Discurso durante a 93ª Sessão Deliberativa Extraordinária, no Senado Federal

Cobrança de urgência na apreciação do Projeto de Lei nº 1338/2022, que dispõe sobre a possibilidade de oferta domiciliar da educação básica.

Apoio a candidaturas de oposição para o Senado Federal nas eleições de 2026.

Manifestação de apoio aos caminhoneiros e defesa da Medida Provisória nº 1343/2026, que estabelece a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte rodoviário de cargas e a geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

Reflexão sobre mudanças nas relações de trabalho e sobre a necessidade de adaptação da legislação às transformações tecnológicas e sociais.

Autor
Magno Malta (PL - Partido Liberal/ES)
Nome completo: Magno Pereira Malta
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Crianças e Adolescentes, Educação Básica:
  • Cobrança de urgência na apreciação do Projeto de Lei nº 1338/2022, que dispõe sobre a possibilidade de oferta domiciliar da educação básica.
Eleições e Partidos Políticos:
  • Apoio a candidaturas de oposição para o Senado Federal nas eleições de 2026.
Transporte Terrestre:
  • Manifestação de apoio aos caminhoneiros e defesa da Medida Provisória nº 1343/2026, que estabelece a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte rodoviário de cargas e a geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
Ciência, Tecnologia e Informática, Trabalho e Emprego:
  • Reflexão sobre mudanças nas relações de trabalho e sobre a necessidade de adaptação da legislação às transformações tecnológicas e sociais.
Publicação
Publicação no DSF de 03/07/2026 - Página 12
Assuntos
Política Social > Proteção Social > Crianças e Adolescentes
Política Social > Educação > Educação Básica
Outros > Eleições e Partidos Políticos
Infraestrutura > Viação e Transportes > Transporte Terrestre
Economia e Desenvolvimento > Ciência, Tecnologia e Informática
Política Social > Trabalho e Emprego
Matérias referenciadas
Indexação
  • DISCURSO, URGENCIA, PROJETO DE LEI, ALTERAÇÃO, ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, RESSALVA, OBRIGAÇÃO, PAES, MATRICULA, ESTABELECIMENTO DE ENSINO, ACOMPANHAMENTO, FREQUENCIA ESCOLAR, FILHO, HIPOTESE, OFERTA, EDUCAÇÃO BASICA, DOMICILIO, LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL, CRITERIOS, REQUISITOS, AUTORIZAÇÃO, ENSINO, EDUCAÇÃO, OBRIGATORIEDADE, ACESSO, COMPETENCIA, PODER PUBLICO, FISCALIZAÇÃO, DESENVOLVIMENTO, APRENDIZAGEM, AVALIAÇÃO, CONTEUDO, CURRICULO, BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC), REGISTRO, ATIVIDADE, PEDAGOGIA, DIRETRIZ, CONSELHO NACIONAL, CONSELHO DE EDUCAÇÃO, DEFESA, REGULAMENTAÇÃO, EDUCAÇÃO DOMESTICA, AMPLIAÇÃO, LIBERDADE, ESCOLHA, FAMILIA.
  • APOIO, CANDIDATURA, OPOSIÇÃO, ELEIÇÕES, SENADO, ANUNCIO, FLAVIO BOLSONARO, CANDIDATO, PRESIDENTE DA REPUBLICA.
  • DISCURSO, APOIO, MEDIDA PROVISORIA (MPV), ALTERAÇÃO, LEI FEDERAL, OBRIGATORIEDADE, CADASTRAMENTO, OPERAÇÃO, TRANSPORTE, CODIGO, IDENTIFICAÇÃO, MEDIDAS ADMINISTRATIVAS, CUMPRIMENTO, Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, POSSIBILIDADE, APLICAÇÃO, MEDIDA CAUTELAR, MEDIDAS COERCITIVAS, SUSPENSÃO, REGISTRO, TRANSPORTADOR RODOVIARIO, CONTRATAÇÃO, SERVIÇO DE TRANSPORTE, VALOR, FRETE, PRAZO, COMPETENCIA, REGULAMENTO, AGENCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES (ANTT), FIXAÇÃO, PENALIDADE, CANCELAMENTO, REITERAÇÃO, MULTA.
  • COMENTARIO, TRANSFORMAÇÃO, TECNOLOGIA, TRABALHO, EDUCAÇÃO, DEFESA, LEGISLAÇÃO, ACOMPANHAMENTO.

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Para discursar.) – Sra. Presidente, Senador Girão, Senadora Damares, eu serei rápido. É um pedido para que se paute o Requerimento 495, a urgência desse PL 1.338, de 2022, que requer urgência na regulamentação do ensino domiciliar no Brasil.

