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- CRITICA, PROPOSTA DE EMENDA A CONSTITUIÇÃO (PEC), ALTERAÇÃO, CONSTITUIÇÃO FEDERAL, TRABALHO, EMPREGO, DIREITOS SOCIAIS, TRABALHADOR, REDUÇÃO, DURAÇÃO, JORNADA DE TRABALHO, HORARIO DE TRABALHO, ARGUMENTO, INSUFICIENCIA, ARRECADAÇÃO, CARGA TRIBUTARIA, GASTOS PUBLICOS, CORRUPÇÃO, COMENTARIO, CUSTO, POLITICA, DEFESA, CORTE, PRIVILEGIO, CLASSE POLITICA, REVISÃO, NUMERO, PARTIDO POLITICO.
- DISCURSO, DEFESA, APROVAÇÃO, PROJETO DE LEI, ALTERAÇÃO, LEI FEDERAL, OBRIGAÇÕES, LOCADOR, PAGAMENTO, IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO (IPTU), PROIBIÇÃO, CLAUSULA, CONTRATO, OBRIGATORIEDADE, LOCATARIO.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Para discursar.) – Sr. Presidente, uma boa tarde aos Senadores e Senadoras que acompanham a gente aqui no Plenário.
Quero mandar um abraço para o nosso conterrâneo que está aqui, Domingos Sávio. Seja bem-vindo, Domingos Sávio!
Quero mandar um abraço para quem está presente aqui no Plenário, hoje – sejam bem-vindos! – e também à população que acompanha a gente pela TV Senado.
Eu começo a minha fala aqui, chamando a atenção de toda a população brasileira, porque a gente vai debater... Vai chegar aqui ao Senado a questão do fim da escala 6x1. Isso é bem dividido, polêmico, tem pessoas que concordam em acabar com a escala e tem outras pessoas que não. Uma das maiores críticas que vêm é dizer que isso vai quebrar o país, mas está na hora de a gente mostrar o que realmente pode e que quebra o país. E eu até falo mais: no nosso país aqui, gente, não é falta de dinheiro, é falta só de vergonha na cara, porque o que mais tem aqui é dinheiro. De tudo que o povo brasileiro consome, 50% são de imposto. Então, não é falta de dinheiro, é porque o país sempre foi... O país está quebrado, porque é roubado; todo o povo brasileiro sabe disso. Então, antes dessa ladainha de ficar falando: "Ah, não, vai quebrar a empresa, vai quebrar o país", não vai quebrar nada! O país aqui nunca foi quebrado, o país foi roubado. Então, está na hora de mostrar o que quebra o país.
Vamos lá: 1 Presidente, 1 Vice-Presidente, 81 Senadores, 513 Deputados Federais, 27 Governadores, 27 Vices – e vamos lembrar que vice não serve para nada –, 1.059 Deputados Estaduais, 5.568 Prefeitos, 5.568 Vice-Prefeitos, 58 mil Vereadores, que dão para encher o Mineirão. Vamos lá que tem mais: aí dá um total, gente, de 70 mil políticos, que dão para encher o Maracanã no final de Copa do Mundo – 70 mil políticos. Olhe para você ver o que vira este país. Aí, com os cargos comissionados, sabe a quanto chega, gente? São 641 mil cargos comissionados.
Vocês estão vendo o que quebra o país? Vamos mostrar agora como fica: R$248 mil por minuto, quase R$15 milhões por hora, R$357 milhões por dia, R$10 bilhões por mês, R$130 bilhões por ano, e ainda tem o fundo partidário agora, para o político poder bater na porta da sua casa, pedir voto e falar que é a festa da democracia, que são mais de R$5 bilhões. Ah, e um detalhe: aqui no Senado, gente, a gente tem um plano de saúde vitalício, que já gastou, em 12 anos, mais de R$300 milhões. Mas eu falo que dele eu abri mão.
Então, não é falta de dinheiro e não vai quebrar o país. Eu estou mostrando para vocês o que quebra o país aqui, todo dia, o que quebra o país é isso. Ah, na maioria das vezes, além de dar esse gasto para a população brasileira pagar – muitos não estão aqui generalizando para não ir para a Comissão de Ética –, ainda rouba de vocês a classe política. Então, não é falta de dinheiro e nunca vai ser, é falta de vergonha na cara. A gente precisa aqui – já passaram tantas reformas: reforma da previdência, reforma trabalhista –, está na hora de uma reforma moral, de uma reforma de consciência e de uma reforma política.
Eu estou aqui falando para vocês que estou pronto para cortar da própria carne, porque um monte de partidos que, às vezes, não serve para nada, inclusive o meu; pode pegar todos, bater no liquidificador e jogar dentro da pia. Que fique claro isso aqui!
Então, o problema do país, gente, nunca vai ser o empresário e o trabalhador. Coloquem isto na cabeça de vocês: o trabalhador e o empresário são fontes de riqueza; a fonte de despesa está aqui. Então, não venham com essa ladainha de que o país estará quebrado! O país nunca estará quebrado, o país sempre foi roubado. Se eu estiver mentindo aqui, gente, pode pegar um aparte e falar.
Eu queria tocar em outro assunto aqui, agora. Pelo amor de Deus, gente, vocês que têm muitos imóveis não fiquem chateados com o Cleitinho. É polêmico, mas é verdadeiro. Olhe, isto aqui: eu acabei de fazer um projeto de lei, IPTU é do proprietário, e não do inquilino. O IPTU é do proprietário, não do inquilino! Você, se quiser ter 100 mil imóveis, 100 imóveis, 500 imóveis, é um direito seu, mas não obrigue dentro do contrato o inquilino pagar, porque vai falar assim: "Não, Cleitinho, a lei já obriga o proprietário a ter que pagar o IPTU". Não, não, não! A lei está lá, mas, na hora em que chega o contrato, sabe o que fazem na negociação? O proprietário pega e obriga o inquilino no contrato a ter que pagar o IPTU. É justo? Eu acabei de entrar com um projeto de lei aqui, para proibir, na hora da negociação, fazer o inquilino ter que pagar IPTU. Você pode ter até 100 imóveis, 500 imóveis, mas você tem a obrigação de pagar o IPTU. Aí vai falar assim: "Cleitinho, mas aí não, ele vai embutir, ele vai colocar...". Ah, mas aí tem o livre mercado, meu amigo. O inquilino, na hora em que for procurar imóvel para alugar – tem vários imóveis para alugar –, procure o mais barato. Agora obrigar o inquilino a pagar o IPTU... E, novamente, eu não quero que você tenha 500 imóveis, eu quero que você tenha mil, 1,5 mil, mas que seja justo. Quem tem que pagar o IPTU nunca é o inquilino; é o proprietário. Acabei de entrar com esse projeto de lei aqui, e espero que o Senado o tramite o mais rápido possível, para a gente fazer justiça neste país. Quem tem que pagar IPTU não é o inquilino; é o proprietário.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Hoje foi mais rápido, viu? Amanhã nós falamos mais.