Pronunciamento de Jaques Wagner em 16/06/2026
Como Relator durante a 83ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Como Relator sobre o Projeto de Lei (PL) n° 5672, de 2025, que "Dispõe sobre a transferência simbólica da sede do Governo Federal para o Município de Salvador, no Estado da Bahia, na data de 2 de julho de cada ano; e dá outras providências."
- Autor
- Jaques Wagner (PT - Partido dos Trabalhadores/BA)
- Nome completo: Jaques Wagner
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Como Relator
- Resumo por assunto
-
Administração Pública Direta,
Data Comemorativa,
Poder Judiciário,
Poder Legislativo:
- Como Relator sobre o Projeto de Lei (PL) n° 5672, de 2025, que "Dispõe sobre a transferência simbólica da sede do Governo Federal para o Município de Salvador, no Estado da Bahia, na data de 2 de julho de cada ano; e dá outras providências."
- Publicação
- Publicação no DSF de 17/06/2026 - Página 81
- Assuntos
- Administração Pública > Organização Administrativa > Administração Pública Direta
- Honorífico > Data Comemorativa
- Organização do Estado > Poder Judiciário
- Organização do Estado > Poder Legislativo
- Matérias referenciadas
- Indexação
-
- RELATOR, PROJETO DE LEI, CRIAÇÃO, LEI FEDERAL, TRANSFERENCIA, SEDE, GOVERNO FEDERAL, ATIVIDADE, EXECUTIVO, LEGISLATIVO, JUDICIARIO, UNIÃO FEDERAL, MUNICIPIO, SALVADOR (BA), MES, JULHO, CELEBRAÇÃO, INDEPENDENCIA, ESTADO DA BAHIA (BA).
O SR. JAQUES WAGNER (Bloco Parlamentar Pelo Brasil/PT - BA. Como Relator.) – Presidente, obrigado.
Eu queria registrar a presença do Deputado Leo Prates, da Bahia, que foi o autor do projeto.
E o 2 de julho para nós, baianos – e deveria ser para todos os brasileiros –, é porque Dom Pedro proclamou a Independência em 7 de setembro, mas os portugueses não concordaram com a proclamação e se mantiveram concentrados no Recôncavo Baiano, com tropas, com a Marinha fiel à Coroa portuguesa, pretendendo retomar o Brasil como colônia.
É de se registrar que onde mais morreram negros, índios, portugueses que concordavam com a Independência e brasileiros em geral foi na Bahia. De 7 de setembro de 1822 a 2 de julho de 1823, os portugueses pelejavam para nos manter como Brasil Colônia. E, repito, a luta foi sangrenta, com muitas mortes, e, finalmente, no dia 2 de julho de 1823, quase um ano após a proclamação da Independência, a tropa marinha portuguesa se retirou, exatamente acuada pela resistência baiana aderente ao processo de Independência.
Então, o 2 de julho, para nós, é a data maior, o Hino da Bahia é o hino ao 2 de julho. O hino religioso mais conhecido da Bahia, que é o Hino ao Senhor do Bonfim, foi feito exatamente no centenário do 2 de julho – portanto, em 2 de julho de 1923.
E todo 2 de julho, diferentemente do 7 de setembro, que é uma marcha oficial, uma parada oficial, nós lá temos uma marcha absolutamente popular, com colégios, com charangas, carregando a imagem do caboclo até a cerimônia final no Campo Grande.
E, quanto ao pedido de urgência, é porque o dia 2 de julho já está chegando. Portanto, eu quero dizer que ele se inspirou numa coisa minha, porque eu transfiro a capital baiana para Cachoeira, que foi onde começou a luta, e ele teve uma ideia mais brilhante de transferir a capital brasileira, simbolicamente, para a Bahia, nesse 2 de julho.
Eu agradeço a V. Exa. por ter votado a matéria.