    Tem sido uma luta. Essa pauta e a discussão desse assunto, Sra. Presidente Senadora Damares, que preside neste momento, têm apoiamento de 31 Senadores, por bancada, e, individualmente, 25 assinaturas; mais do que o Regimento Interno requer.

    O homeschooling não é uma discussão nova. Tem gente achando que isso é discussão nova, que tem que discutir mais. É uma realidade que sentaram em cima – ideologicamente sentaram em cima – para impedir o ensino domiciliar. Há anos esse assunto vem sendo discutido e debatido no Congresso Nacional, com audiências públicas muitas, estudos muitos, manifestações com especialistas, e V. Exa. é parte desse debate e dessas audiências públicas.

    Esse protelamento causa insegurança jurídica, um desespero em jovens, adolescentes, crianças. E o bandido, no Brasil, que deveria estar preso, está solto. E a mãe ou o pai, que põe suas energias à disposição dos seus filhos porque não querem vê-los assaltados pela tal cultura woke, que destrói a mente dos nossos filhos com pornografia, com ensinos de libertinagem em nome de liberdade, exaltando a figura, para mim repugnante, de Paulo Freire... Eles não se contentaram com a destruição tão somente da universidade, mas também da mente das nossas crianças, com a hormonização de crianças, orientação do Ministério da Saúde, do Conselho de Saúde do Brasil, de que a partir de 14 anos de idade... Aliás, eles já estão fazendo isso há muito tempo na USP, em São Paulo. Então, para que isso?

    Eu achei que o Presidente ia permanecer aí, mas, se V. Exa. quiser tomar a decisão, que tome – se eu estivesse no seu lugar, eu tomaria –, que coloque extrapauta. Essa pauta está tão discutida e é muito importante que a gente trate dela no Plenário de uma vez, porque já aconteceu na Câmara dos Deputados.

    As famílias brasileiras estão vivendo nessa insegurança, famílias sofrendo, juízes cometendo atrocidades... Aliás, os juízes que cometeram as atrocidades, eu já os denunciei no CNJ, no Conselho Nacional de Justiça, que também acho que não vai dar em nada porque o Conselho Nacional de Justiça foi criado por esta Casa como uma Comissão de Ética do Judiciário, mas se tornou um outro poder que, na verdade, dá suporte para que o outro Poder, o Supremo, cometa as atrocidades e os crimes que vem cometendo quando estão ameaçando prender pais de crianças que estão aprendendo em casa! Prender esses pais! Tem muito Ministro e muito juiz que devia estar preso, mas está de toga! Tentando decidir a vida dos outros, mas vive de lobby. É o que nós estamos vendo neste país.

    Então, Sra. Presidente, esse meu requerimento é para pautar para o Plenário e tirar da Comissão. Chega! Até porque, se ficar na Comissão, não vai acontecer nada. É para que ele venha direto para o Plenário, para que a gente possa decidir aqui o que a Câmara já decidiu há mais de dois anos.

    E, para o povo brasileiro que está nos vendo e nos ouvindo, não é pauta nova. O que é novo é o que vocês estão vendo aí na televisão agora, estão vendo nas redes sociais, na internet: pais sendo presos porque crianças hiperdotadas, que falam cinco idiomas, aprendem dentro de casa, diferentemente de crianças das escolas públicas do Brasil, sem suporte, sem nada, onde o professor, além de ganhar pouco, tem medo de ir para a sala de aula, de ser agredido por alunos drogados.

    Então, é uma disparidade o que nós estamos vivendo. Eu vim ao Plenário – aliás, estou com a garganta aqui que só Jesus – para pedir ao Presidente que traga o projeto para o Plenário, tire-o da Comissão; está mais do que debatido! A senhora é capaz de dizer quantas audiências públicas já fizemos sobre o homeschooling nesses anos? Não precisa debater mais nada! Já chegou ao ponto da barbaridade de mandar prender os pais! Esses meninos, essas crianças viraram marginais por aprenderem música, falarem mais de um idioma, serem músicos por excelência, sabem?

    Nós precisamos disso; nós precisamos disso.

    Eu alerto o Brasil – para encerrar a parte deste requerimento, porque eu tenho um outro –: nós só temos uma chance. Se isso não acontecer agora, porque o que Deus tinha que fazer Deus já fez... Dirijo-me a você, brasileiro: a gente pediu para Deus salvar o Brasil. A gente orou, os católicos rezaram, a gente ungiu bandeira, a gente foi para o monte e chorou: Deus, Deus, Deus... Em toda denominação, pelo menos na evangélica, quando confessamos nossa fé... Tem o culto cívico no Sete de Setembro. Todas as igrejas fazem, entram com a bandeira, com o pavilhão, cantam o Hino Nacional; "Deus salve o Brasil!"...

    Deus fez. A gente pediu tanto que ele fez: abriu o esgoto. Abriu o esgoto, tirou a tampa da fossa e mostrou o que a gente deve fazer, porque hoje nós conhecemos todos os bandidos do Brasil, conhecemos todos os canalhas do Brasil, desde o Judiciário à classe política! E não dá mais para segurar um na mão do outro, porque fossa só tem merda; então, se está com a mão cheia de merda, não dá nem para segurar na mão do outro mais! Nós temos o Presidente da outra Casa enrolado, o Presidente da nossa Casa enrolado...

    Então, é o seguinte: se nós não elegermos... Aliás, prestem atenção, brasileiros: é preciso eleger mais de 40 pit-bulls sem vacina, que nunca foram vacinados! Esse é o perfil dos Senadores que têm que vir para cá para impitimar esses urubus do Supremo Tribunal Federal, esse consórcio de perversos, de gente ruim, sem qualquer tipo de sentimento – mas que gostam de fazer negócio gostam! Contravenção, então, é o forte! O Toffoli tem um resort que tem um cassino! É contravenção, é crime no Brasil, mas para eles pode tudo por dinheiro; os caras são tarados por dinheiro!

    Então, ou são 45 pit-bulls que nunca foram vacinados ou então não vai dar jeito. Não adianta! Nós vamos eleger o Presidente. Meu candidato é o Flávio Bolsonaro; vamos elegê-lo. Agora, vamos colocá-lo lá e, se não colocarmos 45 pit-bulls aqui, eles vão fazer com ele pior do que fizeram com o pai dele; pior do que fizeram com o pai dele! "Ah, mas aí, se a gente ganhar, vai ser uma bênção, porque Flávio vai poder indicar quatro Ministros do Supremo". Não, vai indicar oito, porque quatro nós vamos impitimar de cara – de cara, logo. Assim que passar, que tomar posse em janeiro, tem quatro para voar, mas isso se tiver 45 pit-bulls aqui; se não tiver, vai ficar nesse marasmo que está aqui, em que três, quatro falam e o resto... mais mudos do que calados – ou mais calados do que mudos, sei lá! Do jeito que vai, volta, dá certo.

    E outros estão com a fralda cheia no Supremo, não aparecem nem na sessão, né? E outros aparecendo, né? Nem aqui vêm, mas vai lá no Portal da Transparência que eles devem estar viajando para algum lugar, em hotéis, em primeira classe, não sei quanto – está lá o preço das passagens.

    Aliás, o Líder do Governo, agora, o Jaques Wagner, dos dólares lá que encontraram ele falou que aquilo era de viagem, que até os envelopes são do Senado. Eu, como nunca viajei com dinheiro do Senado, nunca fiz viagem nenhuma com dinheiro do Senado, nunca recebi diária de nada, não sei nem se o dólar é dado em dinheiro dentro de um envelope. É assim que funciona? Eu não sei como é que funciona. Mas o cara falou: "Não, não, isso aí é tudo do Senado para viagem". Ué, recebeu para viagem e não viajou?!

    Isso não tem nada a ver com meu requerimento, tem a ver com minha indignação. Agora eu vou para o outro.

    Já está... Não, tenho dois minutos ainda, que podem ser transformados em quatro, se Deus quiser.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Senador Magno Malta, já lhe demos três minutos...

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Ah, é?

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Vamos lhe dar mais quatro minutos, Senador.

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Agora, se a gente ocupar o tempo de todo mundo que não está aqui, aí nós vamos até meia noite... Não, porque aí o pessoal da Taquigrafia já sofreu muito na época de Mão Santa. Ele ficava aqui até a meia noite sozinho – ele mesmo passando a palavra para ele –, e a Taquigrafia ficava aqui (Risos.) se revezando, com o Mão Santa passando a palavra para ele mesmo.

    Bem, Senadora, na Medida Provisória 1.343, de 2026, a minha intenção com o Sr. Presidente Davi Alcolumbre diz respeito à categoria dos caminhoneiros do Brasil. São os caminhoneiros que fazem com que este país caminhe. Um caminhão parado – dois, três –, se os caminhoneiros pararem, o país para porque o alimento depende do caminhoneiro, os móveis, a vida do Brasil, o comércio, a indústria dependem do caminhoneiro. Os caminhoneiros são responsáveis pela movimentação da vida econômica e social do Brasil. Precisamos ter um outro olhar para os caminhoneiros.

    Sra. Presidente, reforça essa MP o mecanismo de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário. Em segundo lugar, também esclarece um piso salarial nacional para os motoristas de longa distância. Em terceiro – e esse é muito importante, Senadora –, anistia das multas aplicadas aos caminhoneiros em decorrência das manifestações ocorridas nas eleições de 2022. São multas aplicadas pelo Sr. Alexandre de Moraes – nem sei se eu posso chamar esse cara de senhor, esse demônio de Ministro; sei lá do que eu posso chamar essa peste! –, aplicadas por esse elemento, impagáveis.

    Um motorista de caminhão que tem seu próprio caminhão, que não é novo, e que ainda paga prestação; um caminhoneiro que sabe como é, em quanto tempo ele tem que trocar pneu; caminhoneiro que tem que pagar aluguel, pagar escola de filho, que fica longe da família e ainda com essas multas altíssimas. Essa MP perdoa – quer dizer, perdoa crime que nunca foi cometido –, mas, na verdade, anistia esses caminhoneiros em decorrência de terem participado das manifestações, coisa que a Constituição permite a todos os brasileiros, a livre manifestação de pensamento. Eles podem estar livres para dizer em quem votam e em quem não votam. Aliás, o caminhão é dele – ele pode parar ou ele pode andar, ele pode deixar em casa ou pode deixar na porta de casa, pode levar para uma manifestação –, pertence a ele. Mas, no Brasil, onde não tem Constituição, ordenamento jurídico já não existe, o desrespeito é total.

    Eu estava vendo um recorte do ex-Ministro Eros Grau ontem, em que ele disse, já naquela época, quando eu comecei a falar em ativismo judicial, em 2005: "Nós estamos" – ele disse 'nós' – "cometendo erros; nós não estamos aqui para isso; nós estamos extrapolando; nós estamos aqui para guardar a Constituição, não para poder tomar decisão daquilo que eu quero, do que eu penso, do que mexe com o meu sentimento, daquilo que eu gosto mais". Mas é assim que hoje se comporta esse Supremo Tribunal Federal: um tentando blindar o outro, um está mais sujo do que o outro, está tentando limpar o outro. Não há Constituição, e fazem isso – coitada da democracia –, usando o nome da democracia.

    Em todos esses crimes praticados – em todos praticados –, eles dizem que estão defendendo a democracia. Nossos irmãos foram presos no dia 8 em nome da democracia. Jair Bolsonaro está agonizando em cima de uma cama, soluçando, 11 cirurgias após a facada, em nome da democracia, para salvar a democracia, porque Jair Bolsonaro era o homem que destruía a democracia. Ah, me poupe, me poupe!

    Eu vou falar até a hora em que Deus me levar desta terra, porque esses caras... Medo deles – ai, ai –, medo deles... Eles não vão me parar, eles não vão me parar. Comigo, só se... Bom, também a morte não sabe nada sobre nós, a morte só sabe a hora dela. Então, na hora dela, no dia em que for o meu dia, eu vou. Mas, antes disso, não tem jeito. E tem duas coisas, aliás, que a morte nem sabe. A morte não sabe nada sobre faixa etária – ela não sabe – e ela não sabe nada sobre doença. Ela vem. Tem gente com 90 anos que está com a saúde lá em cima, viajando, dançando forró, e uma pessoa de 20 anos tem uma morte súbita. Mas, se a gente falar que foi a vacina, ah, é um vespeiro, né? É um vespeiro.

    Tem gente morrendo por falta de vacina da dengue. Seria Lula um genocida? Não, né? Não, né? Estão tudo com o rabo no meio das pernas. Por que vocês não falam das mortes por falta de vacina da dengue? "Não, nós não vamos importar vacina, porque vão vacinar, no próximo ano, com a nossa própria vacina".

(Soa a campainha.)

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Essa própria vacina, que já matou um monte de gente e que eles mandaram suspender. Todo mundo calado, com o rabo no meio das pernas.

    Eu não vou ficar calado. Não vim aqui para isso.

    Então, essa parte do perdão – perdão ao que não se cometeu de crime – às manifestações ocorridas no 22, é muito importante, por isso a necessidade de que essa medida provisória seja votada rapidamente, principalmente esses itens que estão aqui nesta Casa. E aí é um apelo que eu faço ao Presidente da Casa, porque, ao se fazer isso, pelo menos será dada uma pauta boa para a sociedade.

    Eu pergunto a V. Exa. quanto tempo faz que este Senado deu uma boa notícia de uma pauta bacana para o Brasil? Que dia? Eu não lembro, não. Um dia eu perguntei e o cara falou assim: "Não, o Pacheco botou para votar. Tomou uma decisão contra o voto monocrático de ministro". Eu falei: É, amigão, eu sei disso, porque eu ia para a tribuna, ficava olhando para ele e lhe dizia: Cobramos, cobramos. Está bom, votamos. Foi para a Câmara. Cadê? Está lá. Por que não vai adiante? Porque quem manda é o Supremo, quem manda é Alexandre de Moraes, quem manda é Gilmar Mendes, quer dizer, o decano da Casa.

    Na verdade, juridicamente, eles estão dando cano no povo brasileiro. Juridicamente... Aliás, essa palavra jurídica, esse contorcionismo que eles fazem não tem nada a ver com a lei, com o ordenamento. Não se pode impedir o trabalhador de exercer o seu direito de manifestação. Como eu disse aqui, é como se eles, os caminhoneiros, fossem criminosos. Recebi manifestação de apoio do Brasil inteiro, principalmente do meu estado.

    Eu tenho um cunhado que é caminhoneiro.

(Soa a campainha.)

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Ele tem cinco filhas e formou as cinco com a ajuda da minha irmã, Suzy. Raimundo, caminhoneiro... Quero cumprimentar os caminhoneiros, na pessoa do meu cunhado. E Deus sabe... É sujeito que não dorme direito, sujeito que vive no médico, mas no volante de um caminhão para criar as filhas, educar as filhas.

    Mas o Supremo diz que eles não têm direito de ir e vir e aplicaram a eles essas multas enormes e desnecessárias. Aos caminhoneiros do meu estado, o meu abraço e a minha luta, que certamente vai continuar. O Senado, fazendo isso, dará uma resposta concreta a essa categoria, que trabalha diariamente, muitas vezes longe da família, enfrentando enorme dificuldade para manter o Brasil em movimento.

    Obrigado pelo tempo, Sra. Presidente.

    E essas são as minhas palavras, com o meu coração e a minha mente indignados o tempo inteiro. O maior intérprete da mente de Cristo, o Apóstolo Paulo, disse: "E não vos conformeis com este mundo". E ainda que eu esteja só naquilo que eu acredito, eu não vou mudar de posição.

    A minha inconformidade, a minha indignação, todas as vezes que pego este microfone, é de ver esta Casa, que, na divisão dos Poderes, é a que mais poder tem, e que, em tudo o que está acontecendo no Brasil, se for fazer a divisão de culpas, para chegar a 100%, o culpado de 70% do que acontece com o Brasil é o Senado. Ele que é o culpado, porque, se o Presidente desta Casa já tivesse colocado para votar o impeachment de Moraes – não só ele, como o Pacheco também, que saiu, não é?

    Se tivesse impitimado, desde a época do meu primeiro mandato, quem já estava lá cometendo atrocidades, que era ativismo judicial... E agora, na verdade, vivemos já num regime ditatorial, em que nós temos uma rainha da Inglaterra que só fala besteira; um "descondenado", que, segundo Gilmar, é um cleptocrata. O Brasil voltou a ter uma cleptocracia – o cleptocrata está lá, segundo Gilmar Mendes, o decano. "Sem o Supremo, não teria o Lula ou alguns agentes políticos que aí estão". É verdade, Gilmar, concordo plenamente com você e reafirmo – vou continuar falando mal das urnas –, vou reafirmar: para mim, Jair Bolsonaro teve mais de 70% dos votos – Lula nunca ganhou nenhuma eleição –, haja vista as manifestações enormes pelo Brasil afora; onde ele chega, as multidões se apresentam para poder recebê-lo.

(Soa a campainha.)

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Um processo eleitoral em que ele venceu largamente na Bahia. Não teve um buzinaço, não teve carro na rua, não teve gente gritando na rua, cantando. A rua calma, tão calma... Como, se o homem ganhou tão bem, faturou tão bem?

    Então, se é crime, eu vou continuar falando mal das urnas, como o Lupi fez e não foi punido, como o Flávio Dino fez e não foi punido. As urnas, aquela maletinha é desgraçada.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Encerrou o Senador Magno Malta.

(Intervenção fora do microfone.)

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Mas, Senador Magno Malta, eu estava tanto querendo dizer "para concluir, Excelência". Era o meu sonho dizer isso: "para concluir, Excelência". (Risos.)

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Essa frase, né?

(Soa a campainha.)

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Eu pensei que você ia falar assim: assume aqui para que eu fale.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Não. (Risos.)

    Senador Magno Malta, com relação ao seu pedido do requerimento de urgência para a votação em Plenário – vir direto da Comissão de Educação para o Plenário o projeto de lei de homeschooling –, eu não vou deliberar, não vou colocar extrapauta. Estamos levando para o Senador Davi Alcolumbre, mas eu precisava lhe informar o seguinte: eu sou membro da Comissão de Educação, e nós estamos conversando internamente sobre esse projeto. Nós estávamos...

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Eu sou também. Eu cedi para o Bagattoli porque iria ter um evento lá, mas o membro sou eu de fato.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Nós estávamos discutindo o PNE, que tomou todo o tempo da Comissão nos últimos meses, e agora estamos fazendo a avaliação da educação integral, mas estamos conversando com a Presidente, conversando com a Relatora. O relatório já está entregue, o relatório está perfeito, o relatório feito por uma das Parlamentares que mais se destaca na educação, que é a Senadora Dorinha. A Senadora Teresa reconhece o trabalho da Senadora Dorinha, muitos Parlamentares membros da Comissão são a favor da matéria e nós estamos conversando com a Presidente.

    Acredito que o ideal seria realmente vir para Plenário, e o Plenário é soberano: deixem o Plenário decidir. Acreditamos que é um novo tempo, o mundo mudou. Nós estamos vivendo uma globalização, as relações de trabalho mudaram. As pessoas precisam do homeschooling hoje, não é nem pelas questões ideológicas que no passado eram colocadas na mesa; é por uma questão de mercado de trabalho mesmo.

    Hoje um servidor nosso pode trabalhar na China e levar seus filhos, e seus filhos continuarem estudando lá na China e fazer a prova na embaixada.

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Mas eles não querem trabalhar na China, não, porque na China não tem CLT, não, entendeu? Lá é escravidão mesmo.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Um empregado nosso pode trabalhar em qualquer outro país do mundo e seu filho continuar estudando, homeschooling, e fazer a prova na embaixada. É a globalização: 90% dos países que compõem a OCDE, Senador Magno Malta – e o Brasil quer tanto estar na OCDE –, já têm o homeschooling, porque o novo mercado exige isso; é a globalização.

    Um servidor público nosso faz um concurso público, por exemplo, para a Receita Federal e mora em Brasília; aí ele é nomeado lá em Trombetas, no Pará. Sabem o que acontece com esse servidor? Ele vai e não leva os filhos, porque lá em Trombetas não tem uma escola em que ele possa colocar os filhos. Então, com a não autorização do homeschooling, nós estamos dividindo famílias no Brasil.

    Há um outro segmento, Senador Magna Malta, que me procurou muito quando eu era a Ministra da família, que são os servidores do Itamaraty, porque o salário do diplomata – do embaixador – é um salário bom e considerável, mas quando aquele funcionário da embaixada, que tem que ir fazer missão lá fora, leva o filho... Vamos supor... Vou citar o Japão. Ele leva o filho para o Japão e vai ter uma missão de dois anos apenas lá. Ele não vai colocar o seu filho numa escola japonesa, porque a língua é difícil. Então ele tem que colocar o filho numa escola internacional de inglês, por exemplo.

    Quanto custa uma escola internacional no Brasil? Quanto custa uma escola internacional lá? Esse funcionário do Itamaraty compromete mais de 70% do seu salário em escola. Então o que eles fazem? Não levam a família, fazem missões para o Brasil, deixam a família aqui e vão servir fora. Então, com o homeschooling, eles poderiam levar os seus filhos, e eles estariam estudando a matéria, matriculados numa escola aqui e fazendo prova na embaixada.

    Então, Senador, hoje são categorias profissionais que precisam do homeschooling. Então, se a gente quer ficar na galeria de países desenvolvidos, nós vamos ter que deliberar essa matéria.

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Senadora Damares, dentro disso, no começo da sua fala você falou que as relações de trabalho mudaram.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Mudaram.

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Veja, está aí a discussão do 6x1.

    Rapaz, quem tem que decidir como quer fazer é o trabalhador com o seu patrão, porque o cara pode trabalhar de casa e dizer: "Olha, eu venho aqui à empresa duas vezes por semana e no resto eu quero ficar em casa, porque eu tenho criança pequena, vou trabalhar de lá e vou fazer de casa, vou trabalhar de casa; eu só quero trabalhar quatro horas". Tudo bem, se ele combinou isso com o patrão e o patrão combinou com ele. Agora, nós estamos fazendo aqui uma discussão ideológica, enquanto o mundo mudou – o mundo mudou.

    Então, nas relações de trabalho, que o trabalhador discuta com o patrão dele o que ele quer. Os garçons, por exemplo... Eu nunca recebi tanto e-mail de sindicatos e de pessoas individuais que trabalham na área de restaurante, na área de alimento, desesperados com essa história do 6x1; quer dizer, o mundo mudou.

    "Ah, então vamos fazer 4x3 então". Bora, porque o cara discute as três horas lá com o patrão dele, e aí o que vai acontecer? Um monte de perna disso pode sair, pararem de admitir e demitir. A pessoa trabalha quatro dias, e nos outros três dias ela está impedida de fazer alguma coisa; quer dizer, nós precisamos discutir profundamente essas relações de trabalho, todas essas relações, pela mudança do mundo.

    O mundo hoje é cibernético – o mundo é cibernético –, e as pessoas têm que se adaptar a isso, porque a internet é uma jovem ainda ou adolescente que está em crescimento. Ninguém nunca mais vai parar, até o dia em que virar um monstro, e eles vão ter um robô que vai dar ordem a nós.

    O mundo mudou, o mundo hoje é cibernético, então cabem todas essas relações de discussão, tanto do homeschooling como das relações de trabalho.

    Sobre essa questão do Itamaraty mesmo, eles mesmos precisam começar a pensar, o Governo, os governos – isso até é proposta de Governo –, em você ter gente que seja dos quadros, que seja da área da pedagogia, para acompanhar famílias servindo em outro país e para servir à família daqueles que são levados para representar o país, porque a família fica aqui – é aquele problema de que você falou –, e lá ele tem que pagar uma escola cara, num idioma difícil que não vai... Ele vai buscar uma escola cara, porque não tem escola todo dia no Japão em que o povo fala português.

    Então, é uma discussão realmente profunda e necessária. A questão do homeschooling acabou puxando isso tudo aí, puxou isso tudo para cima, deixou de ser só uma questão ideológica.

    Ainda, alguns, a maioria... Até porque o Brasil hoje vive um regime ideológico – um regime ideológico –, descrente, incrédulo e que adora crente em época de eleição.

    Se eu continuar falando aqui, eu vou puxando um trem, vou puxando outro e continuo falando...

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Já percebi.

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Agora, realmente a frase está correta: as relações mudaram, as relações de trabalho no mundo mudaram.

    Nós estamos na era cibernética, e isso nunca mais vai mudar. Ou a gente se adapta a isso, ou então nós vamos ficar no atraso a vida inteira.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar - Presidente.) – Obrigada, Senador.

    Vou conversar com o Senador Alcolumbre e com a Presidente da Comissão de Educação.

    Eu acho que a próxima semana não será semipresencial – não sabemos ainda. Eu acho que a gente poderia conversar com a Presidente da Comissão, com a Relatora, e a gente deliberar essa matéria.

    Nós não temos mais nenhum Senador inscrito, a não ser a Presidente. Eu vou tão somente fazer uma manifestação, uma manifestação rápida, direta e que eu acho que vai lhe interessar, Senador Magno Malta.

    O mês de junho foi o mês violeta, o mês de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa. Nós fizemos inúmeras campanhas no Brasil, todo mundo falou da violência contra a pessoa idosa. Eu subi na tribuna várias vezes para falar sobre a violência contra a pessoa idosa, e uma das violências de que eu mais falei foi o estupro da pessoa idosa.

    Nos últimos anos, nós estamos nos deparando com as mais terríveis histórias de estupro de idosos no país. Aí, no dia 28 de junho, no finalzinho do mês violeta, nós fomos surpreendidos com uma notícia, mais uma notícia, lá da cidade de Registro, em São Paulo, em que um pastor de 64 anos de idade...

    Eu vou falar o nome dele – e por que eu vou falar o nome dele? Porque as imagens estão lá para provar –, porque o Governo brasileiro ainda não regulamentou o Cadastro Nacional de Estupradores, aprovado pelo Congresso Nacional em 2020, e não regulamentou, Senador Magno Malta, o Cadastro Nacional de Pedófilos, pelo qual eu e o senhor tivemos a honra de lutar por anos. Em 2024, nós aprovamos a lei, a lei foi sancionada, a Lei 15.035, de 2024, e até agora a lei não foi regulamentada – não o foi. Então, nós não temos um cadastro nacional de pedófilos nem de estupradores.

    Como não regulamentaram, terei eu que dizer o nome do estuprador: Dario da Conceição, 64 anos de idade, pastor e também servidor público, servidor da Prefeitura Municipal de Registro.

(Intervenção fora do microfone.)

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Aqui, eu acho que eu e o Senador Magno Malta temos legitimidade para falar. Somos pastores e a gente não passa pano para pastor. A gente não esconde quando o crime também é cometido por um pastor. Pelo contrário, é aí que a gente fica mais indignado, porque o Cristo a quem nós servimos é o Cristo que manda cuidar; o Cristo a quem nós servimos é o Cristo do amor; mas é o Cristo do chicote também, que usou o chicote lá com os mercenários no templo.

    Esse pastor, Senador Magno Malta, a sogra dele tem 91 anos de idade, acamada, a mulher na cama, muito doente. Ele esperou a esposa e o filho irem para a igreja. Dentro do quarto da sogra, tinha uma câmera de segurança. Ele esperou a esposa e o filho irem para a igreja, ele foi lá e desligou a internet, entrou no quarto e estuprou a sogra de 91 anos de idade.

    E por que descobriram? Porque essa câmera de segurança era usada também por uma sobrinha da idosa, que é enfermeira, que ficava acompanhando a idosa, a evolução da saúde dela. A sobrinha achou estranho a internet ser desligada e depois a internet voltar para o ar. A sobrinha pediu para ver o que tinha acontecido na câmera; e o pastor achava que só o fato de desligar a internet não estaria filmando. A câmera continuou filmando.

    As imagens são fortes. A própria esposa, filho e família levaram as imagens para a delegacia, e o dito pastor, Dario da Conceição, de 64 anos, está preso e responderá preso.

    Eu quero mandar uma informação para esse estuprador cruel. Nós aprovamos, aqui no Senado, a Lei 15.280, de 2025, autoria da Senadora Margareth Buzetti, e agora a pena do estuprador começa com 20 anos, vai de 20 a 40 anos. Isso quer dizer: nós praticamente instituímos no Brasil a prisão perpétua, que eu ainda quero a prisão perpétua. O Sr. Dario da Conceição cometeu o crime durante já a existência de uma lei que ampliou a pena para 40 anos, portanto, eu espero que esse estuprador de uma senhora de 91 anos passe o resto de sua vida na cadeia.

    Assim sendo, como eu gostaria de ter terminado o Junho Violeta com outros números, com outros dados. Como eu gostaria de estar aqui dizendo: "Olhem, gente, saiu o relatório do Junho Violeta, e nós melhoramos nos números". Não, os números são assustadores, Senador Magno Malta. O Disque 100 está aí para nos mostrar. A violência contra a pessoa idosa explodiu no Brasil, e explodiu o estupro de idosas e de idosos.

    Nós estamos aqui para dizer que a gente não vai tolerar isso, nós não vamos suportar. Nós precisamos nos levantar nesta nação. Se preciso, uma ampla revisão do Estatuto do Idoso. Se preciso, Senador Magno Malta, chamar uma Constituinte e a gente rever o art. 5º da Constituição e a gente repensar a prisão perpétua no Brasil.

    O Governo já poderia hoje nos dar algumas respostas, como operações integradas, integrando todas as polícias, operações para a gente ir buscar todos os acusados que estão lá no Disque 100, porque denunciam no Disque 100... Vamos pegar o relatório do Disque 100, vamos fazer uma megaoperação no Brasil, como Bolsonaro fazia. A Operação Vetus, num único dia, com 12 mil policiais na rua, indo buscar os agressores de idosos. Vamos lá, Ministra da Justiça! Vamos lá atrás de todos os agressores de idosos que estão denunciados no Disque 100! Mas o Governo brasileiro também já pode dar uma resposta: entregue para nós a regulamentação do Cadastro Nacional de Pedófilos e de estupradores, porque, com certeza Magno – você tem experiência –, essa não é a primeira vítima desse estuprador.

    O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Não. Isso que eu ia dizer. Eu peço a V. Exa. um aparte para dizer que – até apelo ao Ministério Público, que está com o caso, ao próprio delegado do caso – se ele era pastor de uma igreja local... Aliás, eu, quando digo que prendi muito pastor e muito padre, retifico, em seguida, dizendo o seguinte: eu prendi marginais que se escondiam atrás de uma gravata e de uma Bíblia, marginais que vestiam uma batina, e ainda é assim. Eles já são isso. Eles escolhem o sacerdócio para que possam acobertar mais facilmente os seus crimes. Pode investigar, porque não será só com essa idosa, sogra dele. Não será. É um outro tipo de demônio que tem uma tara por abuso de idosos, como tem o pedófilo com a sua tara por abuso de criança – por abuso de criança.

    A lei está aprovada. A lei só retroage para beneficiar o réu e, nesse caso, a lei não vai retroagir para beneficiá-lo. Ele será, ao cumprir os 40 anos... Porque, se não morrer antes, essa peste vai sair com 104 anos de cadeia – com 104 anos de cadeia. Então, é o seguinte: o apelo é válido. Eu acho que a gente pode também contactar o Ministério Público, lá em São Paulo, para que, na verdade, se ele é pastor de igreja local – ou tem uns caras que são meia boca, que foram ungidos com caldo de cana, ninguém sabe onde esse povo foi consagrado, porque eles aparecem do nada –, se tem pessoas chamadas de ovelhas, com um lobo desse, com mais outras pessoas idosas na igreja, que se faça um levantamento. Isso porque a gente sabe que o pedófilo, quando é pego, ele é revelado, tem um rastro de sangue atrás da vida desse cara. E eu tenho certeza, Senadora Damares, como você afirmou, que esse elemento deve ter outras vítimas na vida dele – outras vítimas na vida dele.

    Se V. Exa. quiser subscrever, ou mandar fazer, eu subscrevo esse pedido ao Ministério Público, lá em São Paulo, nesse caso especificamente, para que se possa ouvir pessoas acima de meio século de vida que conviveram com esse indivíduo, porque, neste momento, acho que tem muita gente com vontade de denunciá-lo.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 03/07/2026 - Página 12